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Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Videira. Miguel, não fica por aqui. O Ministério Público anuncia que vai recorrer da decisão que obriga o Estado português a pagar uma indenização a José Sócrates.
15 mil euros por violação do segredo de justiça no âmbito do processo da Operação Marquês. Numa resposta ao Observador, a Procuradoria-Geral da República informa que vai interpor recurso, sem detalhar os argumentos que justificam a contestação à decisão de primeira instância. O Ministério Público não está satisfeito, ao contrário de José Sócrates.
Esta é a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça. O Estado é condenado por ter praticado um crime. A sentença afirma que foram eles que o praticaram, e praticaram pondo em causa a ideia de um processo equitativo e a presunção de inocência. É, portanto, uma decisão, ou uma sentença histórica.
O antigo primeiro-ministro considera que a decisão do tribunal administrativo representa também uma forma de condenação de uma certa forma de atuar dos procuradores.
Isto vem pôr em causa os métodos do Ministério Público, que são baseados naquilo que se configura ser um entendimento entre a comunicação social e o Ministério Público.
Por que você acha que há essa cumplicidade?
Por interesse, meu caro. Interesse para vocês, comunicação social, interesse para as audiências, para eles, tem interesse que vocês lhe façam elogios. E essa cumplicidade põe em causa as duas instituições.
É pelo menos esse o entendimento de José Sócrates, a reboque da condenação do Estado por violação do segredo de justiça.
Seguimos neste Jornal da Uma com a situação na Venezuela. A ONU está preocupada.
Preocupação expressa pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados. Avisa que se está a assistir a uma rápida deterioração da situação humanitária no país. Está aqui conosco em estúdio, Hugo Fortunato Oliveira. Hugo, o que preocupa em particular o ACNUR?
A Agência da ONU fala de uma grave escassez de alimentos, a par do colapso dos serviços básicos e do aumento dos riscos de segurança para a população deslocada. Segundo o mais recente balanço da situação na Venezuela, cerca de 16 mil pessoas foram obrigadas a procurar um local alternativo para viver. Muitas dessas pessoas, cerca de 40%, não conseguiram esse porto seguro e permanecem ainda nas ruas. Os restantes conseguiram abrigo em igrejas, escolas ou instalações provisórias que, ainda assim, não cumprem os padrões mínimos de proteção, privacidade ou higiene. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados chama assim a atenção para o facto de 17% dos inquiridos durante as avaliações no terreno desta entidade terem referido a presença de menores não acompanhados ou separados das famílias. Em resposta, o grupo de proteção das Nações Unidas, liderado pela ACNUR, integrado por outras agências da ONU, como a UNICEF, lançou, Miguel, uma campanha destinada à identificação, localização e reunificação das famílias.
As preocupações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados com a situação humanitária na Venezuela. Há quem esteja a viver na rua, há dificuldades de acesso à alimentação e há também, como ouvimos aqui o Hugo sublinhar, uma preocupação em torno dos menores que não estão acompanhados.
E o ministro da Administração Interna assegura que o governo está a trabalhar em várias frentes para ajudar na resposta à tragédia na Venezuela.
Sendo que, por agora, sublinha Luís Neves, o governo está focado na ajuda às operações de resgate e repatriamento de cidadãos portugueses, mas conta avançar nos próximos dias com o reforço da ajuda humanitária.
Estamos a trabalhar em três frentes. Na parte operacional, através da coordenação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no repatriamento, com as estruturas consulares e através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e agora seguirá-se a vertente humanitária, de medicamentos e de outras estruturas de suporte de base de vida e para acolher feridos. É isso que o governo está a organizar para, nos próximos dias, poder ter uma ajuda também no terceiro pilar, que é a vertente humanitária.
Ministro da Administração Interna, Luís Neves, no registo captado pela CNN Portugal, aqui a detalhar o plano do governo português para ajudar as autoridades venezuelanas.
E chegou esta madrugada a Lisboa um voo vindo da Venezuela com 17 pessoas a bordo, 13 portugueses e quatro cidadãos estrangeiros.
Dois cidadãos italianos e dois franceses. Os portugueses que chegaram esta madrugada ao aeroporto militar de Fuerteventura são os primeiros a regressar da Venezuela depois dos terremotos do passado dia 24 de junho. O último balanço aponta para 1719 mortos, mais de 5 mil feridos. Entre a comunidade portuguesa, há pelo menos 60 portugueses e lusodescendentes que perderam a vida na sequência dos sismos. Há ainda 91 pessoas desaparecidas.
E o procurador-geral do Mônaco garante que a explosão de uma bomba num prédio residencial não foi um ataque terrorista.
Não teve uma motivação ideológica ou outra. Ontem, por volta das 21h, no centro do Principado, um homem deixou uma mochila na entrada de um prédio, momentos antes de se ter dado a explosão, que resultou em ferimentos em três pessoas. Os jornais franceses e o procurador-geral monegasco avançam que o ataque teve como alvo um oligarca ucraniano de 53 anos, do setor imobiliário, que renunciou à cidadania ucraniana e foi alvo de sanções por parte de Kiev em 2023. A explosão acabou por ferir a mulher e o filho deste oligarca, com a mulher a ficar em estado grave. Está em curso uma caça ao homem.
E a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alerta para o aumento do risco de afogamento nos próximos dias.
A coincidir com a subida das temperaturas, o presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, Alexandre Tadeia, pede cautela e pede também aos banhistas que escolham preferencialmente zonas vigiadas.
Recomendamos claramente que se frequente espaços aquáticos vigiados. Depois, que não se vá sozinho para a água, que não se deixe as crianças sozinhas, que haja uma vigilância permanente e muito próxima, à distância de um braço das crianças, também isto em piscinas. Por outro lado, também que se evite locais desconhecidos para banhos, que não consuma álcool nem antes, nem durante esta ida à água e que se respeite as indicações tanto dos nadadores salvadores, como também da sinalização que é aplicada.
Há também um pedido para que as autoridades nacionais, por exemplo, a Direção-Geral de Saúde, passem a integrar o risco de afogamento nas mensagens que enviam à população.
Hoje estivemos reunidos com a Direção-Geral de Saúde, que iremos fazer um esforço conjunto nos próximos dias para passar informação aos portugueses e também a Proteção Civil, IPMA e tudo mais, porque há um estudo que nos diz isto: que a mortalidade por afogamento em Portugal está muito associada à temperatura. Quando a temperatura sobe, normalmente a mortalidade por afogamento em Portugal também sobe. Portanto, há aqui um apelo também a estas entidades oficiais, quando fizerem este aconselhamento, que incluam também as medidas preventivas do afogamento.
É esse o apelo feito pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, aqui na voz do presidente Alexandre Tadeia.
Uma hora e nove minutos antes da edição de hoje de "E o Campeão é?", Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?
O Instituto Nacional de Estatística estima que a inflação em junho tenha sido de 3,2% face ao mesmo mês do ano anterior. Esta evolução dos preços é inferior à registrada em maio. No mês anterior, a taxa de inflação foi de 3,3%, de acordo com a estimativa rápida do INE. A subida do preço da energia e dos alimentos não transformados em junho foi inferior à subida em maio. Os dados definitivos vão ser conhecidos a 10 de julho. O número de infectados com Ebola na República Democrática do Congo já ultrapassou a barreira dos 1300. Morreram 377 pessoas. São números divulgados pela Al Jazeera, com base em informações do governo da República Democrática do Congo. O anúncio surge depois da France Presse ter dado conta que o surto já alastrou a uma quarta província, que faz fronteira com o Sudão do Sul e a República Centro-Africana. O governo do Congo já proibiu ajuntamentos na capital e em mais três províncias para impedir a propagação do vírus.