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Lopes. E começamos este jornal do meio-dia com a Guarda Nacional Republicana de Albufeira. Não vê necessidade de reforçar o patrulhamento na zona da diversão noturna desta cidade depois de um incidente esta madrugada.
Um condutor ignorou por completo todas as ordens, bem como barreiras de proteção, atropelou uma série de pessoas, deixou 12 feridos. Apesar deste incidente de segurança, a GNR sublinha que já existe um reforço no verão e considera que este atropelamento, que aconteceu na Rua da Hora, é um ato isolado e que só aconteceu porque o condutor ignorou as ordens, bem como essas barreiras de proteção. É o que explica o major Pedro Pereira, da GNR de Albufeira.
O nosso patrulhamento irá se desenvolver da mesma forma. Estamos a falar de um ato isolado, de uma desobediência total a toda a sinalização vertical que existe e às barreiras físicas. Estamos a falar de uma situação isolada, de um condutor embriagado e que ignorou todas as medidas e sinalizações existentes.
Ele não deu nenhuma justificação para o acontecimento, certo?
Não. Pedia desculpa, não fez mais que isso.
Pedro Pereira revela ainda que este condutor não é residente em Albufeira, está de férias na região e era o único ocupante da viatura. O major diz que as imagens de videovigilância já estão a ser analisadas e destaca o grande aparato policial que existe nesta zona durante a época do verão.
A Guarda Nacional Republicana, no âmbito da Operação Verão Seguro, reforça consideravelmente estas zonas de grande afluência de turismo. No caso concreto de Albufeira, nós estamos reforçados por dois pelotões da Unidade de Intervenção, Forças de Intervenção, estão na ordem dos 50 militares que estão adstritos às zonas de diversão noturna.
As explicações de Pedro Pereira, GNR de Albufeira. Este homem de 35 anos acusou uma taxa crime de álcool, tinha mais de 1,2 gramas por litro no sangue. Está agora à guarda das autoridades. Atropelou várias pessoas, 12 ficaram feridas, uma está em estado grave. As vítimas são, sobretudo, portuguesas, na faixa etária entre os 20 e os 22 anos de idade.
E o autarca de Albufeira segue a mesma tônica da GNR. Rui Cristina rejeita problemas de segurança na cidade.
O autarca confirma que as 12 vítimas foram transportadas para os hospitais de Portimão e Faro e ainda para o Centro de Saúde de Albufeira. O autarca descreve também o que aconteceu esta madrugada, por volta das três da manhã.
Uma viatura transpôs uma zona cujo acesso se encontrava interditado e ultrapassou as barreiras, ou seja, as baias que estavam lá, colocadas no local. Depois, quando chega à Rua da Hora, é interceptado por uma patrulha de dois agentes que tentaram interceder que o condutor não acedesse à Rua da Hora, mas ele acabou por não respeitar de modo algum, porque estava altamente alcoolizado, por aquilo que nos apercebemos, pela indicação que ele tem, e acaba por atingir várias pessoas na Rua da Hora.
As explicações do presidente da Câmara de Albufeira, na Rádio Observador. O ministro da Administração Interna também já reagiu a este incidente. Luiz Neves garante que as circunstâncias vão ser apuradas pelas autoridades. Em comunicado, o ministro reforça que o governo está a acompanhar a situação e a situação das pessoas que ficaram feridas.
O presidente da Câmara de Lisboa volta a defender a presença de mais polícia na baixa da cidade e lembra o governo que ainda tem promessas por cumprir.
Carlos Moedas discursou hoje em Lisboa, no Dia Municipal do Bombeiro, no mesmo dia em que se assinalam 38 anos desde o grande incêndio do Chiado. No final da cerimônia, aos jornalistas, voltou a abordar o tema da segurança na capital. Carlos Moedas chuta a responsabilidade para o governo central e reforça que os focos de insegurança que se sentem na capital só vão ser combatidos se estiverem mais agentes na rua.
Segurança. Nós temos que atacar esses focos de insegurança. E só há uma maneira: mais polícia. Sem mais polícia, não se resolve.
Você diz isso há vários anos.
Eu digo isso há vários anos. Este governo prometeu 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum. Prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum. Portanto, temos aqui uma promessa. Esperamos que ela seja cumprida, eu tenho a certeza.
Quando é que vai se concretizar?
Estou à espera há meses. Já falei com o senhor ministro da Administração Interna, disse-me que ia avançar, mas continuamos à espera.
O autarca de Lisboa lembra ainda o mais recente caso da turista baleada em Lisboa para deixar novamente críticas à Justiça. Diz o presidente da Câmara de Lisboa não compreender como é que o autor dos disparos continua em liberdade.
José Luís Carneiro reagiu às declarações de Hugo Soares, que o comparou a André Ventura. Fala em declarações levianas.
Hugo Soares comparou André Ventura a José Luís Carneiro e disse que o líder do PS não está pronto para governar. Em Chaves, José Luís Carneiro respondeu para dar conta desse pingue-pongue retórico, que foi a expressão que utilizou para abordar as palavras de Hugo Soares. Diz o secretário-geral do PS que Hugo Soares fala como alguém que tem pouca experiência.
São declarações levianas de quem se vê que nunca teve experiência executiva. Quem se entretém nesse tipo de pingue-pongue, verdadeiramente, não sabe daquilo que o país precisa. Eu tenho pena que o governo que foi escolhido pelos portugueses esteja deslocado daquilo que são as preocupações das pessoas. Eu respondo sempre ao doutor Luís Montenegro, que é o meu interlocutor principal, é ele que eu verdadeiramente disputarei a função quando chegarem as eleições.
Palavras de José Luís Carneiro, aqui um registro captado pela RTP Notícias em Chaves, numa reação às palavras de Hugo Soares, que comparou José Luís Carneiro a André Ventura.
A antiga ministra do Trabalho do PS, Ana Mendes Godinho, considera que o estudo sobre a Segurança Social encomendado pelo governo é uma engenharia do medo.
Já Luís Filipe Pereira, antigo ministro do PSD, diz que o estudo só foi pedido porque a oposição não permitiu ao executivo conduzir nenhuma reforma. O relatório analisa a sustentabilidade do sistema de pensões e as propostas para a Segurança Social. Este documento tem levantado várias questões. O PS já admitiu mesmo chamar a ministra do Trabalho ao Parlamento para esclarecer estas conclusões. Aqui na Rádio Observador, a antiga ministra do Trabalho do PS, Ana Mendes Godinho, defende que este relatório é apenas uma manobra do governo para assustar os contribuintes.
Nós não podemos aceitar que se crie toda esta engenharia do medo Manipulando um número para meter medo aos portugueses e depois, a partir disso, apresentar soluções como aquela que é apresentada, nomeadamente a da canalização automática de uma parte do salário dos portugueses para fundos de pensões privados. Este relatório também confunde, porque faz de conta que junta duas contas completamente separadas da Caixa Geral de Aposentações e da Segurança Social.
Ana Mendes Godinho, antiga ministra do Trabalho do PS, esta manhã aqui na Rádio Observador, no Explicador, onde esteve também o antigo ministro da Saúde do PSD, Luís Filipe Pereira. O economista considera que a reforma estrutural da Segurança Social é algo urgente devido ao envelhecimento da população.
Há necessidade de uma reforma estrutural, nós não somos caso único na Europa, para não dizer no mundo. Esta questão do governo ter encomendado um estudo que agora diz que só para a próxima legislatura, é urgente e nós temos que enfrentar os problemas. Não podemos varrer os problemas com palavras para debaixo dos nossos pés, porque são os nossos filhos, os nossos netos que depois vão pagar a fatura. Mas também é preciso dizer que com este posicionamento político, quer dos dois partidos da oposição, o governo não tinha chance nenhuma de fazer qualquer reforma. Zero.
Já o ministro-sombra do Chega para a pasta da Economia, Rui Teixeira Santos, diz que as conclusões do relatório não foram conclusivas.
A questão começa logo por termos que perceber qual é a arquitetura da Segurança Social. E parece que não se percebe no relatório, não evidencia o reconhecimento da arquitetura que nós criamos num modelo que é um compromisso entre um sistema bismarkiano do tipo alemão e o sistema inglês mais distributivo.
Rui Teixeira Santos, ministro-sombra do Chega para a Economia, no Explicador, aqui na Rádio Observador.
Em Espanha, inicia-se hoje uma ronda de audições aos ministros do governo de Pedro Sánchez, isto por causa da crise migratória de Ceuta.
A ministra espanhola da Defesa é a primeira a ser ouvida. Margarita Robles vai prestar esclarecimento sobre a entrada de quase 70 mil imigrantes na cidade espanhola em apenas alguns dias, numa altura em que milhares continuam nas ruas da cidade. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reúne hoje o Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação em Ceuta, um encontro que aconteceu esta manhã. Quase um mês depois da entrada massiva de migrantes em Ceuta, o governo espanhol decidiu alterar a estratégia de gestão migratória. É o que dá conta esta manhã o jornal "El País". Depois das críticas da oposição, Pedro Sánchez decidiu criar um comando único para coordenar a resposta à crise migratória. Madrid já pediu ajuda de emergência à Comissão Europeia por causa da situação em Ceuta.
Vamos a outras notícias que também estão em destaque a esta hora, José.
O presidente ucraniano agradece ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro português pelas mensagens enviadas no âmbito dos 35 anos da independência da Ucrânia. António José Seguro e Luís Montenegro recorreram às redes sociais para darem os parabéns a Kiev. Agora Zelensky responde e agradece a solidariedade para com o povo ucraniano e pelo firme apoio português. Os Estados Unidos vão enviar de volta os diplomatas que tinham sido retirados das embaixadas do Médio Oriente no início do conflito com o Irão. Notícia avançada pelo "New York Times", que cita um documento interno do Departamento de Estado e de funcionários norte-americanos e o regresso pode acontecer ainda esta semana. E para terminar, há 10 anos, um dos agentes mais antigos do SIS foi apanhado a vender documentos confidenciais a um espião russo. É a história que se pode ouvir no novo podcast Plus do Observador, "A Vida Dupla do Espião Traidor".
É o quinto episódio e já está disponível. Frederico Carvalhão Gil foi detido em Roma, mas em interrogatório não admitiu qualquer traição contra Portugal. Garantiu sempre que ele e o russo eram sócios e estavam a preparar-se para lançar um negócio de azeite. Vamos escutar um pouco.
O Ministério Público suspeita de que, já em Liubliana, o espião do SIS entregou uma pen com fotografias de funcionários das secretas portuguesas ao russo. Carvalhão Gil garante que não. "E no encontro em Roma?", questiona Ivo Rosa. "De que falaram em Itália? Qual foi, afinal, o motivo para aqueles dois encontros?" Carvalhão Gil explica que ele e o russo estavam a preparar as bases para um futuro negócio. "E foi por isso que recebeu os €10 mil?", questiona o juiz. Carvalhão Gil diz-lhe que sim. A ideia teria nascido em Lisboa e depois começou a ser aprofundada em Liubliana e mais um pouco em Roma. Iam montar um negócio de exportação de azeite. Funcionaria entre Lisboa e Moscovo.
Um excerto do quinto episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", o mais recente podcast Plus do Observador, uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, música original de Bruno Pernadas, a investigação e os guiões são do jornalista Pedro Rainho.
E há um novo episódio todas as terças-feiras no site do Observador. Se for assinante do Observador, tem acesso antecipado a todos os episódios deste novo podcast Plus do Observador.