Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Não se fala de outra coisa do assalto do fim de semana ao Louvre. Pode vir a dar ideias para um novo documentário ou filme. As imagens são de fato impressionantes. Aquilo parece anedota, eles entrarem pela janela.

Já viram a inteligência artificial, o Macron salta.

Há de tudo, há gatos, há o Macron.

Gatos também.

Também. Mas bem, na realidade foi mais uma longa lista de roubos de obras de arte de milhões de euros ou, como neste caso, de valor incalculável. Duas versões do quadro "O Grito", do norueguês Edvard Munch, foram roubadas no espaço de 10 anos. Em 94, em apenas dois minutos, Pal Enger acedeu à Galeria Nacional de Oslo, tropou para a sala onde estava a pintura, cortou um cabo que sustentava a obra e fugiu. No dia em que as atenções estavam todas nos Jogos Olímpicos de Inverno, deixou um bilhete à polícia com a mensagem: "Obrigada pela falta de segurança".

Tão querido.

Depois foi detido num hotel onde tinha também o quadro. 10 anos depois, em agosto de 2004, uma outra versão d'O Grito de Munch foi roubada, também no Museu de Oslo. Neste caso, os ladrões levaram também uma outra obra, Madonna, do expressionista norueguês. As duas foram recuperadas dois anos depois, embora com danos por causa da umidade a que foram sujeitas.

Estes noruegueses são muito pela paz, não é? São eles que atribuem o Nobel da Paz. Deixa roubar, deixa ir.

Um outro roubo famoso foi um quadro de Van Gogh, em 2020, em Amsterdã, que foi devolvido três anos depois, dentro de um saco da IKEA. Apesar de estar danificada, a obra ainda foi restaurada. A pintura, avaliada em seis milhões de euros, foi devolvida a Arthur Brand, conhecido como o Indiana Jones do mundo da arte, pelo trabalho que faz de recuperação de obras de arte. Houve mais casos. Aquele que chegou a ser intitulado como o maior roubo da história, até este domingo no Louvre, que já foi considerado o assalto do século, aconteceu em 1990. Um grupo de ladrões vestidos de polícia e com bigodes falsos levou do Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, 13 obras de arte assinadas por pintores como Rembrandt ou Manet. Em 81 minutos, enganaram os seguranças do espaço e percorreram as salas levando 13 obras. É obra.

É bom lembrar também quando o Pierce Brosnan roubou uns quadros.

E depois há, claro, a Gioconda, levada do Louvre em 1911. O ladrão Vincenzo Peruggia, o Mona Lisa, Gioconda é Mona Lisa. Entrou no museu às 07h de uma segunda-feira, quando o espaço estava fechado. Levou a Mona Lisa escondida debaixo da bata do trabalho. Só no dia seguinte é que os funcionários se aperceberam que a obra de Leonardo da Vinci tinha desaparecido. O quadro depois viria a ser recuperado em Florença, quando Peruggia, inteligente, o tentou vender.

Se calhar na Feira da Ladra. Senhor pai, que imitação fuleira.

Sobre o assalto este domingo, os ladrões continuam em fuga e as peças por encontrar.

Ainda não se pode fazer o documentário.

Ainda não. Vamos ver o fim disto.

Não pensa no dia seguinte: "O que é que eu vou fazer com isto?"

Sim.

Sim, era o que falávamos ontem ou anteontem.

Lá está. É muito provável que, em alguns casos, já tenha destino.

Ou já tenha destino, claro.

Porque o que é que vais fazer com aquilo?

Sim, não vais vender, de facto.

Mas mesmo pra consumo próprio.

É o amor à arte, de facto.

Há uma diferença de atirar tinta pra cima de uma obra de arte, de um quadro.

Antes roubá-lo, ter lá em casa e deixar lá.

Sem umidade.

Sem umidade. Olhe, eu vou falar aqui de um assunto de que se está a falar muito nos meios internacionais. Tem a ver com uma figura de topo do regime iraniano, o contra-almirante Ali Shamkhani, e nós na semana passada falamos aqui muito sobre códigos de vestuário, burcas, e este caso também, de alguma forma, está relacionado com isso. Este senhor, o Ali Shamkhani, é uma figura mesmo de topo do regime, não é um funcionário menor. Foi ele que conduziu, por exemplo, as negociações sobre o nuclear com os Estados Unidos e também a aplicação de regras mais restritivas para mulheres e raparigas iranianas, e defensor de medidas mais severas, por exemplo, contra manifestantes que criticam o regime. E o que é que acontece? É que esta semana foram divulgadas imagens do casamento da filha de Shamkhani em abril deste ano. E, meus amigos, está tudo muito afastado das tradições iranianas e até do discurso público, não só deste senhor, do almirante.

Por isso é que não se fala de outra coisa.

Por isso é que não se fala de outra coisa, mesmo dentro do Irão, e não só. E não é só o luxo geral, é uma cerimônia, para os padrões iranianos, luxuosa, numa altura em que os iranianos passam muitas dificuldades, mas é também a indumentária, a começar pelo vestido de noiva, com um tipo de decote que raramente se vê no Ocidente. E também não usa véu. E não é só a noiva, também outras convidadas, a começar pela mulher do contra-almirante, que também tem um decote, digamos, generoso. E a outra questão é que o pai, ao contrário do que acontece na tradição iraniana, em que os noivos entram juntos, o pai levou a noiva ao altar. Portanto, tudo contra as tradições do país. Houve, claro, comentadores políticos, antigos combatentes da guerra contra o Iraque, vieram exigir a demissão imediata de Shamkhani e na imprensa surgiram vozes a apontar a contradição entre aquilo que os mais altos responsáveis do regime pregam publicamente e exortam o povo a fazer, e aquilo que depois é o comportamento na sua vida privada. Estamos a falar desta figura muito importante do regime. É ele que representa o aiatolá Khamenei num novo conselho de defesa nacional. Já foi ministro da Defesa e em 2020 os Estados Unidos até impuseram sanções ao almirante e aos seus filhos, que são detentores, a família é detentora de um vasto império naval, com cargueiros, petroleiros, que levam o petróleo do Irão para a China e para a Rússia, e tem sido a família acusada de beneficiar das sanções comerciais impostas ao país. É mais um daqueles casos, bem prega frei Tomás, faz aquilo que ele diz, não faças aquilo que ele faz.