Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Rádio Dez e Dois. As notícias na Rádio Observador com Luís Soares e começamos com os grandes incêndios dos últimos dias. O presidente da Câmara de Vouzela espera contar com o apoio do governo para recuperar o território consumido pelas chamas, mas ainda não há uma contabilização.
Nesta altura, as equipes da autarquia estão no terreno a fazer essa avaliação. Ouvido esta manhã pela Rádio Observador, o presidente da Câmara de Vouzela adianta que já falou com o governo e também com o presidente da República, mas Carlos Oliveira explica que eventuais apoios só podem ser definidos depois de haver uma contabilização concreta dos prejuízos.
Já falei com vários membros do governo, ministro, secretário de Estado, que me ligaram, muitos deles. Já falei com o senhor presidente da CCDR, que também me ligou, com a CIM, com o gabinete do senhor presidente da República, o senhor presidente da República também me ligou. Todas essas pessoas falaram comigo e disse que iria fazer o apuramento e depois voltaríamos, obviamente, a falar para ver qual o tipo de apoio e compensação poderá haver para recuperar o território e também para compensar as famílias e as empresas. Já pedi o apoio, agora temos que ter valores para podermos, de alguma forma, saber do que se está a tratar. A expectativa é que haja um apoio da administração central, regional.
Expectativa do presidente da Câmara de Vouzela, depois do incêndio que atingiu o concelho nos últimos dias. As chamas atingiram outros três concelhos. O incêndio começou na quinta-feira da semana passada, só foi dominado no domingo. O governo decidiu prolongar a situação de alerta até quinta-feira. Hoje, sete distritos estão sob aviso laranja por causa do calor, mas a tendência é para que as temperaturas continuem a baixar durante a semana.
O secretário-geral da FENPROF alerta que o adiamento dos prazos para a classificação dos exames nacionais só vem colocar mais pressão sobre os professores e diretores escolares e destaca ainda o estresse causado nas famílias.
Reação perante as falhas que têm vindo a ser acumuladas no novo processo de correção digital dos exames nacionais do 11º e 12º anos. O Ministério da Educação fala em problemas informáticos na plataforma digital, um processo que já levou adiamentos nos prazos para a correção e entrega de notas. Ouvido pela Rádio Observador, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, alerta para aquilo que descreve como caos nas escolas e aponta responsabilidades ao Ministério da Educação.
Nós, a FENPROF, já tínhamos alertado que provavelmente, e digo isto infelizmente, estas e outras coisas iam acontecer. E quando é que nós alertamos para isto? Em agosto do ano passado, quando o governo começou a desmantelar o Ministério da Educação. O próprio Ministério da Educação. E eu quando digo desmantelar, quando nós dissemos desmantelar, o que é que quisemos dizer? Eu relembro, foram extintas um conjunto de estruturas, de coordenações, a redução de pessoal dentro do próprio Ministério da Educação, estruturas muitas delas com muita experiência na gestão do sistema educativo. E o que está a acontecer é fruto disso.
O secretário-geral da FENPROF alerta também que o adiamento dos prazos vem alterar toda a organização das escolas e também das famílias.
A questão do adiamento é esta: para já, alarga os prazos. E alargar os prazos, além da pressão que coloca, e coloca pressão, nas famílias também. Ao dilatar esses prazos, isto vai entrar por agosto. Isto mexe também com a vida pessoal, com a marcação de férias dos professores, dos pais, evidentemente, dos alunos, e com a própria organização da escola. Julho é o mês crucial, o mês fundamental para a preparação do ano letivo. As escolas neste momento, o processo de exames devia estar concluído.
Quanto ao método de classificação digital dos exames, José Feliciano Costa considera que o processo não foi devidamente testado. A classificação dos exames, a classificação digital, continua a registrar falhas. Ontem a plataforma online, onde os professores corrigem os exames nacionais, esteve em manutenção durante várias horas.
Este é também o tema da história do dia da Rádio Observador de hoje. Seguimos com o futuro da Seleção Nacional. Depois de Roberto Martínez confirmar a saída, Jorge Jesus é o nome mais apontado à sucessão.
O treinador português deve chegar a acordo em breve com a Federação Portuguesa de Futebol e assinar um contrato válido por dois a quatro anos. São informações apuradas pelo Observador, depois de Roberto Martínez confirmar que fez ontem o último jogo por Portugal. O nome de Jorge Jesus tornou-se unânime depois de descartada a hipótese de José Mourinho. Jorge Jesus recebeu contactos exploratórios e até propostas para ligas que não as cinco principais europeias. Por isso, o futuro deve mesmo passar pela Seleção Portuguesa de Futebol. Na análise, o comentador de desporto Pedro Henriques considera que Jorge Jesus é o técnico certo para assumir a seleção neste momento e, sobretudo, aproveitar da melhor forma os jogadores.
É uma pessoa que, pelo percurso que tem, percebe-se claramente como, desculpem a expressão, que não papa grupos, no bom sentido da palavra, e portanto, tem uma atitude e uma personalidade muito própria. Essa é a minha esperança de agora termos alguém que perceba sob o ponto de vista técnico ou tático e que consiga, sobretudo, ter as opções que relevem com que a seleção tenha uma filosofia e uma ideia de jogo e continuar a aproveitar o talento que ainda existe e, sobretudo, o muito que está aí a chegar, porque temos muitos e bons jogadores.
Análise do comentador Pedro Henriques no "E o Campeão É" desta manhã ao nome de Jorge Jesus como sucessor de Roberto Martínez, que anunciou ontem a saída, logo depois do fim do jogo com Espanha, que ditou a eliminação de Portugal do Mundial de Futebol. Na hora da despedida, Roberto Martínez deixa um agradecimento aos portugueses por estes três anos.
É certo, é meu último jogo com a seleção de Portugal, mas tenho duas notas. Primeira, agradecer ao povo português, porque foi um período incrível, um orgulho
Não posso descrever a força e a energia que tivemos de todos os adeptos, de todo o povo português. Foi incrível, agradeço isso e levo comigo uma memória para toda a vida. Memórias de ganhar a Liga das Nações, memórias de ter recordes, mas agradeço muito aos jogadores, agradeço à federação por dar todas as condições que precisamos, agradeço à equipa técnica.
O agradecimento de Roberto Martínez na hora da despedida. Passou três anos à frente da Seleção Portuguesa de Futebol e conquistou uma Liga das Nações.
Já Cristiano Ronaldo reconhece que a equipa podia ter feito mais, sobre o futuro na seleção, deixa tudo em aberto.
O capitão da seleção portuguesa já tinha confirmado que este foi o último mundial, mas quanto à continuidade na seleção, não é tão claro. Deixa o futuro em aberto.
Eu não decido as coisas com a cabeça quente. Nem quero mudar a atenção daquilo que foi feito no mundial por uma decisão pessoal. Isso eu nunca farei. O balanço que eu faço do mundial, podíamos ter feito melhor, mas fomos eliminados por uma das equipas também que, no meu ver, possivelmente chegará ou na final ou perto. Acho que foi um jogo bem disputado, sinceramente, podia dar para qualquer um. Tivemos um pouco de azar de sofrer ali nos últimos cinco minutos, mas, como disse ontem, saio de consciência tranquila. Eu dei o meu melhor, demos o nosso melhor e quando assim é, não há nada a apontar.
Mas sente-se com vontade de continuar?
Não é importante isso agora.
Cristiano Ronaldo, em declarações aos jornalistas depois da derrota com Espanha por 1 x 0. O enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro, falou com vários adeptos estrangeiros no fim do jogo, em Dallas, no Texas. Uns gostam mais de Ronaldo, outros de Messi, mas todos destacam a importância de CR7 na seleção portuguesa nos últimos anos.
We will remember as the GOAT. He's always number one, he always work with discipline. He's the best.
O que ouvimos à saída do estádio de Dallas foram agradecimentos a Ronaldo, em diferentes sotaques.
Acho que é ótimo para todos. É ótimo ver Ronaldo no último jogo. É algo que fica para a história.
Max, mexicano, mostra-se orgulhoso. José, de El Salvador, fala no momento único.
O último partido de Ronaldo no Mundial foi algo especial, porque ele sempre se dedica à sua equipa e faz o esforço para ganhar sempre.
Isa, do Paquistão, tirou o dia para ver Ronaldo, e voltava a fazê-lo.
Estou de coração desfeito, mas tive a honra de o ver no último mundial. Os fãs sabem que ele é o melhor de sempre. Vamos amá-lo para sempre. Que honra! Amo-te Ronaldo.
Entre as palavras bonitas, há também alguma desilusão. Aaron, venezuelano, neto de espanhóis, queria mais.
Acho que não esteve ao seu melhor, ele está a ficar velho, mas teve 23 anos incríveis pela seleção. Não posso dizer nada sobre ele, é o meu ídolo.
Tan, chinês, com a camisola do Sporting com que Ronaldo se estreou, mostrou-se confuso.
Today, I think Ronaldo is a little older.
What do you think about this last game of Ronaldo?
Last game? Oh.
Darshall, de Dallas, vestiu uma camisola de Messi para provocar.
Vim incomodar os adeptos portugueses. Ele foi bom para Portugal e para o jogo. É triste.
Na despedida, ficam, sobretudo, palavras de agradecimento. Ronaldo continua a mostrar ao mundo que é possível alcançar o céu com trabalho. Sunal Kumar, da Índia, aplaude e promete espalhar para sempre os mandamentos de Cristiano.
Sabem que mais? Ele pode não ser o mais talentoso, mas está entre os melhores da história. Para mim, não importa que tenha perdido aqui. Estou desiludido, claro, mas se virem o que fez nos últimos anos, quem o pode igualar? Talvez o Messi, por isso é de tirar o chapéu aos dois.
Reportagem do Miguel Cordeiro à saída do estádio em Dallas, no Texas, onde decorreu o jogo de ontem à noite. Espanha avança assim para os quartos de final, depois de eliminar Portugal com o gol de Mikel Merino nos descontos. Espanha que vai encontrar a Bélgica, que esta madrugada venceu, goleou os Estados Unidos por 4 x 1.
São agora 10h12, Luís, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã?
Uma explosão esta manhã em Damasco, na Síria, junto ao hotel onde está hospedado o presidente francês, uma informação do jornal francês Le Figaro. Dezoito pessoas ficaram feridas. O jornal francês explica que uma bomba foi colocada num caixote do lixo, outra num veículo junto ao hotel onde Macron está hospedado. O presidente francês está na capital Síria em visita oficial e de acordo com o Le Figaro, Macron saiu do hotel de manhã para reuniões, momentos antes da explosão. Subiu para 19 o número de mortos na sequência dos ataques da Rússia de ontem a Kiev, onde 58 pessoas ficaram feridas, incluindo seis crianças e um adolescente de 17 anos. São dados atualizados esta manhã pelas autoridades ucranianas.