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Este som diz tudo. Já cá está a Rita Camarneiro para mais momentos de glória. Olá, Rita, bom dia.
Olá, tudo bem? Boa sexta-feira, tudo bem convosco?
Tudo ótimo.
Tudo ótimo.
Muito bem, vamos a isso. Hoje vamos até à terra dos dinossauros, a Lourinhã. Sim, mais precisamente à Junta de Freguesia de Ribamar, onde foi encontrada uma nova espécie de dinossauros, já há algum tempo, e o nome da praia, o Porto Dinheiro, deu nome ao dinossauro. Chama-se Dinheirossauros. Não sei se sabiam.
Não.
Que dá toda uma outra dimensão à expressão capitalismo selvagem. É aqui que encontramos Rúben Rodrigues, candidato à presidência da Junta de Ribamar, que reforça várias vezes que os seus objetivos são simples e humildes, porque não há muito dinheiro. Rúben, podes falar-nos um pouco das tuas propostas?
Claro que sim. Temos propostas, por exemplo, de limpeza, maior manutenção, ou seja, vemos que a manutenção por vezes é escassa, temos de fazê-la mais vezes. Por exemplo, também os buracos, às vezes não são tapados a tempo e horas ou passam de um buraco para uma lomba. Também não queremos isso.
Ora aqui está, buracos que não são tratados e transformam-se em lombas. São até conhecidos como os Lombossauros, cujos antepassados são buracos. Isto realmente é uma terra de fenómenos.
Por exemplo, o Parque dos Sobrerinhos, um parque que ainda há bem pouco tempo estava com erva de mais de 50 centímetros. As pessoas vão lá uma vez, veem aquilo em mau estado, não têm condições, vão embora. Vão lá outra vez, mau estado, vão embora. Depois deixa de ser utilizado. O parque tem uma churrasqueira sem fundo, não conseguem fazer um grelhado, não tem sombras.
Ih, pai, se falta grelhar, sempre há o verde.
Uma churrasqueira sem fundo. Eu ouvi bem, não é? É sem fundo.
Óbvio. É só um prato.
Sim, exato. Podia também ser o título do próximo romance de Bruno Vieira Amaral, "Churrasqueira sem Fundo", ou uma música dos Capitão Fausto. Eu não sei o que é uma churrasqueira sem fundo. Eu diria que é mais um buraco que se transformou numa churrasqueira.
Também vemos, por exemplo, tampas. Ainda este fim de semana fizemos uma caminhada por Ribamar, vimos tampas perigosas que não estavam cimentadas, não estavam seguras, fixas. Principalmente isso, as valetas. Valetas que em Ribamar toda a gente sabe que são conhecidas por serem perigosas, porque são mesmo profundas.
Os meus pais têm casa em Ribamar, nunca me falaram das valetas perigosas.
Cuidado com as valetas, se calhar.
Portanto, se eles desaparecerem, já sei.
Exato.
É procurar em valetas.
Uma valeta perigosa. Sim. Mais uma vez, eu não me admirava que fosse outro buraco que se transformou numa valeta. As tampas perigosas são uma outra espécie selvagem, derivam das caricas, que já por si aleijam os mais incautos. São tampas que em vez de contribuírem para uma cadeira de rodas, estragam as cadeiras de rodas. Mas já aqui falámos de buracos, churrasqueiras, tampas perigosas. Rúben também se queixa da falta de comunicação que a Junta tem com os fregueses. Ele promete resolver isso e fala até de um problema que afetou Ribamar e só soube pelas redes sociais da freguesia vizinha.
Nós em Ribamar também notámos um excesso de mosquitos este verão e não houve qualquer comunicação, nem da Proteção Civil da Lourinhã, nem em Ribamar da Junta de Freguesia, que poderia ter feito também essa comunicação.
Podiam ter avisado, não é? Do gênero: "Como podem ver"-
Ainda por cima devem sair ilegais, de certeza, os mosquitos.
Os mosquitos. Sim, não sabemos onde é que vêm, sem papéis. "Como podem ver, estamos cheios de mosquitos. Boa sorte. Não sei o que se poderia fazer mais", mas se calhar era bom ouvir alguma proposta assim mais arrojada.
Temos também propostas, por exemplo, mais na área de Porto Dinheiro. Vimos que foi retirado lá um ovo do dinossauro que lá estava, que julgamos ser um ovo. Estava lá uma situação e propomos colocar lá um baloiço para promoção do local, porque neste momento vemos que nas redes sociais é muito promovido os baloiços.
Os baloiços panorâmicos.
Os baloiços panorâmicos, e as pessoas próprias vão fazer com que aquilo se espalhe a mensagem e o local.
No Instagram.
Pois, claro. Estava lá uma situação.
São sítios instagramáveis.
Sim. Eu até propunha meterem uma réplica do ovo no local e construírem exatamente por cima o baloiço. Assim quando tirarmos fotos para o Instagram, parece que estamos a chocar um ovo de dinossauro. Não é bonito?
Que acabaste de pôr o ovo.
E sabem uma coisa? Eu acho que era assim que deviam ser os partos. Uma pessoa metia o ovo ali em janeiro, para em setembro começar a partir. Bem, mas eu diria que se não tiverem muito dinheiro, que é uma queixa recorrente desta junta, cuidem bem de um buraco, ele poderá transformar-se em algo extraordinário.
Numa situação.
Numa situação. No entanto, Rúben tem uma outra proposta para as obras acontecerem em Ribamar. E espantem-se, ele propõe que sejam os próprios habitantes a fazer as obras da Junta.
E também criar iniciativas que eu penso que são úteis junto da população. Muitas vezes a população não tem problemas em ajudar a um sábado a fazer uma obra que seja, ou uma coisa mais simples, desde que a Junta forneça os materiais.
Claro.
E essas iniciativas não são criadas, por exemplo.
É estranhíssimo, não é? Não haver mais iniciativas que passem por trabalhar ao sábado de graça para obras da Junta.
Já aconteceu noutros tempos.
Sim, mas já aconteceu. Não há muito tempo a minha junta propôs-
A sério?
...limpar um pinhalzinho que havia lá.
Muito bem. Já estou a imaginar.
Não sei quem esteve ali, eu confesso que estava de férias.
Sim.
Como é que é, Rita? Estás a imaginar alguém?
Estou a imaginar alguém, porque ainda por cima é uma população muito envelhecida. Então a avó vai onde? "É dia de colocar brita na valeta da Estrada Nacional 247". É uma chatice.
Encher para o buraco.
Sim, tapar. Ou a valeta. No fundo, a valeta, se calhar é um buraco tão grande porque os dinossauros dormiam lá.
Era.
Em coxinha.
Na situação.
Em coxinha. Alargou.
Em ovinho.
Sim.
Rita Camarneiro.
Boa sexta-feira.