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O que estavas a dizer, Bruno?
Estava aqui a pensar no que tu nos trouxeste hoje. O que preparaste para nós.
Desde segunda-feira que temos um novo Presidente da República.
Trouxeste.
O que é que almoçaste? Desde segunda-feira que temos um novo Presidente da República. Mas isto de ser líder não é novidade para António José Seguro, já vem do tempo da Juventude Socialista. E o que fica dessa altura? Os camaradas do presidente recordam.
Estavas fora, eu estou a falar e falando assim: "O Tozé isto, o Tozé aquilo". Se calhar vai ser censurado. Precisar dizer António José Seguro. Agora temos de dizer António José Seguro, Presidente da República. O Tozé fazia-nos trabalhar mesmo. Depois tive que ouvir do Tozé: "Mas eu tinha dito que não entrava ninguém". Éramos tão magrinhos. Fomos para o Bairro Alto, deixamos o Tozé à frente, liderava sempre as tropas, e fomos distribuir preservativos para o Bairro Alto, porque ele teve um papel muito importante nas políticas de juventude europeia na altura. Quando foi presidente do IFOR, presidente do CJ. Sim, mas o Tozé sempre foi um tipo com uma capacidade de trabalho invulgar, acima da média. Eu lembro-me quando ele ainda foi no secretariado do plenário, que houve uma altura que ele era secretário nacional de organização, em que ele dormia na sede para organizar o fecho todo.
Dormia na sede.
Muito bem.
O que eu gostei é: não podemos chamar Tozé ao Tozé. Estes são Rui Pereira e Silvino Gomes, que trabalharam com António José Seguro há uns aninhos, quando eram mais magrinhos, na Juventude Socialista, e eles contam mais.
Nota-se aqui que o único que estava descamisado era o próprio António José Seguro. E agora, lá está, agora é ele que está formal. Tu estás armado até para além disto. Aqui umas fotografias lá se podem ver. Fazia questão de cumprir o mandato. Passava noites a conduzir, andava de um lado para o outro, sem dormir. Política era de facto um parte do sangue que lhe corria nas veias. Nós relacionávamo-nos bem com os dirigentes das outras organizações de juventude partidárias. Tozé sempre teve essa coisa, fazemos política sem deixarmos o sentido lúdico.
Queríamos saber mais sobre este sentido lúdico.
O lúdico, aí é que estava.
Faltou.
Acho que gostou mesmo aí.
Mas contribuíram de outra forma, como a referência a este nosso ilustre programa.
Uma grande honra para a JS ter como Presidente da República, hoje em dia, alguém que foi seu dirigente máximo. Eu acho que para a JS é um momento de glória.
Olha.
Obrigado.
De nada.
Obrigado.
Também não precisavam de ser tão simpáticos.
Às vezes acho que falta um bocadinho de simpatia, levamos tanto na cabeça.
António José Seguro fez anos esta terça-feira.
Obrigado, obrigado.
Aqui era quando deviam celebrar. Eu clareio sempre nesta parte.
Toda a gente. A despachar. Tu não era o menino Tozé? É o menino presidente.
Muito obrigado.
Muitas honras. Parabéns. Agora é mais velho.
Ainda ontem tomei posse e já estou mais velho. Muito obrigado. Muito obrigado. Obrigado por terem feito desta noite uma noite das noites mais felizes da minha vida.
Das noites mais felizes da vida. Ainda ontem tomei posse e já estou velho. Isto dá cabo de uma pessoa num dia.
Não, o interessante é saber se ele daqui a dois anos continua a dizer a mesma coisa sobre as noites felizes.
A tomada de posse do novo presidente não passou despercebida nem a José Castelo Branco, que está lá nos States.
Esta mensagem é para Portugal, especialmente para si, senhor presidente. Senhor presidente, os meus parabéns. Senhor presidente António José Seguro, Tozé para os íntimos. Tomou posse, o tio deu-lhe posse. Fantástico. Tem de seguir o exemplo, porque o nosso antigo presidente foi um excelente presidente. Por isso eu espero o melhor de si. Olhe, eu estou com o sapato na mão, sabe por quê? Estou com gota. Doença das rainhas e dos reis. Portanto, é um horror. E por isso eu estou com o sapatinho na mão, porque não consigo calçar o outro. Mas mesmo assim, não deixo de vir aqui para lhe dar os meus parabéns.
A gota.
A gota.
Chatice.
A gota que fez transbordar o copo. Eu acho que devemos convidar o José Castelo Branco para o E o Vencedor É?, porque ele está a revelar-se um analista político.
Parabéns a Seguro e também a oferta de prestação de serviços à primeira-dama.
Já agora para a primeira-dama, foi com vestido Valentino. Eu reparai, senhora doutora. Peça para a próxima uma opinião, que eu posso-lhe dar. Está bom? Para a família toda do Seguro.
Bem, é o que é. E claro que depois disto não tardou para o Herman José fazer uma dobragem do vídeo de Castelo Branco.
Hello, darlings, cá estou eu para mais uma das minhas palestras. E hoje venho aqui numa missão muito especial. Como toda a gente pode ver, basta olhar para baixo, eu tenho uns pés gigantescos. O meu pé é maior ainda que aquele pé feminino que ficou na história por ser o maior pé de mulher de todo o sempre, que era de uma americana chamada Julie Felton, que calçava 47. Ora bem, eu calço 49 e os meus sapatos são feitos nos Estaleiros de Viana. Só que os Estaleiros de Viana estão feios de trabalho e ouvi dizer que o Mário Ferreira, que faz lá os barcos, vai agora encomendar novos barcos na Sérvia, nos estaleiros da Sérvia. Se alguém me puder dar o contacto, eu agradecia, porque eu preciso imenso de fazer sapatos, que depois mais tarde possa converter em castanheiros, que a gente nunca sabe o futuro, e se eu for para Lisboa, tenho de me fazer à vida. Um beijinho muito grande para todos vocês.
Não acabou assim.