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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. André Ventura acusa Luís Montenegro de querer cortar pensões e deixa um recado para o novo ciclo político: está preparado para governar. O Chega vai voltar a insistir na descida da idade da reforma, já no Orçamento do Estado e na proposta para expulsão de imigrantes que cometem crimes, a palavras do presidente do Chega, na rentrée política do partido, que Beatriz Félix escolheu Santarém para o fazer.
O Chega escolheu o Centro Nacional de Exposições em Santarém como local para a rentrée política. No cartaz, vários nomes, mas aquele por que todos esperavam era o de André Ventura. À chegada ao palco, aplausos e feitas as saudações, Ventura começa por deixar uma mensagem para o arranque do novo ano político.
Quando chegar o momento, nós estamos preparados para governar.
Pronto para governar, mas sem se declarar adepto da crise política. Num discurso de cerca de 45 minutos, aponta baterias ao governo que, diz Ventura, das duas, uma:
Ou quer impedir a proposta do Chega para descer a idade da reforma para o ano, ou pior, quer cortar pensões.
Ventura levanta dúvidas sobre o timing de apresentação do estudo de Jorge Bravo sobre a Segurança Social.
Isto é divulgado neste momento com um objetivo político: é de impedir a descida da idade da reforma e abrir o caminho para cortar pensões em Portugal.
Por isto, deixa uma garantia: a descida da idade da reforma é proposta não negociável para o Orçamento do Estado para 2027. Na mira de André Ventura esteve também Luís Neves, porque sobre ele apenas houve silêncio de todas as bancadas, mas que o Chega quer quebrar com um inquérito no Parlamento.
O país vai ter uma comissão parlamentar de inquérito que vai investigar esta vergonha do Luís Neves.
E por tudo isto, Montenegro e a perceção que tem do país volta a estar no topo dos visados.
Quem ouvir o primeiro-ministro parece que vive num país cor-de-rosa.
Um país que, segundo André Ventura, está pior e sob ameaça da imigração ilegal. Nesta rentrée houve tempo para antevisões e o presidente do Chega já faz contas às próximas eleições, diz que o objetivo é pintar Santarém de azul, objetivo fixado por André Ventura no início do novo ciclo político em Santarém.
A jornalista Beatriz Félix com o resumo do discurso de André Ventura na rentrée política do Chega, numa noite marcada por críticas ao governo em matérias de pensões, reformas e imigração. O PS ameaça não viabilizar o próximo Orçamento do Estado, caso não haja uma garantia da segurança das pensões dos portugueses. O secretário-geral socialista acusou o governo de querer espalhar o medo com o novo estudo sobre a Segurança Social. Em entrevista à SIC, José Luís Carneiro diz que o déficit na Caixa Geral de Apresentações tem que ser corrigido através do Orçamento do Estado e não através do dinheiro dos contribuintes.
Fique claro, o estudo mistura alhos com bugalhos e não se pode misturar alhos com bugalhos numa matéria tão sensível e é inaceitável que se permita que se instale o medo sobre a segurança das pensões. O saldo da Segurança Social é um saldo positivo e em momento algum o Estado pode pegar nas contribuições dos trabalhadores ou das empresas para pagar o déficit da Caixa Geral de Apresentações, porque esse é um dever do Orçamento do Estado.
E por isso, José Luís Carneiro deixa uma ameaça a Luís Montenegro.
Se não tivermos a garantia, por exemplo, do primeiro-ministro, porque tem que ser uma garantia do primeiro-ministro, com palavra pública, de que garante a segurança das pensões presentes e futuras, nós não temos condições para contribuir para a estabilidade orçamental e para a viabilidade do Orçamento do Estado.
José Luís Carneiro, em entrevista à SIC Notícias, sobre a participação do Estado na REN, anunciada pelo primeiro-ministro na semana passada. O secretário-geral do PS pede mais esclarecimentos ao governo. A esta hora, cinco incêndios considerados mais significativos pela Proteção Civil. Destaque para Alijó, onde o incêndio já provocou cinco feridos ligeiros. O fogo começou às 17h e tem, por esta hora, uma frente ativa. De resto, ficaram feridos cinco bombeiros. O segundo comandante dos Bombeiros de Cem Fens do Douro, João Rocha, espera que a noite ajude a combater o incêndio.
Estamos a iniciar a continuidade aos trabalhos previstos, por forma a que consigamos, no decorrer da noite, com meios técnicos, nomeadamente empinhamento de máquinas de rasto, conseguirmos debelar este foco de incêndio ativo. Temos aqui outra objetividade e uma visão muito animadora para as próximas horas.
O segundo comandante dos Bombeiros dos Cem Fens do Douro, João Rocha, em declarações à RTP Notícias. Adianta que há uma estrada municipal cortada e que não há populações em risco. No terreno estão mais de 90 operacionais e 30 meios terrestres. Seguimos com o incêndio de Arouca, onde as chamas não dão tréguas. Por esta hora há três frentes ativas. Disso mesmo dá conta o segundo comandante sub-regional do Cávado, Bruno Silva.
Parte leste do incêndio tem duas frentes, uma mais a norte, em Telhe, e outra mais a sul, perto de Candal, e depois temos a localidade de Covelo Pavião, que faz a separação. Mas neste momento, estas localidades estão livres de perigo. Depois, uma frente mais a sul, de Candal a Tibilhão. Esta frente já diminuiu bastante de intensidade, também temos alguma humidade, mas de qualquer das formas, as três frentes têm alguma dimensão considerável ainda. Ainda vamos ter algum trabalho durante a noite.
O segundo comandante sub-regional do CAVE, Bruno Silva, em declarações à RTP Notícias, explica ainda que a maior dificuldade, neste momento, são os acessos devido ao tipo do terreno. Por esta hora estão no teatro de operações quase 600 operacionais e perto de 200 meios terrestres. E o incêndio em Boticas está agora com quatro frentes ativas. A informação avançada pelo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, à Agência Lusa. O incêndio deflagrou ontem no concelho, teve durante a tarde de hoje uma reativação. Empenhados no combate às chamas estão agora mais de 300 bombeiros e mais de uma centena de veículos. Daram ainda conta dos fogos de Santo Tirso e de Torre de Moncorvo, que foram dados por dominados nas últimas horas desta quarta-feira. O presidente da Câmara Municipal do Porto quer polícias nas ruas da cidade durante a noite toda. Pedro Duarte diz que o Estado tem falhado e, por isso, em entrevista à SIC Notícias, avança que assinou esta quarta-feira um requerimento para que a PSP passe a estar em permanência em algumas zonas do Porto durante toda a noite. Pedro Duarte explica de que forma quer implementar esta medida.
O que eu quero fazer é poder pagar a polícias atualmente para poderem estar alocados a uma determinada tarefa. Vou lhe dar um exemplo, isso acontece hoje em dia com determinado tipo de entidades privadas. Nós vemos que há polícias que são gratificados, são remunerados para estarem numa determinada função, num determinado local. A Câmara Municipal é uma entidade pública, mas poder também fazer o mesmo que fazem entidades privadas. Nós definimos que durante um determinado horário, neste caso será essencialmente no horário noturno, numa determinada zona da cidade, pelas suas próprias características, nós precisamos ter polícia em permanência. Eu assinei um requerimento, basicamente, que fica à disponibilidade do diretor nacional da PSP, que, espero eu, não impeça que se possa avançar com uma medida em que a Câmara está a assumir. Nós queremos que o Estado cumpra a sua função.
Pedro Duarte, o presidente da Câmara do Porto, em entrevista à SIC Notícias. No desporto, o Benfica defronta esta quinta-feira os dinamarqueses do AGF Kolding para a Liga Europa. Marco Silva diz que o jogo não vai ser fácil e vai exigir que a equipa dos encarnados esteja no melhor nível. Na antevisão da primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da competição, Marco Silva diz que a equipa adversária vai levar o jogo para um lado mais físico, mas sublinha que o Benfica tem de assumir o controle da partida.
É uma equipa que nos irá causar dificuldades, de certeza absoluta. É uma equipa que nos vai obrigar a estar ao nosso melhor nível, de certeza também. É uma equipa que tem capacidade, que gosta de levar o jogo para o lado mais físico. É uma equipa que tem esse carimbo e essa característica intrínseca e para nós é muito importante estarmos a um nível que nos permita ter um controle do jogo, que nos permita saber que são dois jogos que vão se decidir e não só um, mas queremos que o impacto do jogar em casa com os nossos adeptos no jogo que nós vamos precisar para que possamos ter o resultado que nós queremos, que é ganhar.
Marco Silva, depois da conferência de imprensa, ainda antevisão com este jogo, que está marcado para às 20h e conta com emissão especial aqui na Rádio Observador. Ponto final neste jornal das 03h. A informação está de regresso às 03h30.