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Notícias à meia-noite com António José Soares e a começar com Sebastião Bugalho, que considera que o ódio não está incluído na liberdade de expressão.

Uma posição que surge a propósito da polêmica em volta do Chega, na sequência da morte de Odair Moniz, que foi baleado por um agente da PSP. O eurodeputado social-democrata, em entrevista à SIC Notícias, abordou o assunto do racismo e fez também uma referência à PSP.

Sendo branco e português, nunca sofri racismo. Já vi à minha frente racismo acontecer, mas eu nunca sofri racismo. Porque a minha posição face às comunidades que se dizem vítimas de racismo, que dizem que têm medo quando são abordadas pela polícia, que sentem que quando são abordadas pela polícia, são abordadas de forma diferente devido à cor da sua pele, a minha posição é de empatia. Portanto, obviamente que apresento aqui as minhas condolências à família do Odair Moniz. Isso a mim parece-me claro. Mas eu também nunca fui polícia. Eu também nunca fui membro de uma força de segurança. Portanto, também tenho a minha empatia com as forças de segurança, que muitas forças partidárias ou que algumas forças partidárias têm tentado estigmatizar, como se fossem todos racistas ou todos de extrema-direita. Também não me parece que isso seja correto.

Declarações do eurodeputado do PSD, Sebastião Bugalho, na entrevista à SIC.

E decorreu esta noite uma vigília em homenagem a Odair Moniz, o homem que morreu há exatamente uma semana, vítima de uma bala de um agente da polícia e foi no bairro da Cova da Moura.

A cerimônia decorreu com tranquilidade, aconteceu no bairro do Zambujal, onde Odair Moniz morava. Começou com um momento musical, esta vigília, seguindo-se depois o lançamento de balões brancos no ar.

Agora é meia-noite e um minuto e quanto ao presidente da Junta de Freguesia de Alfragide, onde fica o bairro do Zambujal, pede policiamento de proximidade e o regresso dos mediadores policiais.

O pedido de António Paulo foi feito esta tarde, em declarações à Rádio Observador. Admite que pode haver dificuldades no recrutamento de polícias, mas sublinha que têm um papel importante. O presidente da Junta de Freguesia de Alfragide aponta assim para outra solução.

Estes mediadores são figuras importantes, na medida em que eles provêm do próprio bairro, conhecem muito melhor as pessoas do bairro e, portanto, é interessantíssima esta situação. Agora repare, no nosso caso, nós temos aqui no bairro do Zambujal várias associações que têm um papel muito ativo no bairro e que acabam por desempenhar essa situação.

O presidente da Junta de Freguesia de Alfragide, António Paulo, em declarações à Rádio Observador.

Entretanto, lá por fora, nos Estados Unidos, a reportagem do Observador esteve esta segunda-feira em Pittsburgh, e é a segunda maior cidade do estado da Pensilvânia.

Cátia Bruno e Diogo Ventura, os jornalistas do Observador continuam a acompanhar no terreno estes últimos dias antes das eleições de 05/11. Esta segunda-feira, com destaque para uma reportagem sobre os posicionamentos contra e a favor da interrupção voluntária da gravidez. Cátia Bruno.

Estivemos com manifestantes antiaborto que nos explicaram que a sua motivação é essencialmente religiosa, de que consideram que a vida começa no momento da concepção e, portanto, não há forma de poder defender o direito ao aborto. Curiosamente, no entanto, falámos com um eleitor que isso não se traduzia no seu voto em Donald Trump. Também não tenciona votar nos democratas, mas considera que Trump não é suficientemente um homem cristão para o fazer votar nele, apesar de estar alinhado com ele na questão do aborto. Agora estivemos com uma ativista a favor do aborto, que ela própria teve de lidar com uma situação dessas quando descobriu que tinha uma gravidez com uma criança que teria graves problemas de saúde, de deficiência e, portanto, decidiu abortar e que desde então se tornou uma ativista muito destacada aqui em Pittsburgh sobre essa matéria. Chegou a estar no Discurso da União de 2023 para representar esses eleitores que são muito mobilizados por este tema e, portanto, podemos conseguir perceber bem como é um tema divisivo e que orienta também muito o voto de alguns eleitores.

A reportagem do Observador em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, um dos mais importantes swing states. As eleições norte-americanas acontecem em 05/11. Há reportagem todos os dias aqui na rádio e no site do Observador, com os enviados especiais Cátia Bruno e Diogo Ventura.

E agora no desporto, Rodri é o novo vencedor da Bola de Ouro. É a primeira vez que o médio espanhol do City ganha a distinção do melhor do mundo.

Rodri Hernández torna-se assim o terceiro futebolista espanhol a ser galardoado em quase 70 anos de existência do prêmio, depois de ter ficado em sexto lugar na votação do ano passado. Rodri Hernández deixa agora para trás alguns nomes como Vinicius Júnior ou Jude Bellingham, que fecharam o pódio desta edição da Bola de Ouro.

Um prêmio entregue exatamente, António, tem esta particularidade, George Weah, o antigo presidente da Libéria.

E também um antigo Bola de Ouro.

Exatamente. Olha, ainda no futebol, o Porto ganhou de 5x0 ao Aves. O jogo foi esta noite na Vila das Aves e, portanto, a equipe de Vítor Bruno alcança a sua quarta vitória seguida.

É verdade, e Nico González foi quem marcou o primeiro dos azuis e brancos. Samu fez um hat-trick ainda durante a primeira parte da partida. Rodrigo Mora foi o autor do quinto gol. O treinador do Futebol Clube do Porto afirma que a equipe conseguiu fazer um jogo sólido.

Foi um jogo muito sério, muito adulto, de uma equipe que quis muito ganhar desde o primeiro minuto

Apesar de se colocar em vantagem cedo, procura sempre mais e mais. É essa busca incessante que nós temos que ter. Respeitando muito o adversário, olhando para ele com os olhos certos. É uma equipa que tem individualmente muita valia, coletivamente que não tinha sofrido gol nos últimos três jogos em casa. E acabamos por fazer um jogo sólido, como disse, muito robusto. Esse tem que ser o nosso grande pilar, o nosso investimento diário de trabalho, de ir à procura daquilo que temos ainda para melhorar, que ainda é muito.

O treinador do Futebol Clube do Porto, Vítor Bruno, em declarações captadas pela Sport TV. Do lado do AVS, o técnico Vítor Campelos diz que este foi um jogo que correu mal.

Correu tudo mal, mas há coisas que nós temos que aprender com os erros. Como é óbvio, sabemos do valor do Futebol Clube do Porto. Falamos que teríamos que ser uma equipa muito organizada, muito comprometida, muito agressiva, no bom sentido, nas disputas de bola e nos duelos e deveríamos ter uma vontade muito maior do que o nosso adversário de vencer o jogo. Não foi isso que aconteceu. Alguns jogadores estiveram muito aquém daquilo que podem render.

Declarações à Sport TV do treinador do AVS, Vítor Campelos, depois da derrota por 5x0 em casa frente ao Porto. Esta foi a partida que encerrou a nona jornada da Primeira Liga Portuguesa de Futebol. Esta terça-feira será a vez do Sporting defrontar o Nacional da Madeira no arranque da edição deste ano da Taça da Liga. Um jogo que vai ter relato aqui na Rádio Observador.

Agora, 00h07. António, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

Os deputados israelitas aprovaram, nesta terça-feira, legislação que poderá ameaçar o trabalho da Agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos e que presta ajuda à população de Gaza. Uma das leis impede a agência de conduzir qualquer ação dentro de Israel. Outra das medidas aprovadas inclui o corte de todas as relações entre a agência da ONU e as autoridades israelitas, pondo fim a uma decisão de 1967 em que Tel Aviv se comprometia a facilitar a operação da Agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos. Leis que foram já condenadas pela comunidade internacional, incluindo Portugal. O julgamento de Gérard Depardieu foi adiado para março do próximo ano. O ator francês é acusado de dois crimes de agressão sexual a duas mulheres durante a rodagem de um filme em setembro de 2021. O julgamento deveria ter começado esta segunda-feira em Paris. Foi adiado depois de Depardieu não ter comparecido em tribunal por problemas de saúde.

Entretanto, é importante dizer que nesta altura já está completamente disponível o último episódio de "A Grande Provocadora". É o mais recente podcast Plus do Observador e tem contado sempre a história fantástica da Vera Lagoa. Eu já ouvi e já ouvi toda a série. É inacreditável.

É uma verdadeira viagem pela vida desta mulher, que durante décadas foi incômoda para o poder, antes e depois do 25 de abril. Depois da revolução, foi diretora dos jornais "O Diabo" e "O Sol". Foi neste último jornal que foi alvo do primeiro de quatro ataques à bomba.

A violência do estrondo atira Vera Lagoa ao chão. A porta da rua está desfeita. Ela ainda demora alguns segundos até perceber o que realmente aconteceu. Que explosão foi aquela que lançou pedaços de madeira por toda a redação? Uma bomba. Rebentou quando ela escrevia tranquilamente o editorial da próxima semana. Foi colada debaixo da secretária que fica junto à porta da entrada da redação. Por sorte, não estava ninguém sentado naquela mesa. Normalmente, àquela hora, é ali que está o pacote do jornal. Um miúdo de 14 anos que naquele dia, por acaso, tinha saído mais cedo para almoçar.

Um excerto do último episódio de "A Grande Provocadora", uma série narrada pelo ator José Mata, com banda sonora original de Moulinex.

E se não ouviu, a partir de agora também já está disponível todos os episódios no site do Observador e nas plataformas do podcast da Rádio Observador. Quanto a nós, por agora é tudo.

Ficamos por aqui. Até amanhã. Já estaremos por aqui para mais uma noite informativa e desportiva.

É verdade. Amanhã volta o futebol, exatamente com Sporting Nacional. É um jogo a contar para a primeira jornada da Taça da Liga. Maria João Braz de volta com informação à 00h30.

Ela está ali, está preparada na redação a preparar uma madrugada informativa aqui na Rádio Observador.

Agora 00h10, a seguir: "Porque sim, não é resposta".