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Na Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Duas, edição do jornalista Miguel Vider. E Miguel, no arranque deste jornal procuramos esclarecer se se confirma ou não a morte de um cidadão português que seguia numa embarcação ao largo da Croácia, apanhada por uma tempestade esta madrugada.
Foi essa a indicação do Ministério dos Negócios Estrangeiros numa publicação a meio da manhã nas redes sociais. A publicação foi, entretanto, retirada. Por quê? A informação não se confirma. É o que pergunto ao secretário de Estado das Comunidades. Boa tarde, bem-vindo, doutor Emídio Sousa. Obrigado pela sua disponibilidade. Confirma-se a morte de um cidadão português ou não?
Boa tarde. Não. Eu penso que houve aqui uma interpretação errada, porque as autoridades croatas disseram que encontraram um corpo, mas o corpo não estava identificado. Portanto, penso que houve aqui uma falha. Neste momento, a informação que temos é que foram encontradas duas pessoas desse grupo de quatro que teve incidente com o bote, vivas, um homem e uma mulher. Quanto aos outros dois, ainda não temos qualquer informação, não sabemos se estão vivos ou não. Aguardamos a todo momento. Os nossos serviços envolvidos estão a acompanhar no terreno as informações. Portanto, ainda não sabemos o que é que aconteceu aos dois que ainda estão desaparecidos.
O corpo que foi encontrado já foi entretanto identificado pelas autoridades croatas? Ainda não.
Não foi identificado. Não temos ainda nenhuma identificação desse corpo que as autoridades croatas deram nota. Portanto, a informação que temos relativamente aos quatro descrentes é que há dois que apareceram com vida, calçados, um homem e uma mulher.
Já sabe em que circunstâncias aconteceu este incidente? Quem são estes portugueses? Turistas, estudantes, residentes na Croácia?
Eram quatro turistas, na casa dos 30 anos, que foram ao mar num bote insuflável e que foram surpreendidos por uma tempestade.
Havia a indicação de que era bote com cerca de um metro e meio, portanto, uma embarcação não muito robusta, digamos assim.
Sim, é a informação também que temos das autoridades croatas.
Doutor Emídio Sousa, muito obrigado pela sua presença neste Jornal das Duas e pelos esclarecimentos que aqui nos prestou. Particularmente este importante, ainda não está confirmado, esqueçamos o "ainda", não está confirmada a morte de um cidadão português na Croácia. Foi essa a informação avançada no início da manhã pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Explicava aqui o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, uma informação errada. Ainda não foi identificado o corpo desta vítima mortal.
E o primeiro-ministro garante total transparência no processo de aquisição das três fragatas.
Isto depois das dúvidas levantadas, por exemplo, o CHEGA, que acusa o governo de falta de transparência no investimento de quase quatro mil milhões de euros. Dúvidas motivadas por uma notícia do 24 horas que questiona o afastamento, por exemplo, de uma empresa portuguesa em vésperas da assinatura do contrato, que segundo a publicação, vinha servindo de intermediário no negócio. Ora, sobre este negócio, o primeiro-ministro deixou esta manhã uma garantia.
Nós garantimos clareza e transparência absolutos. Não vale a pena estarmos a poupar nas palavras. Tudo, mas tudo que puder ser feito, e vai ser feito, para garantir a transparência deste processo, nós vamos assegurar.
De que forma? Explicação do chefe de governo.
Com uma comissão de acompanhamento, onde estão também, não só os outros órgãos de soberania, em particular a Assembleia da República, mas também todas as autoridades que superintendem as investigações e a monitorização da regularidade dos procedimentos que, naturalmente, envolvem um dispêndio muito significativo de recursos públicos.
Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas em Cascais, depois de uma viagem no navio-patrulha da Marinha Portuguesa. De volta à terra e acompanhado pelo ministro da Defesa, Luís Montenegro foi questionado sobre o processo interposto por Nuno Melo e André Ventura, Pedro Frazão e também ao jornal 24 Horas, por causa desta notícia do negócio das fragatas. Ora, o primeiro-ministro sentencia que esta iniciativa é legítima.
Nós não devemos ter dúvidas de que a lei e a decência política e pública se deve aplicar a todos. Não é exclusivo dos políticos. Os jornalistas e os políticos dos outros partidos, naturalmente, também têm de cumprir a lei e respeitar a lei. E, portanto, é totalmente legítimo, creio que ninguém põe isso em causa, que alguém que sente a ofensa dos seus direitos, incluindo o seu direito ao bom nome, possa reagir. Isso também é democrático.
Luís Montenegro, a reação a esta iniciativa, este processo que foi anunciado esta semana e que visa André Ventura, Pedro Frazão e também o jornal 24 Horas, por causa das declarações em torno do negócio de aquisição pelo Estado português de fragatas.
E agora o eclipse. Já estamos em contagem decrescente para a observação do fenômeno. Um momento para sabermos se se confirmam as previsões de nuvens baixas na faixa costeira do litoral e centro de Portugal continental.
Foi essa a previsão avançada pelo IPMA na segunda-feira. Esqueci-me aqui de uma palavra, Rita. Era nuvens baixas na faixa costeira do litoral norte e centro do Portugal. Foi culpa minha. Ora, na altura explicava-se que a previsão era incerta, este é o indicador mais difícil de antecipar com rigor. Ora, vamos lá então tentar perceber se se confirmam essas nuvens baixas que podem pôr em causa a visibilidade deste fenômeno do eclipse. É a nossa convidada deste jornal das 14h, a meteorologista do IPMA, Cristina Simões. Boa tarde, bem-vinda. As nuvens vão mesmo intrometer-se entre o nosso olhar e o eclipse ou o olhar de quem vive nesta faixa norte e centro do litoral de Portugal continental?
Sim, boa tarde. Sim, confirmamos que pelas informações que os modelos de previsão nos vão dando, temos sempre esta possibilidade de nublosidade, aumento de nublosidade durante a tarde na faixa costeira. Aquela nublosidade normal que, durante a manhã e no final da tarde, se mantém no litoral norte e centro, faixa costeira, a partir das 18h, começa a avançar um pouco para o interior, ficando sempre nesta faixa a norte do Cabo Carvoeiro.
Isso significa que eu fico nesta-
Temos essa possibilidade, aumento de nublosidade, a norte do Cabo Carvoeiro, como referi, a partir possivelmente das 18h, final da tarde de hoje, que coincide realmente com o fenómeno do eclipse solar. Todas as regiões mais para o interior não deverão ter este problema, só mesmo as pessoas que se afastem da praia, a probabilidade será sempre maior de conseguirem ver bem este fenómeno.
E não será necessário afastarem-se muito, dirigirem-se muito para o interior para que consigam.
O interior não quer dizer que seja ter que ir para a Guarda ou para Coimbra.
Exato, para a Serra da Estrela.
Não, é só mesmo realmente afastar um pouco mais para o interior, não tanto na faixa costeira, na praia. Aí a probabilidade de ver é muito reduzida.
Portanto, não serão as condições meteorológicas, seguramente, a impedir boa parte da população de observar este fenómeno. Agora, por curiosidade, Cristina Simões, vai observar este fenómeno com interesse, onde vai estar?
Eu estou a trabalhar, não vou conseguir ver. O que eu posso fazer é tentar ver se se mantém realmente esta previsão do aumento de nublosidade.
Cristina Simões, muito obrigado pela sua presença neste jornal das duas da tarde e por esta previsão que aqui nos deixa. Sim, confirmam-se mesmo as nuvens baixas na faixa litoral, centro e norte de Portugal continental, mas também ouvimos aqui a meteorologista do IPMA, Cristina Simões, explicar que não vai ser preciso afastar-se muito para o interior para que se consiga observar este fenómeno.
E em Portugal, o eclipse pode ser observado na totalidade apenas no nordeste do país.
É assim, mas há outras zonas da Europa onde o fenómeno pode ser visto sem quaisquer restrições, 100%. O eclipse pode ser visto, por exemplo, em algumas zonas da Islândia, mas também na Gronelândia e aqui ao lado, em Espanha. Teresa Freire.
A última vez que a Islândia viu este fenómeno foi em 1954. Este ano o eclipse pode ser visto ao largo da costa oeste, na capital, Reykjavik, na península de Reykjanes, em Snæfellsnes e nos fiordes ocidentais. Destaque para a aldeia piscatória Hellisandur, onde vivem cerca de 400 pessoas e que se prepara para receber muita gente. A Islândia está também a acolher um festival de cinco dias no âmbito do eclipse. Espera-se a chegada de 80 mil visitantes, segundo as autoridades locais. A escuridão vai também passar pela Gronelândia, mas em zonas remotas. Já em Espanha, o fenómeno não era observado desde 1912. A 100% pode ser visto no norte do país e nas ilhas Baleares. Destaque para Corunha, Bilbao, León, Zaragoza, Valência e Palma de Maiorca. Em León foi organizado um evento público e gratuito no Palácio de Exposições e Congresso. O secretário de Estado espanhol da Ciência, Eva Sáiz, são esperados seis milhões de visitantes. Destaque ainda para o Reino Unido, onde mais de 90% do disco solar vai ficar coberto pela Lua. Na maioria das regiões, destaque para Cornwall, Edimburgo, Cardiff e Londres. A ilha britânica viu um eclipse solar total pela última vez, há menos tempo que Portugal ou Espanha, foi no ano de 1999.
Teresa Freire, jornalista do Observador, aqui com um retrato dos outros países onde vai ser possível observar este fenómeno do eclipse. Teresa Freire, que ficámos aqui a perceber, domina perfeitamente o islandês e que vai estar também daqui a pouco na rua para contar tudo na emissão especial que vai arrancar logo a seguir à edição das 17h. Vai ser conduzida pelo jornalista do Observador, Ricardo Conceição.
E seguimos com as notícias. Miguel, agora-
Sinistralidade rodoviária. É isso mesmo. O ministro da Administração Interna antecipou com uma conferência de imprensa relacionada com este tema da sinistralidade rodoviária. Têm surgido notícias que dão conta de um faianço na estratégia de combate a este fenómeno. Seguimos até ao Ministério da Administração Interna, lá está o jornalista do Observador, Hugo Fortunato de Oliveira. Hugo, o ministro Luís Neves promete não dar trégua a este problema da sinistralidade nas estradas.
Precisamente, Miguel. Luís Neves entrou mesmo na sala a dizer que estes números não são bons para Portugal e fala de uma verdadeira guerra civil. Faz, por isso, um balanço negro da situação da sinistralidade nas estradas portuguesas.
Vou-vos dizer que nos primeiros seis meses ocorreram 17941 acidentes e tivemos 225 vítimas mortais, com 20700 feridos leves e 1371 feridos graves. São números que nos devem impressionar a todos. São números em que tivemos aqui também um novo dado, temos vindo a falar, temos muitos atropelamentos. Há muita gente distraída, há muita incivilidade, quer por parte do condutor, quer por parte de quem utiliza as estradas e por isso temos, de facto, aqui números que são particularmente graves.
Luís Neves a dar conta deste aumento dos atropelamentos, 31 pessoas perderam a vida atropeladas nas estradas portuguesas. Face a esta situação, o ministro anuncia operações com especial atenção já para este fim de semana
Um fim de semana de transição de férias e tem ocorrido muitos acidentes nestas alturas. Do ponto de vista de análise do passado, estes fins de semana são fins de semana com dados trágicos, que já ocorreram em julho e em próprio agosto e, por isso, durante esse período, irão ocorrer muitas operações com foco na imprevisibilidade e no facto de quem atua no terreno não estar sinalizado. As pessoas têm que se habituar que as regras são para cumprir e em qualquer momento pode haver um período de fiscalização.
O anúncio e o alerta de Luís Neves, o ministro da Administração Interna. Falou ainda sobre o novo Código da Estrada. Diz que 70% das alterações já estão consensualizadas para combater a sinistralidade. Serão também introduzidas novas tecnologias ao serviço das autoridades em projetos-piloto, que terão já início, Miguel, a 1 de novembro.
Sendo Hugo, contávamos há pouco, antes deste noticiário, contavas que Luís Neves falou também sobre o caso ocorrido na Baixa há uns dias, uma mulher, uma cidadã sueca turista que foi baleada, uma bala perdida durante o confronto entre dois grupos rivais associados ao tráfico de droga. Carlos Moedas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, veio nas últimas horas insurgir-se contra o facto de a Justiça portuguesa ter libertado o suspeito de envolvimento neste caso. Luís Neves foi confrontado com estas críticas e avançou com um esclarecimento, não é, Hugo?
Sim, vamos ouvir precisamente esse esclarecimento de Luís Neves face às críticas do presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Essa medida de coação foi aplicada não no âmbito do crime que está a ser investigado da tentativa de homicídio, mas foi aplicada no âmbito de uma investigação de violência doméstica.
O esclarecimento de Luís Neves em relação à medida de coação que foi ontem anunciada, a liberdade para esse suspeito, a dizer que essa medida em nada tem que ver com essa tentativa de homicídio da mulher sueca de que falavas, mas sim com outro caso de violência doméstica. Desta conferência de imprensa ficou também a certeza e a confirmação de que o reforço da PSP para as ruas de Lisboa já está precisamente nas ruas.
Garantia de Luís Neves.
O reforço é pontual, é em determinadas horas e dias que nós entendemos ser mais útil e mais adequado e é feito permanentemente a partir dessa data. Agora, perante esta circunstância em concreto, afinar esse mesmo reforço para aquilo que será uma maior presença, uma maior visibilidade, para garantir que haja aqui um abaixar ou um abrandar da preocupação ou do sentimento que se gerou por esta ocorrência. Mas o reforço está na rua e está funcional.
A garantia do diretor nacional adjunto da Unidade Orgânica de Operações e Segurança da PSP, o superintendente Pedro Neto Gouveia, a dar conta precisamente que o reforço prometido para as ruas de Lisboa já está em ação.
E agora sim, as garantias cotadas pelo repórter do Observador, Hugo Fortunato de Oliveira, que acompanhou esta conferência de imprensa no Ministério da Administração Interna, com essa ideia expressa pelo ministro Luís Neves, que está preocupado com o aumento do número de mortes por atropelamento.
E assim terminamos o jornal das 14h, edição do jornalista Miguel Vieira.