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A seguir, no Jornal da Uma. Jornal da Uma que começa agora na Rádio Observador com a edição do José Rafael Lopes. E José, começamos precisamente pelos esclarecimentos de Luís Neves. Esclarecimentos feitos há instantes na Madeira.
Não aceita as críticas de André Ventura, numa altura em que o Chega está na data limite para ponderar se avança ou não com uma moção de censura. Admite Luís Neves que cometeu erros, sim, mas que tem todas as condições para continuar enquanto ministro da Administração Interna.
Cometi um ou outro erro, que já reconheci com toda a humildade, mas que não põe em causa a minha ação. Todos sabem que nunca procurei esconder, fosse o que fosse, mas há uma distância que não permitirei que seja apagada entre os erros que assumi e aquilo que se fala de crimes que não cometi. Quero também repetir com toda a frontalidade que aquilo que me cabe assumir. Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado. Nunca, jamais, em tempo algum. E disponibilizei-me sempre, e continuo disponível, para todo o escrutínio judicial, financeiro, político e jornalístico.
Luís Neves diz ainda que tem experiência para o cargo, um passado que lhe dá também essa capacidade de combater no mundo político e que está habituado a encontrar soluções. Explica ainda que aplicou a lei em torno destas polémicas que envolvem o Ministro da Administração Interna.
Temos mais um caso. O caso dos televisores, dos sofás, dos equipamentos de ginásio apreendidos àquele que é suspeito de ser um dos maiores traficantes de droga em Portugal. Crime outra vez. Pergunto: haverá castigo mais adequado para quem comete crimes de que o património possa ser atingido? Não, não há. Ver os bens adquiridos com o dinheiro do crime servem para melhorar as condições e a preparação física dos polícias que os investigam e os prendem. É isso que eu fiz, apliquei a lei.
As palavras e explicações de Luís Neves, ministro da Administração Interna. Aqui registos da RTP na Madeira. Assegura ainda o ministro que nunca será intimidado enquanto estiver no cargo, que foram ditas muitas mentiras nos últimos dias, mas assegura que vai continuar a trabalhar, apesar do caos e do populismo, com várias críticas ao Chega, apesar de não ter falado no nome do partido liderado por André Ventura. E fecha, Luís Neves, com a garantia de que está orgulhoso com o trabalho que tem feito à frente do Ministério da Administração Interna. É um tema que vamos continuar a detalhar nos próximos passos informativos aqui na Rádio Observador.
E José, os sindicatos da função pública convocaram uma greve das carreiras gerais para o dia 2 de outubro.
As três estruturas sindicais afetas à CGTP exigem a valorização dos profissionais, consideram que são dos mais mal pagos da administração pública. A greve abrange os cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da administração pública, direta e indireta. É o que indica o dirigente da Federação Nacional, em nome das três estruturas sindicais, Joaquim Ribeiro, deixa várias críticas à gestão do governo da AD.
O atual governo da AD, PSD/CDS, tem vindo a afirmar que pretende valorizar os trabalhadores da administração pública, mas não apresentou até hoje nenhuma proposta concreta para a valorização dos trabalhadores das carreiras gerais. Estamos a falar do maior grupo profissional de trabalhadores da administração pública. Mais de 350 mil trabalhadores, 50% dos trabalhadores da administração pública, que não veem qualquer tipo de resposta do governo relativamente a estas carreiras, que são das mais desvalorizadas da administração pública.
Joaquim Ribeiro, dirigente da Federação Nacional, que antevê essa grande paralisação e afirma que os trabalhadores reivindicam, desde logo, a valorização das carreiras.
E José, um dos três portugueses desaparecidos no Nepal foi encontrado com vida.
É o que avança o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Permanecem desaparecidos ainda dois portugueses, duas portuguesas, duas mulheres, na sequência da enxurrada da última quarta-feira, uma catástrofe que matou mais de mil pessoas. Neste momento, já foram resgatadas quase 12 mil pessoas.
É o ponto final do Jornal da Uma, que teve edição do José Rafael Lopes.