Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Devíamos pedir aos nossos ouvintes para fazerem esta música e mandar para nós.
Mandar, pois é, isso é que era. Fica o desafio: ouvinte@observador.pt. O Web Summit é aquele palco em que os responsáveis políticos portugueses gostam de brilhar, de mostrar ao mundo as suas qualidades comunicacionais, cheios de energia, ou energy, como o ministro Gonçalo Matias, que nos obriga a traduzir aquilo que ele disse.
"Innovate."
Novatos.
"Experiment."
Experientes. Gringos.
"Dream. Keep pushing. Keep testing. Keep improving what's possible."
Força, façam testes, porque tudo é possível. É isto que Portugal oferece. Uma porta giratória do governo para as empresas sem inovação e sem indústria, que não se vê nem na Europa nem no resto do mundo. Foi o que ele disse.
Foi.
Não foi?
Foi.
Olha, foi a melhor tradução que eu consegui arranjar com inteligência artificial. Mas ainda tinha mais alguma coisa para dizer.
"A place where ideas meet action and ambition meets reality."
Aqui só se fala e não se faz nada, e quem tem ambição, choque diferente com a realidade, porque Portugal vive desligado do mundo e a ligação ao futuro é de má qualidade. Vão pela sombra, adeusinho. Pronto. Gonçalo Matias.
Não vi essa parte do "vão pela sombra".
A inteligência artificial diz que foi isso que o ministro disse. E enquanto o ministro da Reforma do Estado tenta vender o país na feira de Carcavelos da Inovação, por onde é que anda o CDS?
O CDS está sempre ao lado do mundo rural.
Já desconfiava. Quem nos dá esta informação é Paulo Núncio, que tinha sido visto pela última vez numa interação desairosa com um novilho.
Pois foi, não lhe correu nada bem.
Não correu. Mas agora já está recomposto e diz que o CDS está aí com o mundo rural e depois de baixar os impostos para a tauromaquia no ano passado, agora aposta na descida dos impostos para a caça. E por quê?
A caça é campo, é tradição e faz parte da nossa identidade enquanto nação.
A caça é campo, é tradição, é a nossa identidade nacional.
É portuguesa.
É muito português isto. Tanta discussão sobre a cultura portuguesa, o que é a identidade nacional, e afinal a resposta era simples: ser português é pegar numa caçadeira e aviar uma chumbada numa perdiz. Mas não é só a caça e a tauromaquia. Outro traço fundamental da identidade portuguesa é o quê? É dar cabo dos espanhóis.
A Batalha de São Mamede é um dos marcos fundadores da nacionalidade portuguesa. E por isso, celebrar os 900 anos desta batalha é um imperativo histórico, de coesão nacional e de consciência da importância desta batalha para o facto de Portugal ser hoje o mais velho Estado-nação da Europa com as mesmas fronteiras.
Que aula de história.
O mais velho Estado soa assim a desgastado, mais velho, já mais idoso, mais acabado. É claro que o CDS não podia deixar de assinalar os 900 anos da Batalha de São Mamede. Importantíssimo, relevantíssimo, porque, na verdade, foi aí que os nossos problemas começaram.
É uma causa que diz muito ao CDS e por isso queremos saudar o governo por prever a criação do comissariado nacional destas comemorações já em 2026.
Que alívio, uma comissão para a comemoração. Mas o que é que em Portugal não se resolve com uma comissão? Mas esta eu acho que é mesmo muito importante. Aliás, eu estou também ansioso para saber o que é que vem aí, quem é que vão ser os responsáveis.
Um feriado?
Um feriado!
Foi sugerido na campanha eleitoral.
Era tão bom. Não sei se está previsto, mas eu acho que merece. Não só a Batalha de São Mamede, todas as outras, a de Ourique, por exemplo, a de Ourique! Como é que não há uma comissão?
Porque Aljubarrota.
Aljubarrota, um feriado para a Batalha de Aljubarrota. Estou a confiar muito em Paulo Núncio e no CDS para fazer isso.
Já sabe que também pode participar se tiver vídeos de momentos mais insólitos dos nossos políticos, figuras públicas, não hesite em enviar-nos por e-mail para ouvinte@observador.pt ou então por WhatsApp 910024185.