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Com Martim Madeira.

Começamos esta edição da meia-noite com André Ventura, que acusa o primeiro-ministro de estar condicionado, no caso, Luís Neves, e garante que quem investiga os políticos não deve passar a ser colega deles.

É o que diz o líder do Chega no canal NAU. André Ventura foi esclarecer a ameaça de moção de censura anunciada pelo Chega, uma ameaça que ainda tem de ser avaliada pelo partido, cuja decisão final será anunciada amanhã, e que André Ventura diz depender da resolução do caso a envolver o ministro da Administração Interna. Na entrevista, o líder do Chega diz que Luís Neves tinha os casos do primeiro-ministro na mão, por exemplo, o caso da Spinumviva, enquanto era líder da PJ, e que, portanto, nunca devia ter passado para ser colega de Montenegro. André Ventura diz mesmo que o primeiro-ministro está condicionado.

Faz-me confusão e aumenta umas suspeitas circuladas e a circular no espaço público que o primeiro-ministro também não está assim tão livre para falar sobre isto. Vou dizer que Luís Montenegro está condicionado e que nunca o vi tão condicionado e sem autoridade. Luís Neves, com o passado que tem, e tem, isso é indiscutível, tinha tido a Spinumviva na sua mão e na investigação da Polícia Judiciária, vários casos que envolviam o primeiro-ministro e passou para colega do primeiro-ministro. De facto, isto para qualquer pessoa que veja um bocadinho de fora, é um erro. É um erro político, é um erro moral, é um erro social. Quem investiga os políticos não deve passar para colega dos políticos.

Para além destas declarações, André Ventura afirma ainda que a Comissão Parlamentar de Inquérito avançaria independentemente de Luís Neves continuar no cargo ou não.

O Chega anunciou uma comissão parlamentar de inquérito que não é especificamente de Luís Neves, mas é desta gestão e daquilo que formos conhecendo.

Mesmo que o ministro Luís Neves saísse, entretanto, por hipótese do governo, o Chega manteria essa comissão parlamentar de inquérito?

A comissão parlamentar de inquérito não tem só a ver com Luís Neves, tem a ver com uma forma de gestão que agora conhecemos, numa instituição das mais prestigiadas do país, em que tenho a certeza que os primeiros que querem esta transparência são os que lá estão.

Portanto, a resposta é sim?

A resposta é sim.

Aqui as declarações de André Ventura ao NAU, onde também o líder do Chega diz que viu alguns avanços quando fez esta ameaça de moção de censura relativamente a algumas ações tanto do Executivo, como também de António José Seguro. André Ventura fala que este caso Luís Neves é uma ameaça real à República. Acha também que o país não leva a sério o ministro e garante que esta comissão parlamentar de inquérito e esta moção de censura não é por motivos de vingança, como teriam acusado o Chega de que estaria a avançar com esta comissão parlamentar de inquérito ao ministro Luís Neves, por outras investigações que aconteceram, feitas por Luís Neves quando era diretor da PJ, a membros do Chega.

E Martim, o presidente da República promulgou a chamada Lei do Retorno.

O diploma foi aprovado na Assembleia da República com os votos a favor do PSD, CDS e Iniciativa Liberal. O Chega absteve-se e a esquerda votou contra. O diploma seguiu depois para Belém, onde António José Seguro levantou dúvidas sobre a constitucionalidade de várias normas. Hugo Fortunato Oliveira.

Depois da luz verde do Constitucional, a promulgação, com António José Seguro a dizer-se esclarecido. O presidente da República tinha enviado o diploma para fiscalização preventiva. Tinha dúvidas sobre 11 normas. Em causa estavam, por exemplo, as regras que permitiam separar famílias durante os processos de afastamento, mas também a expulsão de crianças estrangeiras nascidas em Portugal e ainda o alargamento dos prazos de detenção de cidadãos estrangeiros. Seguro queria perceber, em concreto, se estas normas respeitavam a Constituição e os direitos fundamentais. E foi essa a dúvida que levou o presidente da República a pedir a fiscalização preventiva do diploma. Dos 13 juízes do Tribunal Constitucional, sete participaram na fiscalização. Foram unânimes, não encontraram qualquer inconstitucionalidade.

O jornalista Hugo Fortunato Oliveira com todo o resumo sobre este diploma da Lei do Retorno, que foi promulgado pelo presidente da República.

Entretanto, o PS quer ouvir com urgência o ministro da Economia e Coesão Territorial no Parlamento sobre a execução do PRR.

Um pedido que surge na sequência das declarações de Manuel Castro Almeida, que garantiu na sexta-feira que o PRR está totalmente concluído. Nesse sentido, o Partido Socialista quer ouvir o ministro para esclarecer o estado efetivo da execução financeira, material e operacional do plano de recuperação e resiliência. Os socialistas estão preocupados com dificuldades na execução de projetos de instituições de solidariedade social, afirmam que permanecem por concluir ou entrar plenamente em funcionamento investimentos em infraestruturas do setor da saúde, habitação e educação, de acordo com o grupo parlamentar do PS. O objetivo destas audições é conhecer com rigor quanto falta pagar aos beneficiários e que investimentos continuam em execução.

Na atualidade internacional, o presidente dos Estados Unidos está a ponderar lançar ataques limitados no Estreito de Hormuz.

É uma informação do jornal norte-americano Axios, que explica que o objetivo será o de prevenir a eventual capacidade do Irão de atacar navios no estreito. A mesma fonte avança também que a Casa Branca considera que, apesar dos iranianos quererem chegar a um acordo de paz, estão sempre atrasados no que diz respeito às negociações. Já do lado de Teerão, o exército iraniano promete atacar os países vizinhos se estes permitirem o lançamento de ataques norte-americanos contra o Irão. É o que adianta a Al Jazeera num comunicado citado. O exército de Teerão sublinhou que os países vizinhos aliados dos Estados Unidos têm testado repetidamente as Forças Armadas e o povo iraniano e avisou os Estados para não o voltarem a fazer.

E vamos ao desporto. O Benfica venceu o Estoril Praia por 2-1 no Estádio da Luz, a contar para a quarta jornada do campeonato.

O primeiro gol veio quase no final da primeira parte, aos 40 minutos. Pavlídis fez o quinto gol na conta pessoal do campeonato em apenas três jogos. Já na segunda parte, aos 51, Clément Lenglet, com uma bomba de fora da área, faz o segundo das Águias. O Estoril ainda conseguiu o gol de honra. Yanis Begraoui, o homem que marcou 20 gols na época passada, fez o único gol do Estoril. Na reação ao jogo, o treinador das Águias, Marco Silva, diz que o Benfica teve o controle total da partida.

O Benfica dominou o jogo todo. É óbvio que sofremos um gol perto dos 80 minutos e que faz o Estoril acreditar um pouco. O Estoril faz, durante o jogo todo, dois remates, faz quatro remates no total, dois remates enquadrados com a baliza. Independentemente de termos vindo a ganhar jogos e termos vindo a crescer como equipa, tem-nos acontecido muitas vezes esta situação, praticamente num remate à nossa baliza, numa situação, acabam por fazer gol. Foi o que aconteceu hoje novamente. Oitenta minutos, 75, 80 minutos de um controle total do jogo

Já do lado do Estoril, Vasco Matos diz não estar preocupado com o fato do Estoril ainda não ter vencido qualquer jogo no campeonato.

Não me deixa nada preocupado, até porque a resposta que hoje demos em campo foi muito boa. Uma organização muito boa, um querer muito grande. Acho que o plano foi cumprido, os jogadores a quererem muito fazer bem as coisas, por isso só saímos daqui reforçados naquilo que é a ideia, naquilo que é o nosso trabalho. Faz parte. Obviamente, queremos ter mais pontos e não os temos, mas ainda estamos em agosto, ainda falta muito campeonato e saímos daqui de cabeça levantada, com grande caráter e grande dignidade.

As declarações dos treinadores aqui num registo da Sport TV. Com este resultado, o Benfica salta para o quinto lugar do campeonato. Isto porque ainda tem um jogo a menos. Também hoje foi dia de dérbi minhoto. Jogou o Sporting Clube Braga contra o Vitória Sport Clube. O Braga acabou por vencer o Vitória Sport Clube por 1 x 0, com um gol de Diego Rodrigues aos 79 minutos.

E depois da glória na primeira vitória em jogos oficiais frente à Espanha, Portugal perdeu hoje com a Geórgia no jogo de apuramento para o Mundial de Basquetebol de 2027, no Qatar.

Ficou 98 a 90. Portugal perde esse jogo depois dessa vitória frente à Espanha. Portugal, com esta derrota, ainda tem mais jogos por jogar. Falta jogar ainda quatro jogos nesta qualificação para o Mundial de 2027, no Qatar. Ainda tem de jogar contra a Ucrânia, também contra a Espanha e joga novamente contra a Ucrânia outra vez e depois terá essa desforra contra a Geórgia. Por agora, Portugal encontra-se no quarto lugar do grupo I. Passam apenas os três primeiros. Está com menos um ponto que Geórgia e Espanha e menos dois pontos que a Ucrânia, que está a liderar, por agora, o primeiro lugar deste grupo I de qualificação para o Mundial de 2027 no Qatar.

Ainda no desporto, é o fim de uma era no futebol mundial. Lionel Messi anunciou a retirada do futebol internacional.

O jogador do Inter Miami não vai voltar a jogar pela Argentina e despede-se da seleção Albiceleste pouco mais de um mês depois da final do Mundial 2026, perdida para a Espanha no prolongamento. A decisão de Lionel Messi foi anunciada nas redes sociais, onde o capitão da Argentina publicou uma longa carta, Vasco Maldonado Correia.

São três páginas escritas à mão e com muita emoção à mistura. "Quero comunicar-vos que me retiro da seleção." É assim que Lionel Messi anuncia o fim de uma era no futebol argentino e mundial. A carta foi escrita dois dias depois da final do Campeonato do Mundo de 2026, perdida frente à Espanha. Messi garante que a decisão ganhou ainda mais força depois da morte do pai no início do mês. O astro argentino, oito vezes considerado o melhor jogador do mundo, garante que a saída dói na alma, mas entende que este é o momento certo para dar o passo. Messi jura que sempre deu tudo pela Argentina, não só nos últimos anos, de maior sucesso para a seleção, também nos piores, nas finais perdidas, tanto no Mundial como na Copa América. Leo explica que entrava em campo para fazer com que todos os compatriotas se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol. Esta é, admite o próprio, uma das últimas etapas da carreira. Repetindo que a decisão é dolorosa, Messi admite que não tem mais para dar à seleção e é a altura de dar lugar a jovens de muito talento, que também merecem um lugar na Albiceleste. Motivo também para sair tranquilo, orgulhoso de ter oferecido ao país momentos de grande alegria. No final, fica o agradecimento aos adeptos pelo carinho ao longo de mais de duas décadas, agradecimentos também para a família, para os treinadores, companheiros e dirigentes e para Deus, a quem Messi termina com um obrigado por ter nascido argentino.

Aqui o jornalista Vasco Maldonado Correia com a carta de despedida de Lionel Messi, que não vai voltar a vestir a camisola da Argentina. Messi abandona o futebol internacional como o melhor marcador de sempre da Albiceleste e jogador com mais jogos na história da seleção. Venceu quatro títulos como capitão da Argentina, entre eles o Mundial 2022 e duas Copas Américas.

Agora, Meia-Noite 11. Martim, é esta hora que outras notícias marcam a atualidade.

O Governo Regional dos Açores assegurou o cumprimento integral do Plano de Recuperação e Resiliência na região, com um total de 918 milhões de euros investidos. São mais cerca de 220 milhões do que estava inicialmente previsto. Foi o que garantiu o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, à margem de uma reunião com os gestores de investimento do PRR Açores, que serviu para fazer um balanço das metas cumpridas. Portugal conquistou o ouro na estafeta feminina dos 400 metros nos Jogos do Mediterrâneo, Taranto, em Itália. A equipa portuguesa cumpriu a final em menos de 44 segundos, superando a Grécia, que levou a medalha de bronze, e a Turquia, que ficou com a medalha de prata. E é a décima medalha de ouro conquistada pela estafeta lusa na cidade italiana. Ainda nos Jogos do Mediterrâneo de Taranto, a atleta portuguesa Mariana Machado alcançou prata na prova dos 10 mil metros. A portuguesa de 25 anos cumpriu a distância em 35 minutos. Foi superada pela italiana Federica Del Bono nos metros finais. Também a portuguesa Arielle Dongmo conquistou o ouro no lançamento do peso, numa final em que a também portuguesa Jéssica Tchouto assegurou a medalha de prata. Dongmo segurou-se campeã com lançamento recorde de mais de 19 metros. Já Jéssica Tchouto, os 18.86 metros e garantiu o segundo lugar. É uma dobradinha para Portugal no evento onde a missão nacional soma agora 24 medalhas. No panorama internacional, o secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, demitiu-se depois de meses de tensão com o secretário da Defesa, Pete Hegseth, sobre o rumo da Força Armada e a demissão de vários oficiais superiores do Exército. Espera-se que deixe o Pentágono nos próximos dias. Com a saída de Driscoll, o Exército vai ficar sem qualquer líder civil ou militar confirmado pelo Senado.

É o ponto final nesta edição da Meia-Noite com Martim Madeira, que amanhã está de regresso. Estás por aqui também amanhã, não é?

É verdade.

Nas edições ao longo da noite. Bom trabalho e bom descanso.

Igualmente.