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Jornal das 8, com Vasco Malvnazo Correia. Vasco, o líder do Chega vai ser recebido amanhã pelo Presidente da República e vai manifestar preocupação com a polêmica em redor da renúncia do presidente do SIRESP.

André Ventura vai estar com um seguro no Palácio de Belém amanhã, às 11 horas da manhã, espera que o chefe de Estado chame a atenção do governo para o que descreve como suspeitas de corrupção no SIRESP.

Espero poder transmitir ao Presidente da República a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP. Acho que as denúncias que ontem eu próprio tive a oportunidade de divulgar, da adjunta do Ministério da Administração Interna, sobre o relatório do SIRESP, são graves, merecem a atenção quer do antigo primeiro-ministro, quer do Presidente da República, quer dos líderes da oposição. Eu acho que há momentos na vida em que nós, políticos, jornalistas e todos, temos que dizer sim ao escrutínio e não ao medo. E este é um desses momentos. O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP.

Preocupação manifestada por André Ventura, que esteve hoje presente na apresentação de um livro do constitucionalista Carlos Banco de Morais, em Lisboa, que contou com uma intervenção de Pedro Passos Coelho. À entrada para o evento, o líder do Chega desafiava o antigo primeiro-ministro a dizer se concorda ou não com a proposta do partido para a revisão constitucional.

Talvez seja hoje uma boa oportunidade também de se falar nisso. Estamos hoje num livro que se chama "Constituição Fluída", precisamente sobre a revisão constitucional e as alterações à Constituição em coisas importantes e decisivas, como a reforma da Justiça, a reforma do modelo económico que temos, a questão da nacionalidade e da perda da nacionalidade. Hoje era um dia do Pedro Passos Coelho também dizer se concorda com esta revisão constitucional ou se não concorda. Eu diria, mas sou só eu aqui, que perante o projeto que apresentámos, com estas coisas concretas, reforma da Justiça, perda da nacionalidade para quem comete crimes, um novo modelo económico, Pedro Passos Coelho concordaria.

Desafio de André Ventura lançado a Pedro Passos Coelho, eles que estiveram ambos à conversa ainda antes do início deste evento, altura em que, Filipa, o antigo primeiro-ministro pediu mais ritmo ao governo de Luís Montenegro.

E Vasco, Pedro Passos Coelho deixou um aviso ao atual primeiro-ministro.

Diz que quem quer mostrar-se populista sem o ser, só facilita que os populistas cheguem ao poder.

Quando, com medo do populismo, o político do meio se esgue e lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue pelo voto ao Palácio e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele, que não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro lá chegue, normalmente a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada, fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter.

É o que diz Pedro Passos Coelho aqui numa acusação ao governo de Luís Montenegro.

E o apagão de 28 de abril do ano passado foi classificado como evento excepcional pela entidade reguladora do Serviço Energético, por isso não há de dar compensações financeiras por falha de serviços.

O regulador dá assim seguimento aos pedidos feitos pelos dois operadores de rede em Portugal, a REN e a RREDES, na sequência desse incidente que teve origem em Espanha. Apesar desta decisão, os consumidores podem avançar com ações judiciais a pedir indenizações por prejuízos concretos sofridos. Eventuais ações judiciais podem ser intentadas em Espanha ou em Portugal, diz ainda a Entidade Reguladora do Serviço Energético, que remete para o regulamento do Parlamento Europeu, que rege as obrigações extracontratuais. A classificação de evento excepcional já era esperada, sobretudo depois do relatório final dos peritos europeus ter apontado para falhas no controle de tensão do lado da rede espanhola.

E o Parlamento vai ouvir o Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre as declarações de Mike Rubio a propósito da utilização da Base das Lages.

O requerimento do LIVRE foi viabilizado com a abstenção do PSD e do Chega, que ainda assim votaram contra um requerimento com o mesmo fim apresentado pelo Partido Socialista, em causa, como dizia, as declarações do secretário de Estado norte-americano, com elogios a Portugal, em que afirmava que o governo deu autorização para a utilização da Base das Lages no conflito com o Irão, ainda antes de saber qual seria o pedido da Casa Branca. No início da semana passada, o ministro já se tinha declarado disponível para ser ouvido pela Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. Nessa altura, Rangel também anunciou que faria a audição à porta aberta. Hoje, o LIVRE e a Iniciativa Liberal defenderam que, pelo menos em parte, a audição deve decorrer sem a presença da comunicação social. Decisão que cabe agora aos deputados, que ficaram de avaliar esta matéria mais à frente.

E o programa de voluntariado cívico-militar, proposto pelo PSD e CDS para atrair jovens para as Forças Armadas, foi aprovado esta tarde na especialidade.

Com a abstenção do Chega e do PS, que admitiram concordar com o princípio de atrair mais jovens para as Forças Armadas, mas levantaram ainda assim algumas questões quanto à forma como o programa vai ser implementado. Já a Iniciativa Liberal juntou-se aos partidos à direita para aprovar a recomendação ao Executivo, em causa está a criação de um programa com a duração de três a seis semanas, uma dessas partes a cumprir em regime de internato. É destinado a jovens entre os 18 e os 23 anos. O programa de voluntariado, intitulado Defender Portugal, prevê algumas regalias para os jovens que participem, o pagamento de 439 € e também a possibilidade de tirar a carta de condução gratuitamente após a conclusão deste programa.

Vasco, vamos também conhecer os outros temas em destaque a hora.

Gouveia e Melo põe em causa a competência de uma entidade civil para elaborar uma perícia ao navio militar Mondego, a embarcação onde 13 militares se recusaram a cumprir uma missão em 2023, alegando, na altura, razões de segurança. Em causa está uma notícia veiculada hoje pelo "Correio da Manhã" de que uma perícia recente pedida pelo Tribunal Central de Instrução Criminal concluiu que o Mondego não reunia as condições de segurança necessárias. De acordo com o jornal, a perícia foi elaborada pela empresa de consultores de engenharia Navaltec. Ora, em reação, numa resposta enviada à Agência Lusa, o antigo chefe maior da Armada questionou a legitimidade desta entidade civil para decidir sobre um navio militar. Gouveia e Melo considera que o caso está a ser politizado e que o que se pretende é que ganhem o processo fora dos tribunais. Os partidos da direita na Assembleia Municipal de Lisboa rejeitaram a proposta do PS para criar uma comissão sobre o acidente do Elevador da Glória. PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega votaram contra, com os sociais-democratas a justificarem que as vítimas do acidente não precisam de uma luta partidária e que escrutínio e encenação são coisas diferentes. O PS queria conhecer mais a fundo pormenores sobre a indemnização às vítimas e famílias, sobre os inquéritos interno e externo anunciados pela Carris ou sobre a manutenção dos elétricos. Fechamos com o PS, que vai alterar o projeto sobre a transparência dos doadores de partidos, após as falhas que foram apontadas pela Entidade das Contas, para que não haja margem para dúvidas quanto à informação que deve continuar a ser acessível. À Agência Lusa, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, explica que a decisão de atualizar o projeto de lei do partido, depois destes pareceres chegarem, e também depois de críticas do Livre e do Bloco de Esquerda.

Vasco Maldonado Correia com o Jornal das 18.