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Jornal das 7, na Rádio Observador, com Miguel Cordeiro.
Já é conhecido o castigo aplicado a Cristiano Ronaldo por ter abandonado o estágio da Seleção Nacional. Isto pode ler-se no comunicado: "O Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol decide condenar o arguido Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro pela prática de infração disciplinar, sanção de 30 dias, multa de €255". Agora, Ronaldo pode ou não fazer parte dos eleitos de Jorge Jesus para os próximos jogos, neste caso, uma receção à Dinamarca no dia 14 de novembro e uma deslocação ao País de Gales no dia 17. Apesar de o processo disciplinar ter sido aberto a 10 de outubro, o facto de haver uma suspensão que começa a partir do momento em que se dá o caso, 30 de setembro, faz com que Ronaldo possa cumprir o castigo e ficar apto seis dias antes do anúncio da convocatória. Ainda assim, nesta altura, não é ilíquido que o capitão da Seleção seja convocado para esses próximos jogos. Portugal pode nem precisar de pontuar para garantir o primeiro lugar do grupo. Cabe a Jorge Jesus decidir. Quanto à multa, €255, fazendo as contas por alto, significa qualquer coisa como um minuto de trabalho do jogador do Al-Nassr.
André Ventura acusa o PS de ser cúmplice na crise da habitação, desafia os socialistas a apoiar a proposta do Chega, que quer deduções fiscais no crédito à habitação.
O secretário-geral do PS tinha acusado o líder do Chega de hipocrisia por se mostrar preocupado com a habitação, sendo que viabilizou a Lei das Rendas do Governo com uma abstenção. Em reação a essas críticas, Ventura atira ao que aconteceu com o Orçamento do Estado e a posição do PS. Diz André Ventura que é uma tremenda hipocrisia dar luz verde ao documento sem o conhecer e agora criticar o Chega.
O que seria criticar o Governo na habitação e anunciar a abstenção no Orçamento do Estado sem sequer conhecer as medidas do Orçamento do Estado em matéria de habitação? Se isto fosse hipocrisia, o que seria andar a dizer às pessoas durante o verão que temos que baixar o IVA dos combustíveis, que temos que ter IVA zero no cabaz alimentar, temos que ter medidas de apoio direto às rendas ou ao crédito habitação, mas depois inviabilizar todas essas medidas por dizerem que viola a lei-travão e que apenas podem ser colocadas no Orçamento do Estado.
André Ventura esta tarde na sede do Chega. Diz também que o PS é cúmplice na crise da habitação. Entende que o PS não quer discutir medidas em especialidades, nomeadamente deduções fiscais ao crédito à habitação.
Então temos que decidir que caminho trilhar, se um apoio direto ao pagamento da renda, se um aumento de dedução fiscal do valor da renda. Mas um dos dois tem que ser feito. O que não vale é ignorar o problema, dizer que fora do orçamento ele viola a norma-travão e no orçamento não propor nada para o resolver. A dedução fiscal do crédito à habitação tem que ser uma realidade. O PS vai apoiá-lo ou não apoiá-lo? É isso que nós queremos saber.
O líder do Chega diz que o preço das casas aumentou durante o governo da Geringonça e que quem proteste na rua em Lisboa e no Porto deve lembrar que foi a esquerda que trouxe a maior crise da habitação de todos os tempos. Isto é o que diz André Ventura.
A proposta de alteração à Lei do Arrendamento esteve esta tarde em debate na Rádio Observador. Escutámos PSD, Chega e PS e é patente a falta de entendimento entre os três partidos.
A proposta do governo subiu para discussão na especialidade. O PSD e o Chega assinaram um documento de compromisso para permitir que a nova lei de arrendamento não chumbasse. À Rádio Observador, o deputado do Chega, Francisco Gomes, diz que até ao momento o governo não mostrou a intenção de dialogar com o partido e diz que as exigências do Chega trazem mais humanismo à nova lei.
São linhas muito claras, são linhas do senso comum e são linhas que injetam humanismo e bom senso à intenção do governo de legislar sobre esta matéria. Até o momento, o governo não expressou qualquer esboço de intenção de se esticar e de trabalhar conosco nestas quatro linhas. Se o governo não fizer esse esforço, esta lei não terá qualquer acolhimento da nossa parte e não passará da nossa parte.
Marco Claudino, deputado do PSD, sublinha que a proposta do governo procura aumentar a oferta na habitação e critica o PS por insistir constantemente nas mesmas soluções.
Nós estamos com um problema adicional com vários anos e relativamente ao qual não se pode esperar coisas diferentes com regras iguais. E eu creio que é bastante lamentável, nomeadamente o Partido Socialista, que vê precisamente esta situação ocorrer relativamente às rendas e insiste em manter regras iguais, esperando seguramente resultados diferentes, o que me parece algo ilógico. É preciso mais oferta, mais casas no mercado, quer para venda, quer para arrendamento. E a lei do arrendamento, a reforma que se pretende implementar, tem precisamente esse objetivo.
Frederico Francisco, deputado do PS, também esteve na Rádio Observador esta tarde. O socialista afirma que a nova Lei das Rendas coloca senhorios e inquilinos numa situação de desigualdade.
Mesmo nós admitamos e mesmo que nós aceitemos a ideia de que não há mais casas a arrendar e não há mais oferta de casas para arrendar, porque os senhorios sentem que o risco de colocar uma casa a arrendar é demasiado elevado, portanto, seria preciso examinar isto em detalhe para ver se é de facto verdade ou não. Aquilo que nós não podemos aceitar é que a mitigação e a redução do risco para os senhorios seja aceita à custa de aumentar o risco para os inquilinos e para quem vive numa casa arrendada.
Propostas para a nova Lei do Arrendamento em discussão esta tarde na Rádio Observador. Este Explicador já está disponível em podcast.
E finalmente, há uma decisão sobre o caso Tutti Frutti. 56 arguidos vão para julgamento.
Decisão comunicada esta tarde pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. Há ex-autarcas que vão ter de responder em tribunal. O ex-presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Vasco Morgado, o antigo deputado da Assembleia da República pelo PSD, Sérgio Azevedo, e o ex-deputado do PSD e atual presidente distrital do PSD de Braga e vereador em Barcelos, Carlos Eduardo Reis, estão entre os 56 arguidos que vão a julgamento neste caso. Dos 60 arguidos acusados inicialmente pelo Ministério Público, apenas quatro não seguem para julgamento. Ângelo Pereira, ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo PSD, Inês Drummond, antiga vereadora do município de Lisboa pelo PS, e Yvonne Gonçalves, militante do PSD de Loures, não vão para julgamento. Fernando Branquinho, antigo autarca do Arieiro, era também arguido, morreu em abril deste ano.
E no desporto, há a notícia de um despedimento, Miguel.
Carlos Carvalhal foi despedido esta tarde do Famalicão. O clube da Primeira Liga anunciou que chegou a um mútuo acordo com o treinador de 60 anos. O Famalicão não está bem no campeonato, é sempre terceiro, só venceu um jogo. Este fim de semana foi eliminado na Taça de Portugal pelo Paredes, um clube da Liga 3.
E voltamos a atualizar as notícias às 8 da noite.