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Meia-noite. Meia-noite na Rádio Observador, atualizamos toda a informação. Eu sou o José Rafael Lopes. Luís Marques Mendes diz que o lugar da Ministra da Saúde pode estar em risco caso os inquéritos em curso na Saúde concluam que há uma ligação entre a greve do INEM e as mortes por alegada falta de socorro. É uma posição defendida no habitual espaço de comentários na SIC. Luís Marques Mendes diz que os inquéritos vão ser decisivos e fala mesmo numa ministra que pode estar a prazo.
Evidentemente, corre um seríssimo risco de ser uma ministra a prazo. Ela própria o reconheceu. Por quê? Basta que os inquéritos que estão a ser feitos na Inspeção da Saúde e na Procuradoria-Geral da República venham a concluir que houve alguma culpa, ou que houve alguma responsabilidade, ou que há um nexo de causalidade entre a greve e uma fatalidade, e a ministra tem que se demitir.
Declarações de Luís Marques Mendes. Deixa ainda críticas ao presidente do INEM. Diz que Francisco Janeiro Dias está na corda bamba.
Ele não conseguiu dar explicações cabais relativamente à questão do serviço mínimo. Vê-se que é uma pessoa sem experiência, sem tarimba e que está completamente na corda bamba. Segundo, a Secretária de Estado da Gestão dos Recursos na Saúde ficou completamente desautorizada em termos públicos pela ministra. Não sei se foi com intenção, provavelmente não, ou sem ela, mas o resultado final é que ficou desautorizada.
Luís Marques Mendes a analisar a polêmica na Saúde após a greve do INEM, que pode ter levado à morte de mais de 10 pessoas devido à falta de socorro. A comissão política do Juntos pelo Povo decidiu aprovar a moção de censura ao Governo Regional da Madeira. É uma decisão por unanimidade, que chega depois da reunião da comissão política do partido. Hélvio Sousa garante que o JPP, o Juntos pelo Povo, está pronto para enfrentar qualquer cenário, incluindo o de eleições antecipadas. O secretário-geral do partido manifestou ainda o repúdio a todos os atentados feitos pelo PSD e pelo CDS para tentar subverter o princípio da moção de censura. Com o sim do JPP, do Chega e do PS, o governo de Miguel Albuquerque, na Madeira, deverá cair quando a moção de censura apresentada pelo Chega for a votação no dia 17 de dezembro. O PSD quer uma auditoria sobre os alugueis do auditório da Associação Municipal de Lisboa, após o evento de um movimento ultranacionalista. Em causa está o encontro de um grupo de jovens assumidamente neonazis, que decorreu no auditório da sede da Assembleia Municipal de Lisboa. Através de comunicado, o grupo do PSD em Lisboa repudia essa reunião e quer procedimentos mais rápidos e apertados para evitar que esse cenário se volte a repetir. Os sociais-democratas defendem que o auditório da Associação Municipal de Lisboa não pode ser utilizado por um grupo que defende publicamente o regime do Estado Novo. A notícia de neonazis reunidos na sede da AML tinha sido avançada pelo "Expresso". O grupo ultranacionalista Reconquista negou ter se feito passar por um coletivo de jovens do Chega para alugar a sede da Assembleia Municipal. À Lusa, o dirigente da Juventude Chega, Rui Cardoso, afirma que o partido não tinha conhecimento deste evento, nem esteve envolvido na organização e na marcação do mesmo. Jornal da Meia-Noite, olhamos também para a atualidade internacional. António Guterres espera que não haja uma escalada do conflito na Ucrânia, após Joe Biden ter dado luz verde à Ucrânia para utilizar armas de longo alcance vindas dos Estados Unidos da América. Este é um desejo do secretário-geral das Nações Unidas, em conferência de imprensa no Brasil, a propósito da reunião do G20. António Guterres foi confrontado com a decisão de Joe Biden. O presidente norte-americano deu luz verde para o uso de mísseis de longo alcance em território russo por parte da Ucrânia. É uma informação avançada pelo jornal "New York Times". António Guterres não se quis alongar sobre o tema, mas deixou esse desejo de que não exista uma escalada no conflito.
Em primeiro lugar, a nossa posição tem sido muito clara em relação à necessidade de evitar uma escalada permanente na guerra da Ucrânia. Nós queremos paz, mas queremos uma paz justa, uma paz justa em linha com as resoluções da Assembleia Geral, com a Carta das Nações Unidas e com a lei internacional.
António Guterres, em conferência de imprensa na Cimeira do G20, no Brasil, a analisar a decisão de Joe Biden em permitir à Ucrânia a utilização de armas de longo alcance em território russo. Ainda sobre o tema, o major-general Isidro Morais Pereira diz que a decisão de Joe Biden em permitir o uso de armas de fogo de longo alcance era inevitável. Na Rádio Observador, o major-general acredita que a presença de tropas da Coreia do Norte no terreno teve uma grande influência na decisão do presidente norte-americano. Afirma ainda que esta medida pode ajudar a Ucrânia a combater em profundidade.
O que é que vai mudar? Vai mudar, naturalmente, a capacidade das forças ucranianas efetuarem aquilo que nós designamos, em termos militares, pelo combate em profundidade, não apenas destruindo os locais de reunião de tropas, batendo as rotas de abastecimento logístico, principalmente os armazéns mais próximos da frente vão ser naturalmente alvos dessa destruição, o que dá à Ucrânia uma capacidade de combater acrescentada. Dá um valor acrescentado muito grande.
Para o major-general Isidro Morais Pereira, o que também pode aumentar a vantagem da Ucrânia é o facto da decisão de Biden poder abrir portas para que mais países permitam a utilização de armas de longo alcance. Neste jornal, voltamos a ouvir o secretário-geral da ONU, agora sobre Moçambique. António Guterres apela à contenção por parte das autoridades no país para os protestos que se têm verificado em Moçambique. Em conferência de imprensa, António Guterres pede que exista calma. O secretário-geral da ONU pretende paz e frisou que o respeito das instituições deve ser preservado.
Em relação a Moçambique, o meu apelo é naturalmente um apelo à calma, um apelo a que a expressão das diversas opiniões e das diversas posições se faça pacificamente e que as autoridades tenham também a contenção necessária para garantir que os problemas de Moçambique sejam resolvidos, como disse, em paz e no respeito pelo funcionamento das instituições.
Declarações de António Guterres em conferência de imprensa na Cimeira do G20, no Brasil. O português assegura estar atento à situação em Moçambique, que tem sido palco de vários protestos. A plataforma eleitoral Decide estima que pelo menos 22 pessoas morreram nas manifestações. Terça-feira é divulgada uma nova fase de protestos em Moçambique. Nos Estados Unidos, a escolha de Donald Trump para o Secretário de Defesa pagou pelo silêncio de uma mulher que o acusava de agressão sexual. É o que assumem os advogados do próprio Pete Hegseth ao Washington Post, mas sustentam que não houve agressão sexual e que a relação em causa foi consensual. Ainda assim, alegam que se a mulher tivesse continuado com a denúncia, isso teria custado a Hegseth o próprio trabalho. O norte-americano era um conhecido comentador na Fox News. O caso terá acontecido em 2017, durante uma convenção conservadora. As escolhas de Donald Trump para a administração norte-americana têm gerado controvérsia e, no entender do politólogo José Filipe Pinto, o principal critério das escolhas do presidente eleito dos Estados Unidos é a lealdade submissa. Donald Trump ainda não chegou à Casa Branca, mas já tem feito escolhas para a nova governação. Na Rádio Observador, José Filipe Pinto diz que o republicano está a criar um núcleo duro que não o vai questionar quando for presidente.
É aquele que decorre da lealdade, mas uma lealdade submissa, uma lealdade em que a escolha é feita tendo em conta que essas personalidades, essas pessoas, não venham a constituir-se como fator de instabilidade ao questionarem as decisões de Donald Trump. É claro que este critério permite-lhe também recompensar aqueles que lhe permaneceram fiéis e que colaboraram na sua visão de que as eleições de 2020 lhe tinham sido roubadas e até aqueles que participaram na campanha eleitoral.
Palavras de José Filipe Pinto, na Rádio Observador, a analisar as escolhas já conhecidas de Donald Trump para se juntarem à administração norte-americana. No desporto, Portugal joga amanhã frente à Croácia e Roberto Martínez dá a entender que vai rodar a equipa. O Croácia-Portugal arranca quando forem 19h45. A Seleção Nacional já está apurada para os quartos-final da Liga das Nações. Como tal, vai haver rotação e esse é um cenário em cima da mesa que Roberto Martínez, o selecionador nacional, não põe de parte. Diz mesmo que pretende dar palco aos jogadores menos utilizados.
Precisamos é mostrar a competitividade pelas posições dentro da seleção. Acho que acrescentamos nos últimos cinco jogos o grupo de jogadores que podem jogar pela seleção. E a ideia é em 18 meses há uma fase final do mundial. Para nós é muito importante amanhã ter um bom desempenho, mostrar uma boa energia, executar os conceitos táticos que preparamos bem e ganhar. Não são três pontos que contam para a tabela, mas contam muito pela formação e o trabalho que estamos a fazer para os próximos 18 meses.
As palavras de Roberto Martínez no lançamento do jogo com a Croácia. O selecionador nacional dispensou quatro jogadores após a goleada por 5 x 1 diante da Polónia no último jogo. Foram eles Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Pedro Neto, que voltaram aos respectivos clubes mais cedo. Importa recordar que Croácia-Portugal conta com relato em direto e análise aqui na Rádio Observador. Está tudo dito neste jornal. A informação está de regresso quando for meia-noite e meia, já com edição da jornalista Nadine Soares.