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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Há um segundo português desaparecido depois das inundações no Nepal e no Tibete. Informação avançada à Rádio Observador pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que garante ainda que a tutela está a acompanhar a situação ao minuto. Os dois desaparecidos portugueses são uma mulher e um homem. António José Seguro já enviou uma mensagem de condolências ao homólogo do Nepal, a título pessoal e em nome do povo português. O presidente da República apresenta as condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação às pessoas feridas. Há já mais de 150 mortos confirmados e pelo menos 500 pessoas desaparecidas. A catástrofe deu-se na sequência de uma avalanche de gelo e rocha que provocou uma enxurrada na zona de fronteira entre o Nepal e o Tibete. O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou já que equipas das Nações Unidas e parceiros humanitários estão a mobilizar mantimentos e pessoas para apoiar as comunidades afetadas. Por cá, Luís Marques Mendes pede humildade democrática ao governo e à oposição. Em Castelo de Vide, na Universidade de Verão do PSD, o antigo líder do partido avisou que não é possível viver em campanha eleitoral permanente e lamenta o clima de crispação constante.
Eu olho às vezes para a vida política nacional e parece que vamos ter eleições nos próximos meses. É tudo num clima de crispação da direita à esquerda, um clima quase de campanha eleitoral. Acho que era importante olhar para estes exemplos, mas não há apenas os exemplos no PSD, há também Mário Soares e outros exemplos. É preciso um pouco de humildade democrática, sentido de responsabilidade, alguns entendimentos políticos, não precisam ser muitos, mas alguns, para o país seguir em frente. O país é mais importante que a circunstância que somos cada um de nós.
O ex-candidato presidencial aproveitou ainda esta ocasião para falar da revisão da Constituição. Marques Mendes considera que não é necessária nem uma prioridade, mas admite que pode ser positiva se for cirúrgica. Ainda antes à chegada à Universidade de Verão do PSD, Luís Marques Mendes falou aos jornalistas, garante que o seu tempo na política chegou ao fim, mas mostra-se disponível para regressar ao comentário político televisivo. Marques Mendes adianta que tem já várias propostas, mas diz não estar com pressa. O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública não garante que Lisboa venha a receber até ao final do ano os 200 agentes pedidos pelo autarca da capital. Luís Carrilho admite que continuam a faltar muitos polícias, não só em Lisboa, mas em todo o país. Em entrevista à Sic Notícias, o diretor nacional da PSP considerou insuficiente o reforço do efetivo policial em Portugal.
Temos feito desde 2024 um grande esforço de aumento do número de polícias na Polícia de Segurança Pública. Insuficiente, em primeiro lugar, para o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, ou melhor, insuficiente, em primeiro lugar, para Portugal. Todos nós queremos mais polícias. Para Lisboa, o grande problema não é o número de polícias que mandamos para Lisboa, é o número de polícias que saem de Lisboa. Nós este ano, com a escola de formação, que acabou em maio, tivemos que, e tomamos essa decisão, as fronteiras são muito importantes, 360 dos polícias foram para os aeroportos. Os outros 190 foram para Lisboa.
O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, que não se compromete com o pedido feito por Carlos Moedas de mais 200 agentes para a capital. O Ministério da Saúde vai decretar serviços mínimos para a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar. A paralisação está marcada para os dias 14 e 28 de setembro. Esta quarta-feira, a ministra da Saúde, a Direção Nacional do INEM e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar estiveram reunidos com o objetivo de chegar a um entendimento para a desconvocação da greve. O encontro terminou sem um acordo, pelo menos por agora. A ministra Ana Paula Martins ainda tem esperança de que a greve venha a ser desconvocada, mas por precaução, já anunciou a marcação de serviços mínimos para os dois dias desta paralisação. Ana Paula Martins, que adianta ainda que na próxima semana o presidente do Conselho Diretivo do INEM vai analisar de forma mais detalhada as reivindicações dos trabalhadores. Ainda antes da ministra da Saúde, falou o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Rui Lázaro admite que existem algumas aproximações entre as partes.
Houve aproximação quanto ao governo conseguir nos garantir que as atuais equipas de emergência médica se mantêm quase na totalidade ou salvo raras exceções, disponíveis para socorrer os cidadãos, que é a nossa reivindicação. Também aproximação no caso das ambulâncias SIV, de que se possa eventualmente avançar com projetos-piloto para análise e posteriormente decisão mais tarde. Nós demonstrámos essa flexibilidade também de receber a contraproposta e analisá-la para tomarmos uma decisão futura.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, em declarações aos jornalistas na tarde desta quarta-feira, na sede do Ministério da Saúde, em Lisboa. Seguimos com a atualidade internacional. Irão e Omã chegaram a um acordo sobre um corredor temporário para navegação no Estreito de Ormuz, mas o atendimento tem várias condições e não significa que o estreito esteja reaberto. Maria Miguel Marques.
O novo corredor começa em águas territoriais iranianas e parte da saída vai ser também feita por águas do Irão. A rota vai ter cerca de 11 km de largura, mas os navios não vão ter passagem livre. Segundo o exército iraniano, as embarcações vão ser sujeitas à vigilância antes mesmo de entrarem no estreito e só podem atravessar com autorização de Teerão. O acordo prevê ainda uma divisão entre Irão e Omã das águas do estreito de Ormuz e das receitas associadas à passagem. Mas ainda não são conhecidos os pormenores sobre a forma como essas receitas vão ser geradas ou distribuídas entre os dois países. Falta também definir as coordenadas exatas do corredor e as regras de utilização. Não é, por exemplo, ainda claro se vai haver navios ou bandeiras impedidos de passar pelo estreito. Apesar do acordo com Omã, o Irão reitera que o estreito de Ormuz continua fechado. Teerão não abre mão das exigências para a reabertura da passagem estratégica para a economia global. Garante que o estreito só pode ser totalmente aberto quando os Estados Unidos cumprirem os compromissos assumidos no memorando de entendimento celebrado em junho. Entre essas condições estão o alívio das sanções e a libertação de ativos iranianos congelados.
A jornalista Maria Miguel Marques, com os detalhes do acordo entre o Irão e Omã para a criação de um corredor temporário no estreito de Ormuz. Donald Trump diz não ter pressa em negociar com o Irão, nem um prazo para retomar as conversações de paz. Em entrevista à Al Jazeera, o presidente dos Estados Unidos diz que Washington leva uma grande vantagem sobre Teerão. Trump volta ainda a falar sobre a situação econômica e social no Irão. Diz que o país enfrenta uma enorme inflação e que a economia iraniana está em colapso. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento defende a retoma das negociações com os Estados Unidos. Numa carta publicada pela agência de notícias estatal iraniana IRNA, citada pela Al Jazeera, Mohammad Bagher Ghalibaf sublinha que negociar com Washington não significa recuar, nem é um sinal de fraqueza. Ghalibaf diz ainda que não se deve considerar uma traição cada conquista alcançada pela equipa negocial e defende que as negociações devem servir para proteger os interesses do Irão, mas também para consolidar os resultados da guerra e garantir a segurança do país. Tempo ainda neste jornal para o futebol. O Benfica entra esta quinta-feira em campo na Dinamarca, frente ao Aarhus. É o último obstáculo para a qualificação para a fase de liga da Liga Europa. Da primeira mão, os encarnados trazem uma vantagem de dois gols, depois da vitória por 3 x 1 no Estádio da Luz. Na antevisão à partida, o treinador das Águias, Marco Silva, afirma que o desempenho no primeiro jogo foi positivo, mas prevê um adversário com pressa para marcar.
A nossa estratégia tática, tivemos muito bem no jogo também. Sei que sofremos um gol completamente evitável no momento que tínhamos bola, mas taticamente tivemos bem, ajustamos algumas questões de posicionamento da nossa linha média, que funcionou também bem. Esperamos um jogo difícil, um adversário que naturalmente vai querer reagir, um adversário que vai querer ter um impacto desde o começo do jogo. E como isso há pouco, é um jogo que vai exigir que estejamos a um nível muito bom para passar.
Marco Silva, que ganhou hoje um novo reforço para o plantel dos encarnados, o internacional português João Palhinha. O treinador do Benfica está satisfeito com mais uma entrada, mas confessa que ainda quer mais.
Quando contratamos um jogador como o João para o nosso clube, é porque acreditamos que vai realmente acrescentar algo importante. Eu tinha falado muito do perfil que procurávamos para aquela posição e nesse aspecto decidimos ir pelo João e é um jogador como todos os outros que tentamos contratar. Eu percebo a vossa questão e a curiosidade por aquilo que são as nossas opiniões e o impacto que pode ter ou não. Quando contratamos jogadores é pra tentar que o Benfica seja mais forte e esse foi o objetivo com o João.
Marco Silva, na antevisão ao jogo frente ao Aarhus. O médio norueguês Fredrik Kaupsness está fora das opções do treinador das Águias devido a uma lesão. Por outro lado, o central Sirkahti está convocado e pode estrear-se de águia ao peito. A partida entre o Aarhus e o Benfica tem apito inicial às 19h desta quinta-feira. O relato e o comentário são para acompanhar aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho neste jornal das 14h. O essencial da informação é atualizado quando forem 14h30.