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São 10 horas. Este é o Jornal das 10, na Rádio Observador, com José Rafael Lopes. O Ministério da Educação garante que está tudo preparado nas escolas para arrancar com as provas digitais, mas os diretores têm dúvidas e estão preocupados com a falta de equipamento.

Estas provas-ensaio arrancam a partir de amanhã para alunos do quarto, sexto e nono anos. Não contam para nota. O objetivo é testar o formato digital e identificar eventuais falhas antes das provas finais. O secretário de Estado da Educação, Alexandre Homem Cristo, garante que as escolas têm todas as condições para avançar com este formato.

Nós, neste momento, com esta preparação das provas-ensaio, com o acompanhamento das escolas, com as garantias técnicas que nós estamos a dar às escolas e, claro, com todo o apoio que os serviços do Ministério da Educação têm feito, tem havido périplo, nós chamamos-lhe o périplo, no fundo, é os serviços a comunicarem com os diretores para informar as escolas sobre todas as etapas da sua preparação. Nós acreditamos que todas as condições estão reunidas e que não vamos sequer ter esse debate público.

O secretário de Estado da Educação, em entrevista à Agência Luz, Alexandre Homem Cristo, mostra-se confiante nas provas digitais e por isso adianta que um eventual regresso ao papel nas provas oficiais, como aconteceu no ano passado com as provas finais do terceiro ciclo, não está em cima da mesa.

Mas Zé, nestes últimos dias, os diretores têm se mostrado preocupados com a falta de equipamentos e alguns problemas de rede.

No primeiro período, as escolas disseram que era preciso comprar ou reparar mais de 45 mil computadores. Os diretores têm alertado para estes problemas e temem que o formato digital falhe. O secretário de Estado da Educação, Alexandre Homem Cristo, responde e destaca que o investimento do governo nas escolas garante que estas condições têm de ser acauteladas.

Naquilo que diz respeito aos equipamentos, as escolas tiveram a oportunidade, desde novembro, que o Ministério da Educação fez a distribuição de verba do valor de € 10 milhões, tiveram a oportunidade de fazer a manutenção dos equipamentos com essa verba ou mesmo adquirir equipamentos novos com essa verba e, portanto, tanto da perspectiva do equipamento como da conectividade, nessa parte que geralmente tem levantado mais questões, o ministério deu as condições para as escolas estarem preparadas.

As provas-ensaio arrancam a partir de amanhã, são obrigatórias. De recordar também que o STOP, o Sindicato de Todos os Professores da Educação, anunciou na semana passada uma greve a todo o trabalho relacionado com estas provas. Para analisar este caso, junta-se a nós, em direto, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas. Filinto Lima, obrigado por ter aceitado o nosso convite. O governo, Filinto Lima, assegura que há condições para realizar estas provas de teste. Há, no entanto, vozes que demonstram preocupação. É o caso da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas. As escolas e os alunos estão preparadas para este teste que antecede as provas oficiais?

Bom dia e obrigado pelo convite. Nós tudo fizemos, tudo estamos a fazer para que, de facto, não aconteça aquilo que se deu ano passado e que vocês agora reportam, que é o recuo ao nível das provas finais do nono ano. Portanto, também queremos, todos queremos, com certeza, que as provas digitais do quarto e do sexto e também do nono ano sejam realizadas em formato digital. Agora, é verdade que o Ministério da Educação, como disse o senhor secretário de Estado, disponibilizou verba em finais de outubro para nós adquirirmos mais computadores. Estamos a fazê-lo, com certeza, já o fizemos em muitos casos, mas isto também envolve, em algumas situações, concurso público. Portanto, essas provas de ensaio, que amanhã terão o seu início, também permitirão saber se as escolas, na verdade, estão preparadas para avançar com o formato digital das provas de quarto, sexto e nono anos de escolaridade. Há mais uma situação de constrangimento, que é a greve. A greve, como vocês disseram, decretada pela SEMPRO e também pelo STOP, é uma greve que pode trazer constrangimentos ao desenrolar normal dessas provas de aferição, dessas provas-moda e das provas finais, das provas de ensaio, que decorrerão até final deste mês de fevereiro.

Mas Filinto Lima, com esse pré-aviso de greve emitido, estas provas podem estar em algum tipo de risco de se realizarem?

Com certeza, depende do grau de adesão dos professores em cada escola, a cada disciplina. Os diretores já destacaram professores, há um calendário, os professores são destacados para a realização, para as vigilâncias, para a aplicação dessas provas. Agora, nós não sabemos em cada escola como é que vai ser a adesão dos nossos professores, mas é um constrangimento do qual, penso eu, nós não estávamos à espera, embora com certeza a greve é um direito legítimo por parte dos sindicatos. Além disso, é preciso também testar a rede, a conectividade, a rede de internet nas escolas. Isso vai acontecer e vamos testar e poderemos ter que fazer alguns ajustes para que na altura do dia D, é a aplicação, de facto, das provas finais, que será em finais de maio e também em junho, as situações estejam regularizadas, se for necessário.

Filinto Lima, há pouco falava da questão do investimento. As escolas têm muito falado nesta necessidade. Falam em 45 mil computadores que estarão ainda em falta ou a ser comprados ou a ser reparados. Qual é a realidade neste momento que antecede este teste das provas digitais?

O Ministério da Educação, como eu disse há bocadinho, de facto, está a dotar as escolas de uma verba para que as escolas possam adquirir os computadores que estão em falta. Ou seja, nesse aspecto, estamos melhor, porque temos recebido computadores nas últimas semanas, de acordo com os concursos públicos que a escola está a desenvolver. As provas de ensaio também serviram para isso, para além de testar os conhecimentos dos nossos alunos, é preciso perceber, de facto, se todas as escolas, todos os alunos que vão fazer estas provas, têm o material digital à sua disposição. E já agora, devo dizer, era necessário, e isso é em jeito de rodapé, que se desse às escolas do nosso país um técnico de informática. As escolas têm muitos computadores, têm milhares de computadores

Distribuídos pelos seus alunos, distribuídos pelos seus professores, mas não temos a figura do técnico de informática, que será uma pessoa que fará reparações, até reparações ligeiras, e sendo necessário que o computador, quando está avariado, vá para uma empresa onde demora muito tempo a ser arranjado e volta à escola. Portanto, um técnico de informática numa escola pública, hoje em dia, é uma figura essencial no nosso panorama educativo.

Filinto Lima, uma última questão. O governo diz que não está em cima da mesa um regresso às provas em papel, como aconteceu no ano passado. Se este teste não correr bem, é uma posição que vai ter que ser revista?

Eu penso que esse teste vai correr bem. Agora, no ano passado, também por esta altura, aliás, em abril, dizia-se que de facto as provas finais do ano iriam ser feitas por meios digitais. E depois percebemos que o governo teve que recuar. Foi uma decisão diferente daquela que estava planeada desde o início e voltamos às provas em papel e esferográfica. Temos que perceber. Eu penso que não, penso que não é o caminho. Penso que a maior parte das escolas estão preparadas para este grande desafio, para dar o salto e portanto, temos é que aguardar os próximos dias para perceber onde é que poderá haver falhas e fazer os devidos ajustes com o apoio, com certeza, do Ministério da Educação.

Muito obrigado, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, a analisar as provas-ensaio que arrancam amanhã. São testes que não contam para a nota e que têm o objetivo de identificar falhas no sistema antes das provas finais.

Seguimos agora com a política e com destaque para a Comissão Nacional do PS. A reunião terminou sem a definição de um candidato presidencial.

Nem candidato, nem calendário é o resultado da Comissão Nacional do PS, que se reuniu para discutir as eleições presidenciais do próximo ano. Pedro Nuno Santos nega, ainda assim, uma alegada hesitação do partido na escolha de um candidato. Belém, o secretário-geral do PS, disse estar à espera que os interessados avancem. São declarações de Pedro Nuno Santos aos jornalistas ontem, ao início da tarde, no final da Comissão Nacional. A reunião foi à porta fechada, mas o Observador apurou que não houve críticas a António José Seguro. Também, de acordo com essas fontes ouvidas pelo Observador, não houve expressões de grande apoio a António Vitorino.

O governo português saúda a libertação de mais três reféns pelo Hamas, mas deixa um aviso: é preciso respeitar o direito humanitário.

É o que se pode ler numa mensagem publicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X. Os homens, um deles com nacionalidade portuguesa, estavam debilitados e foram obrigados pelo Hamas a discursar no momento da libertação. A tutela de Paulo Rangel exige, por isso, um estreito respeito pelo direito humanitário e pelos direitos dos reféns libertados. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vai estar em Israel e na Cisjordânia no início da próxima semana.

Neste jornal das 10:00, numa altura em que passam nove minutos das 10:00 precisamente, olhamos para o desporto. O Benfica venceu o Moreirense por 3x2 no Estádio da Luz.

Uma vitória sofrida, mas que permite aos encarnados afastarem-se do Futebol Clube do Porto e aproximarem-se do líder do campeonato, o Sporting. Bruno Lage destaca a importância da conquista destes três pontos e elogia o apoio dos adeptos.

Os adeptos estão com a equipa. Foi isso que eu pedi aos nossos jogadores. Hoje tínhamos que dar um passo de firmeza, primeiro na conquista dos três pontos e depois para os adeptos sentirem a nossa união, a equipa que nós somos, a família que nós somos e que estamos todos juntos. Aconteceu em Turim, os adeptos que foram a Turim viram isso. Aconteceu no Estoril da Amadora e hoje tínhamos que mostrar no nosso estádio que estamos juntos, somos uma família, vamos correr pelos adeptos e é muito importante que eles sintam essa energia que existe na equipa.

Declarações de Bruno Lage depois da vitória do Benfica por 3x2 sobre o Moreirense no Estádio da Luz. Já o treinador dos cónegos, César Peixoto, mostra-se desiludido com a derrota, mas deixa elogios à prestação da equipa.

Temos aquele lance na parte final que por acaso já vi e parece-me penálti, sim, mas não quero me agarrar a isso nem a desculpas da arbitragem. Acho que equilibrámos o Benfica em quase tudo, criamos as melhores oportunidades. Uma equipa com muita personalidade, com bola, sem bola, a saber os momentos de pressão certos. Recuperamos algumas bolas altas, obrigamos o Benfica a jogar mal muitas vezes. Um jogo fantástico da minha equipa. Pena não levarmos aqui nada, acho que era merecido pelo equilíbrio que nós conseguimos manter na equipa, no jogo a 90 minutos e tivemos quase os que merecíamos.

Declarações de César Peixoto, treinador do Moreirense. O Benfica venceu, sim, os cónegos no Estádio da Luz por 3x2. Fica a quatro pontos do líder Sporting. Destaque ainda para as estreias de Bruma e de Belotti, com camisola do Benfica. Mais logo o Sporting Braga recebe o Gil Vicente. Se vencer, os bracarenses igualam o Futebol Clube do Porto, que estão em terceiro lugar no campeonato com 43 pontos.

E estes são temas que vão estar em análise em mais uma edição de "E o Campeão é?". É para ouvir depois da síntese das 11:30, aqui nas manhãs 360 de fim de semana. Para já, José, vamos a outras notícias que estão a marcar esta manhã de domingo.

Com destaque para os constrangimentos na saúde, há cinco serviços de urgência que estão encerrados hoje. A maioria são de obstetrícia e de ginecologia. Estão encerradas nos hospitais Garcia de Orta, no Hospital do Barreiro, no Amadora-Sintra e no de Leiria. A urgência pediátrica no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, também está fechada. É o que indica o portal do Serviço Nacional de Saúde. A partir de amanhã, os combustíveis vão ficar mais caros. Isto após uma semana de descidas. De acordo com o Automóvel Clube de Portugal, o gasóleo deve subir cerca de meio cêntimo por litro. A gasolina sobe um cêntimo. Foram cancelados os alertas de tsunami depois de um sismo de magnitude 7.6 na escala de Richter ter atingido as Caraíbas. O sismo foi registado perto da meia-noite, hora portuguesa, teve epicentro no mar das Caraíbas. É o que indica o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos emitiu inicialmente alertas para mais de 10 países na região das Caraíbas. Entretanto, todos esses avisos foram cancelados. Não há, para já, informações de vítimas ou de danos. E para fechar o jornal das 10:00, João, conheces alguém que seja viciado em comprar malas?

Não me estou a lembrar assim de ninguém em específico. E tu conheces alguém?

Não conheço, mas é pena, porque tenho aqui uma ótima sugestão, porque há uma mala especial que está à venda por um valor módico. São apenas € 17 mil, mas não é uma mala qualquer.

São trocos. Deve ter alguma...

Não é uma mala qualquer.

Especificidade. Diz lá, o que é que vem aí?

Esta mala tem tudo a que tem direito. Uma lagosta. Antenas, pinças, pernas. Basicamente, é uma mala em forma de lagosta.

E € 17 mil por uma mala em forma de lagosta, por quê? É a minha pergunta. Qual é a utilidade? É que não há marisco.

Não há marisco, mas há uma marca importante. Esta mala é uma Louis Vuitton e é uma parceria entre o diretor criativo da marca, da Louis Vuitton, com o cantor Pharrell Williams. Como tal, esta junção resulta numa mala em forma de lagosta, com o preço módico de € 17 mil.

Entretanto, já abri aqui uma fotografia e mantém-se o meu desagrado com isto.

Não seria uma boa prenda.

Não vou ser eu que a vou comprar. Luxo ou exagero? Fica a questionar. Vamos deixar para os nossos ouvintes decidirem. Podem pesquisar na internet e vão conseguir ver esta mala que está à venda por este preço, € 17 mil. Coisa pouca. Fica por aqui o Jornal das 10, edição do José Rafael Lopes.