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É aquela altura das manhãs 360, onde destacamos histórias que têm suscitado ou estão a suscitar muita curiosidade nas redes sociais.
E esta está.
Está?
Está.
Conta tudo.
Oui, je vais raconter tout.
É uma história com sotaque.
É uma história com ratatouille, bien sûr. Jean-Michel.
Ratatouille.
Ratatouille. O George Clooney e a família. George and his family. Toda a família agora tem a nacionalidade francesa.
Olalá!
Toda a gente já ouviu esta história.
Não se fala de outra coisa.
Não se fala de outra coisa. Acontece que a atribuição da nacionalidade francesa ao ator e também ativista político.
O "whare else?"
O "whare else?" E também elemento da publicidade a uma famosa marca de máquinas de café, não foi consensual, não está a ser consensual dentro do governo francês. A ministra delegada do Interior, Marie Pierre Vedrenne, considerou que a cedência da nacionalidade francesa ao ator pode enviar uma mensagem errada, de que existem dois pesos e duas medidas, porque o próprio George Clooney já disse que não domina muito bem a língua francesa.
Le français.
Le français. É um pouquinho difícil. E este é um dos requisitos para a atribuição da nacionalidade: o domínio da língua francesa. Esta responsável política disse que se sentia orgulhosa pelo ator norte-americano ter pedido a naturalização, mas considerou, de facto, que a atribuição da cidadania pode passar uma mensagem incorreta de que há mais facilidades para uns.
Do que para outros.
Do que para outros. Ela disse compreender que alguns cidadãos critiquem esta situação. George Clooney admitiu, reconheceu que, de facto, não domina muito bem o francês, apesar de, segundo ele, já ter tido 400 dias de aulas. E esta responsável do Ministério do Interior disse não poder afirmar taxativamente que o ator foi beneficiado, mas promete investigar. Já o ministro do Interior defendeu a naturalização de George Clooney e da mulher, e rejeitou que tenha existido qualquer desigualdade. Ele diz que a atribuição da nacionalidade foi uma decisão da autoridade pública. Diz que é também uma grande oportunidade para o país, porque está prevista a atribuição da nacionalidade a quem, através de ações meritórias, contribua para o prestígio de França e para a prosperidade das suas relações econômicas internacionais.
Cá vai tudo.
É o motivo.
Claro.
No fundo, não é preciso falar muito bem francês, desde que se saque deste argumento. O ministro também disse que, tal como muitos franceses, também ele está muito feliz por receber George e Amal Clooney na comunidade nacional. Já Donald Trump teve uma reação expectável.
Então.
Ele diz: "Boas notícias", à atribuição da nacionalidade. "Boas notícias: o George e a Amal Clooney, dois dos piores analistas políticos de sempre, tornaram-se oficialmente cidadãos de França." É aquilo que nós já esperávamos, mas é curiosa esta reação dentro do próprio governo francês, de haver aqui um olhar diferente sobre este processo, ainda que, para já, não esteja posta em causa a legalidade de todo o processo. Mas de facto, pode ter havido aqui uma certa tolerância por ser quem é. O que também se compreende. A verdade é que nós também, por exemplo, por méritos desportivos, a atribuição da nacionalidade pode ser mais rápida em Portugal do que noutros casos.
Muito bem. Luís.
Olha, todos conhecem o Indiana Jones, certo? Um clássico do cinema. Aventura, coragem, muitas cenas icônicas, como aquela em que uma pedra gigante vai rolando em direção ao protagonista. Ora bem, um funcionário de um parque temático da Disney na Flórida armou-se a Indiana Jones e tentou impedir que uma simulação de uma pedra, como aquela do filme, feita em borracha, mas que tinha qualquer coisa como 180 quilos, caísse em cima do público. A pedra fazia parte do cenário de um espetáculo, mas saiu do trilho.
Descarrelou.
Descarrelou, exatamente. Foi em direção ao público e há um vídeo que circula nas redes sociais em que é possível ver essa bola sair da trajetória, dirigir-se à plateia, e para evitar um acidente mais grave, o funcionário que estava lá, uma espécie de segurança, percebeu que a pedra estava a sair do trilho, calmamente, foi ao encontro dessa pedra gigante e tentou travar o movimento da pedra com o próprio corpo.
Deu o corpo à bola.
Deu o corpo à bola. Conseguiu travar o movimento, mas também ele próprio acabou por ser derrubado e projetado no chão, porque era uma bola de 180 quilos, não era propriamente uma leve.
Mas levou com a bola em cheio.
Levou com a bola em cheio no corpo mesmo.
E vem com a dinâmica da velocidade.
Exatamente.
Não sei se vocês faltaram a essas aulas de Física, mas têm de fazer as contas.
Já levaram com uma bola na cara?
Não, destas não.
Um pataço.
Exatamente. Foi um momento de valentia e de coragem. Este homem terá sofrido ferimentos na cabeça, foi assistido de imediato, está a recuperar bem. O certo é que o espetáculo foi interrompido temporariamente. Este adereço também já foi retirado. É um espetáculo que se chama Indiana Jones Epic Stunt Spectacular. Era inspirado nos Saltadores da Arca Perdida, em que o público conhece as acrobacias, os bastidores, aprende a dar e receber golpes com segurança, enfim, entrar um pouquinho dentro do filme. O que é certo é que este funcionário acabou por se armar um pouquinho Indiana Jones e protegeu o público.
Conseguiu salvar o público.
Conseguiu salvar o público.
Eu estou aqui a ver as imagens. Isto é uma bola de yoga gigante.
É bem grande.
Saltitona.
Eu vou procurar essas imagens agora, estou curioso.
Vai ver.
Quem é que nunca sonhou quando era miúdo, pelo menos da nossa geração, correr à frente de uma bola destas e salvar depois de roubar.
E à 25ª hora lançar o seu chicote sobre o mármore.
E salvar. Vocês sabem que agora há críticas ao Indiana Jones por ser muito colonial, de andar a roubar artefatos.
Opa!
De andar a roubar artefatos na América do Sul.
Isso é outra conversa.
Que depois levam para os museus. Eu acho que a história do próximo Indiana Jones pode ser da restituição.
Exato, dos artefatos.