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As notícias. Jornal das duas com Miguel Vítor Dias e começamos pelos parabéns do treinador do Sporting ao Futebol Clube do Porto.
Na conferência de imprensa de antevisão do jogo frente ao Vitória de Guimarães, Rui Borges começou por dar os parabéns aos Dragões pela conquista do 31º Campeonato Nacional.
Antes de mais, deixar aqui os parabéns ao Futebol Clube do Porto pela conquista do campeonato. Merecedor, porque acabaram por ser a equipe mais regular ao longo da época, por isso têm esse mérito de serem campeões nacionais.
Rui Borges a arrancar a antevisão com os parabéns ao Futebol Clube do Porto, o treinador do Sporting diz que as últimas semanas não apagam uma época com méritos para os jogadores leoninos.
Há um peso naquilo que é mental em todos, naquilo que era a exigência, naquilo que era onde nós estávamos inseridos e de repente saímos desses desejos e desses objetivos. E é natural que tenha mexido de alguma forma conosco e nós temos que saber dar a volta a isso. Por isso que eu digo que as últimas semanas não identificam aquilo que foi a época toda deste grupo e da excelente época que estão a fazer e que estavam a fazer, não apaga nada daquilo que eles fizeram, nada mesmo. Um orgulho enorme naquilo que eles têm conseguido. Agora há que estabilizar e voltar àquilo que é o nosso real valor naquilo que é os nossos jogos.
Rui Borges quer voltar a estabilizar a equipe em busca do segundo lugar, do qual depende também o Benfica. O Sporting joga frente ao Vitória de Guimarães amanhã às oito e um quarto da noite.
E a festa do Futebol Clube do Porto, que ficou marcada pela homenagem ao antigo capitão Jorge Costa.
Foi uma constante durante as longas horas de festejos nas imediações do estádio e referido também pelo comentador do Observador Luís Pinto Coelho, na edição de hoje de "E o Campeão é".
A homenagem ao Jorge Costa, eu diria que arrebentou comigo. Fiquei com as lágrimas nos olhos, porque foi um momento bonito, intenso, muito bem pensado também. E foi bastante forte.
O comentador do Observador, adepto do Futebol Clube do Porto, que considera que os Dragões superaram muitas incógnitas durante a época e por isso as expectativas acabaram também por ser superadas.
Qualquer portista no início da época não pensava que o Porto ia ser líder do princípio ao fim do campeonato, que neste momento tenha nove pontos de avanço para o segundo classificado. E depois de mudar treinador, mudar grande parte do plantel, principalmente na questão do campeonato, foi muito bem conseguido, depois de uma época difícil, de dois anos complicados, muito difíceis para os portistas.
O comentador Luís Pinto Coelho na edição de hoje de "E o Campeão é", na Rádio Observador.
E que já pode ouvir também em podcast. No motociclismo, o piloto português Miguel Oliveira caiu e teve que ser transportado para o hospital.
O piloto da BMW está consciente, mas teve que ser transportado para o hospital depois de ter sido assistido ainda em pista. O piloto português arrancou da quarta posição, acabou por ser abalroado quando seguia no terceiro lugar. A corrida foi interrompida de imediato. Miguel Oliveira não vai, por isso, participar na segunda corrida desta quarta etapa do Mundial de Superbikes.
Aos 82 anos, morreu Cândido Mota, que o Presidente da República diz que ficará na memória coletiva dos portugueses.
Numa nota publicada na página da presidência, o chefe de Estado apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos. Seguro diz que ao longo da vida, Cândido Mota foi redescobrindo a profissão de locutor, apresentador e ator, reinventando caminhos com entusiasmo e sentido de propósito. E diz também que a sua voz inconfundível acompanhou-nos durante muitos anos e permanecerá na memória coletiva. Nesta mensagem, o presidente da República destaca ainda a genuína preocupação pelo outro, através do humor, deixando uma marca de proximidade e humanismo. Já o governo, através da Ministra da Cultura, lembra um artista multifacetado, próximo de todos os portugueses. Margarida Balseiro Lopes recorda o percurso do radialista, ator de teatro e cinema, e conclui que Cândido Mota marcou várias décadas da história do país. O antigo radialista encontrava-se internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
E para além da rádio, Cândido Mota era também o braço direito de Herman José em vários formatos televisivos.
Durante anos trabalharam em conjunto, em programas como a Roda da Sorte e Com a Verdade Me Enganas. Na Rádio Observador, Herman José lembra um homem bondoso e profissional que deixa um legado luminoso. O humorista diz que Cândido Mota só conseguia ver as coisas positivas.
É importante explicar que ele viveu pelo menos 300 anos. Fez tudo a que tinha direito. Bebeu muito, fumou muito, falou muito, enfim. Se tivesse que fazer um filme da minha vida, há uma cena que eu teria de reproduzir, que eram as conversas que ele tinha até às 04:00 da manhã com meu pai, no meu terraço do Algarve, sobre política e religião. Era uma coisa absolutamente deliciosa. E depois meu pai era um homem convicto de direita, ele era um homem convicto de esquerda, mas tinha uma dialética formidável, daquelas que já não se usam, porque hoje em dia ninguém quer ouvir ninguém.
Herman José, à Rádio Observador, a recordar uma parte importante da carreira de Cândido Mota, que deixa João Gama uma história que se confunde com a rádio.
Nasceu em 1943, filho da fadista Maria Albertina. Cresceu, por isso, num ambiente ligado à música e à palavra. Tornou-se uma das grandes vozes da rádio portuguesa, profundamente ligado à evolução da rádio em Portugal. Começou a carreira com apenas 17 anos no Rádio Clube Português, uma entrada no mundo da rádio que aconteceu por acaso.
Sentou-me a um microfone: "Agora diz aí qualquer coisa". Eu: "O quê?" Ele foi buscar um jornal, um diário de notícias, e disse assim: "Leia aí o artigo de fundo". Eu olhei para o jornal e li um pedaço do artigo de fundo do senhor Augusto CastroEle disse: "Sim, senhor. Este rapaz tem boa voz. Hoje à tarde vens fazer uma prova como deve ser".
A história, na voz do próprio Cândido Mota, da primeira entrevista no Rádio Clube Português. Mais tarde, já na década de 70, Cândido Mota destaca-se, foi pioneiro nos programas em estilo de antena aberta. Na altura, o passageiro da noite na Rádio Comercial, um programa noturno em que convidava os ouvintes a telefonarem para a rádio e intervirem direto em antena. Após um longo percurso na rádio, na década de 90, Cândido Mota passou para a televisão, onde trabalhou de perto com personalidades como Herman José, em momentos como este.
"My fabulous face". My fabulous face? Yeah. Está aos teus copos.
As vozes de Herman José e Cândido Mota. O locutor teve também um papel político, sempre se assumiu como uma pessoa civicamente empenhada, foi militante do Partido Comunista Português e era uma presença regular como locutor e apresentador do palco 25 de Abril, na Festa do Avante.
O jornalista João Gama com o legado e a vida de Cândido Mota, que morreu hoje aos 82 anos.
E para além da carreira profissional, Cândido Mota também é lembrado pela dimensão cívica.
Foi militante do Partido Comunista Português, era presença regular como locutor e apresentador do palco 25 de Abril, na Festa do Avante. A diretora da festa, Madalena Santos, admite que possa existir uma homenagem na próxima edição. Madalena Santos, podemos esperar algum tipo de homenagem na edição do Avante deste ano?
Veremos. Estamos a considerar várias coisas, veremos.
A radioobservadora diretora da Festa do Avante diz que Cândido Mota vai ser sempre recordado como a voz deste evento e sublinha a integridade e proatividade do radialista.
Na política nacional, o presidente da República condena as agressões a militares da GNR.
António José Seguro discursava esta manhã no Porto, na cerimónia que assinala os 115 anos da Guarda Nacional Republicana. O chefe de Estado saudou o esforço no cumprimento da missão da GNR e apontou o dedo a quem ataca as forças de segurança. António José Seguro destaca que não pode ser permitido este ataque a forças como a GNR. António José Seguro, em declarações recolhidas pela Agência Lusa, destacou ainda a natureza versátil da GNR e o papel na prevenção da sinistralidade nas estradas de Portugal. O chefe de Estado destacou também as tarefas no controle de fronteiras marítimas, assim como a prontidão decisiva para combater os incêndios.
Notícia de fecho do Jornal das Duas.