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É meia-noite. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Boa noite. O Futebol Clube do Porto continua invicto no campeonato. Venceu esta tarde o Académico de Viseu por 3 x 0. São já quatro vitórias em quatro jogos. Os Dragões foram para o intervalo a ganhar por 3 x 0. Marcou André Silva, Gabri Veiga e William Gomes. Na segunda parte, o resultado não sofreu mudanças no Estádio do Fontelo e no final da partida, na zona de entrevistas rápidas, o técnico portista Francesco Farioli mostra-se feliz com a eficiência da equipa e diz que as lesões de Zaidu e Benareg condicionaram um pouco o jogo.

"Na primeira parte fomos muito efetivos. Marcamos nas três grandes oportunidades que tivemos. Não foi ideal a substituição forçada que tivemos de fazer ainda na primeira parte e outra ao intervalo, o que condicionou um pouco o resto do jogo. Na segunda parte, acho que só descemos um pouco do rendimento nos últimos cinco minutos, em que concedemos alguns remates. No final, foram três pontos muito importantes."

Francesco Farioli, treinador do Futebol Clube do Porto, em declarações à Sport TV, em que disse que a lesão do Zaidu parece ser grave e que o defesa central Benareg ainda vai ter de ser avaliado. Já do lado do Académico de Viseu, o treinador Bruno Pinheiro diz que o gol cedo na partida não foi algo positivo pra equipa e deixa várias críticas à arbitragem.

Acho que condicionou bastante o jogo, deu muita confiança ao adversário, retirou-nos alguma. Acho que sinceramente é mais um lance. Acho que há mais falta sobre o Gustavo do que do Seitil na semana passada na Madeira. Estes critérios estão um bocadinho, não sei. Há muita diferença nas arbitragens e sinto que neste momento estamos a ser um bocado penalizados por isso. Obviamente não viemos aqui para fazer uma passagem pela Primeira Liga, viemos para ficar e vão ter que contar conosco. Vamos dar o nosso máximo e vamos apartar com tudo e com todos.

O treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, aos microfones da Sport TV, depois da derrota por 3 x 0 frente ao Futebol Clube do Porto. Depois deste resultado, os Dragões sobem ao primeiro lugar do campeonato. Têm 12 pontos. Já é conhecido o calendário do Benfica na fase de liga da Liga Europa. As Águias começam a campanha com uma visita ao AC Milan de Ruben Amorim. É dia 16 do próximo mês. A partida em San Siro vai anteceder a visita dos homens de Marco Silva ao reduto do Futebol Clube do Porto, na sétima jornada da liga, que está agendada para o fim de semana de 20 de setembro. Na segunda jornada da fase de liga da Liga Europa, o Benfica recebe em casa o Celtic. É dia 15 de outubro, uma semana depois, a 22, as Águias vão a Chipre para defrontar o Omonia. No dia 5 de novembro recebem o Lech Poznan no Estádio da Luz. Na quinta jornada, as Águias têm uma visita até à Chéquia, desta vez para defrontar o Vitória Plzeň, jogo que acontece dia 26 de novembro. Em dezembro, há apenas um jogo, é dia 10, frente ao Creta, em casa. No próximo ano, já em janeiro, o Benfica joga no dia 21 frente ao NEC, nos Países Baixos, e uma semana depois, a 28, recebe o AZ Alkmaar. Na atualidade política nacional, na rentrée da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão acusa o governo de falsas promessas. Diz mesmo que Luís Montenegro enganou muitos portugueses. São palavras da líder liberal durante a rentrée do partido, que decorre no Calçadão de Quarteira, no Algarve, sob o olhar de várias figuras grandes do partido, como João Cotrim de Figueiredo e Bernardo Blanco, que é apontado por muitos como o próximo líder dos liberais. Mariana Leitão acusa Luís Montenegro de mentir quanto às reformas prometidas e diz que o governo ignora a classe média.

O discurso reformista de Luís Montenegro não passou de uma mentira eleitoral. Enganou muitos portugueses. Portugueses que hoje já não confiam o seu voto ao PSD porque perceberam que só na Iniciativa Liberal esse voto está seguro e é respeitado. A classe média está sob ataque e é ignorada por quem nos governa. E sabem por quê? Eu digo-vos. Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes.

Mariana Leitão exige reformas para o país e afirma estar farta de discursos vazios.

Estou farta de discursos vazios, estou farta de grupos de trabalho e relatórios inconsequentes, estou farta de diagnósticos que se repetem legislatura após legislatura. Não me interpretem mal. Sei as dificuldades que temos pela frente. Não me apresento aqui com mentiras, nem com populismos, a dizer que tudo se resolve de forma fácil, simples ou imediata. Mas sou uma mulher de ação, sempre fui. Tenho a iniciativa e a energia para exigir reformas, não remendos, para vencer a apatia e contrariar o discurso condescendente que tudo bloqueia.

A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée da IL, que acontece no Calçadão de Quarteira. Mariana Leitão que acrescenta ainda que as conclusões do grupo de trabalho do governo sobre a Segurança Social, apresentadas recentemente, confirmam aquilo que a Iniciativa Liberal diz há anos. O Bloco de Esquerda recusa participar num campeonato de radicalização da direita em torno da moção de censura do Chega, uma moção prometida por André Ventura se as polêmicas em torno do Luís Neves não sejam resolvidas. O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considera que o governo merece censura noutros assuntos e afirma que a possível moção de censura anunciada pelo Chega não tem nada a ver com isso.

O governo merece censura na habitação, o governo merece censura na educação, o governo merece censura na saúde. Esta moção de censura não tem nada a ver com isso. Esta moção de censura serve basicamente para um campeonato de radicalização entre os partidos da direita. É uma coisa entre eles e para esse peditório o Bloco não dá.

Declarações de José Manuel Pureza, que acrescenta ainda que a posição do ministro da Administração Interna é cada vez mais insustentável. No entanto, separa essa questão da iniciativa do Chega apresentar uma moção de censura caso as polémicas em torno de Luís Neves não sejam resolvidas. A pouco mais de um mês e meio da discussão do Orçamento do Estado, a negociação do governo com o PS já vai a meio. Os socialistas consideram duas condições como resolvidas, mas ainda aguardam pela posição do primeiro-ministro noutros dois temas. Ao todo, foram quatro as condições apresentadas pelo PS para a discussão do Orçamento do Estado do próximo ano. Na questão das pensões e do plano de recuperação e resiliência, José Luís Carneiro já teve as respostas que queria, mas quanto aos limites da revisão constitucional e aos apoios às vítimas das tempestades do início do ano, o secretário-geral do Partido Socialista ainda aguarda pela posição do primeiro-ministro, Teresa Freire.

O tema mais sensível entre sociais-democratas e socialistas é a possível revisão constitucional. O PS exige um entendimento prévio sobre os limites para impedir que a negociação de matérias estruturais seja feita apenas à direita. José Luís Carneiro já pediu uma palavra pública a Luís Montenegro, mas até agora só silêncio. O PS quer também que a proposta orçamental apresente soluções para as famílias, empresas e autarquias que foram afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Falta agora que o governo se pronuncie. Relativamente às outras duas exigências, há mais desenvolvimentos. O PS está positivo numa das linhas vermelhas, o tema das pensões. José Luís Carneiro já tinha demonstrado interesse em antecipar o debate sobre a Segurança Social, mas sem colocar em causa as reformas. Entretanto, foi divulgado o relatório coordenado por Jorge Bravo e logo a seguir o governo garantiu que não está para breve uma reforma estrutural. Quanto ao financiamento das obras do PRR, também há desenvolvimentos favoráveis para o PS. Na última reunião com o primeiro-ministro, Carneiro exigiu que o orçamento apresentasse uma forma de financiar os projetos que não fossem concluídos dentro do prazo, que termina já esta segunda-feira. E ontem o ministro da Economia garantiu ao "Expresso" o financiamento das obras que estão quase concluídas através do orçamento de 2027.

A jornalista Teresa Freire com a negociação do Orçamento do Estado entre Partido Socialista e o PSD. No último mês, José Luís Carneiro e Luís Montenegro tiveram uma reunião em São Bento para discutir exclusivamente o Orçamento do Estado. Para setembro é esperada mais uma reunião. O governo tem de apresentar a proposta do documento na Assembleia da República até dia 10 de outubro. Foi identificado o segundo assaltante do gangue do Rolex, está em fuga e pode já ter saído do país. Teria chegado há poucos dias a Lisboa e pertence a um grupo criminoso da América do Sul, responsável por vários assaltos violentos nas ruas de Lisboa a condutores de veículos topo de gama e com outros sinais de riqueza. Uma fonte da investigação refere à SIC que o assaltante está a ser procurado com a ajuda das autoridades internacionais. O Nepal alerta para a crescente ameaça das alterações climáticas nos Himalaias, isto depois das enxurradas que provocaram já 682 mortos e mais de 3 mil desaparecidos. O ministro nepalês dos Negócios Estrangeiros diz que está entre as principais vítimas das alterações climáticas, o Nepal, apesar de emitir menos de 0,01 dos gases com efeito de estufa. Shishir Canal apela à comunidade internacional para que se una com vista a preservar o ecossistema dos Himalaias. De acordo com o comunicado citado pela agência espanhola EFE, o ministro nepalês acrescenta ter conversado por telefone com o homólogo chinês e ter acordado reforçar a partilha de dados hidrológicos em tempo real. O último balanço da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal dá conta de 675 mortos. Há ainda sete vítimas mortais no lado da China. De acordo com a CNN Internacional, continuam desaparecidas mais de 3 mil pessoas, na sequência desta tragédia que afetou o Nepal e o Tibete. Tudo dito nesta edição da meia-noite. Por hoje, da minha parte é tudo. As notícias estão de volta à Rádio Observador à 00h30, já com a edição da jornalista Maria Miguel Marques. Boa noite e o resto de um bom domingo.