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Seis horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. A Relação de Lisboa considera fortemente indiciado que o suspeito do ataque com coquetel Molotov à Marcha da Vida ateou o rastilho do engenho antes de o lançar contra os manifestantes. No acordo a que o Observador teve acesso, os desembargadores explicam que o engenho foi lançado num movimento semelhante ao de uma granada na direção dos manifestantes. O engenho não provocou o incêndio, porque a chama se apagou durante o voo, mas a gasolina atingiu várias pessoas, incluindo um bebê de quatro meses. Os desembargadores sublinham o papel do acaso no desfecho deste ataque. Dizem que se a chama não tivesse apagado, dezenas de manifestantes poderiam ter sofrido queimaduras graves ou até mesmo morrido. O Observador apurou que a investigação do Ministério Público deverá terminar até 16 de outubro, data limite da atual prisão do responsável pelo ataque. A relação mantém a prisão preventiva de Nelson Vassalo e considera fortemente indiciadas as suspeitas de terrorismo reunidas pelo Ministério Público. Este é o artigo que faz esta hora manchete em observador.pt, é assinado pelo redator principal Luís Rosa. O governo entrega esta quinta-feira a proposta de Orçamento do Estado no Parlamento, dois dias antes do prazo limite. Por lei, a proposta orçamental tem de entrar formalmente na Assembleia da República até ao dia 10 de outubro. De acordo com uma nota do governo, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai entregar o documento no Parlamento às 14h15. Já às 16h, acontece no Ministério das Finanças a habitual conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado para 2027. Depois de entregue o documento, o Parlamento vai debater na generalidade a proposta nos dias 27 e 28 de outubro. A votação final está prevista para 24 de novembro. O secretário-geral do PS diz não esperar surpresas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 e volta a confirmar a viabilização. Em declarações aos jornalistas em Lisboa, José Luís Carneiro reafirma que o partido não vai empurrar Portugal para um precipício e diz acreditar na palavra do primeiro-ministro e do ministro das Finanças sobre o conteúdo do Orçamento.

Não vejo que o governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar. Naturalmente que se trouxesse cortes das pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde, seriam propostas inaceitáveis, mas estou a crer na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças.

Declarações de José Luís Carneiro depois de ter anunciado na semana passada a decisão de propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2027. O líder socialista foi ainda questionado sobre os alertas de Mário Centeno sobre o aumento da despesa pública. Carneiro diz que é o saldo da Segurança Social que salva o país do déficit e sublinha que o partido nunca vai ser responsável pelo desequilíbrio das contas do Estado. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, critica Mário Centeno, diz que o antigo governador do Banco de Portugal não tem ideias para o país. Em entrevista ao Observador, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o eurodeputado e porta-voz do PSD reagiu ao artigo da opinião de Mário Centeno, no qual o antigo ministro e governador diz que Luís Montenegro tem menos controle nas contas públicas do que José Sócrates. À Vício Suave da Rádio Observador, Sebastião Bugalho diz que Centeno foi habilidoso e critica a falta de ideias.

Lendo aquilo que ele vem dizendo, é que ele não tem uma única ideia para o país. Como devem imaginar, não sou um crítico de autoestima, pelo contrário, pratico bastante. Mas parece-me extraordinário que alguém que foi ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal e presidente do Eurogrupo, tendo tido ambições também no Banco Central Europeu e no FMI, aparentemente rogadas, que a única ideia que tem para o país é ele próprio.

Sebastião Bugalho, em entrevista à Rádio Observador, que vai para o ar na íntegra esta quinta-feira. O social-democrata afasta ainda uma mudança de estratégia no relacionamento entre o governo, o PSD e o Chega. Para Sebastião Bugalho, chegar a acordo com os socialistas seria um bônus para o partido de André Ventura.

O PSD e esta liderança do PSD estão convencidos, e até agora eu não me cruzei com nenhum dado que desmente isso, que esta é a forma mais responsável de preservar o sistema político. Se houvesse uma ambiência de bloco central, seria o sonho de André Ventura, porque faria campanha contra todo o sistema aliado em conjunto, como aliás tenta fazer mesmo quando nós não estamos aliados em conjunto. Então ele já faz essa campanha sem essa ocorrência, imagine se ocorresse de fato.

O eurodeputado e porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, entrevista à Vício Suave da Rádio Observador, gravada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Na atualidade internacional, espera-se um dia de novos protestos estudantis em França. Está marcada para esta quinta-feira à tarde mais uma grande mobilização. As autoridades estão em alerta máximo, temem-se novos confrontos entre os manifestantes e a polícia perante a mobilização. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, dirigiu-se esta quarta-feira ao país e anunciou um pacote de medidas para responder às reivindicações dos estudantes. Entre as medidas estão a resposta à falta de professores, a melhoria das condições nas escolas, a reorganização dos horários e mais transparência no acesso ao ensino superior. Sébastien Lecornu promete ainda reforçar o diálogo com os estudantes. O chefe do governo francês anunciou também um aumento de 1,2 mil milhões de euros no orçamento da educação para 2027, que passa assim a contar com 64 mil milhões de euros. As medidas surgem depois desta quarta-feira, representantes do Sindicato de Estudantes do Ensino Secundário e Universitários terem pedido uma reunião com o primeiro-ministro. Os jovens criticam a falta de medidas concretas por parte do governo e dizem ter propostas próprias para responder aos problemas das escolas que querem apresentar diretamente a Lecornu. A Espanha à noite foi também de protestos e vigílias na sequência da morte de Mari Carmen Abascal. Centenas de pessoas que estavam acampadas na Porta do Sol, em Madrid, abandonaram o local e marcharam até o Congresso dos Deputados. Em frente ao Parlamento, onde na semana passada dois decretos do governo para habitação foram chumbados, os manifestantes gritaram que Mari Carmen não morreu, foi assassinada. A revolta de centenas de pessoas que se concentraram em frente ao Congresso dos Deputados, em Madri, na sequência da morte de Mari Carmen. Houve um minuto de silêncio e foram acesas velas em memória da idosa. Também junto à casa onde Mari Carmen viveu durante 70 anos e de onde foi despejada, no bairro do Retiro, dezenas de pessoas juntaram-se esta noite numa vigília de homenagem, com uma greve geral marcada para o dia 11 de novembro. Os manifestantes prometem não deixar as ruas e continuar a lutar pelo direito à habitação. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, aos 87 anos. Estava hospitalizada desde o dia em que foi despejada de casa, há duas semanas. As imagens da idosa a ser retirada de maca pelos bombeiros, enquanto centenas de pessoas se concentravam junto ao prédio para tentar impedir o despejo, tornaram-na um símbolo da luta contra a crise habitacional em Espanha. David Biléu.

Tornou-se o rosto de uma luta maior. Mari Carmen Abascal tinha 87 anos e vivia há 70 anos na mesma casa em Madri. O contrato de arrendamento tinha sido assinado pelo pai em 1956. Depois da morte do pai, passou pra mãe e quando esta morreu, para Mari Carmen. Mas a lei espanhola não permitia uma segunda transmissão do contrato nas condições em causa. A proprietária recorreu aos tribunais e depois de vários anos de processo e quatro tentativas de despejo, acabou por conseguir retirar Mari Carmen de casa. Foi a 23 de setembro. A idosa saiu numa maca e foi levada para o hospital. O caso provocou uma onda de protestos em várias cidades espanholas contra a crise da habitação. Perante a pressão, foi alcançado um acordo que permitiria a Mari Carmen regressar a casa, mas chegou tarde demais. Mari Carmen Abascal morreu esta quarta-feira no Hospital Gregorio Marañón, onde estava internada desde o dia do despejo.

Entretanto, os principais líderes políticos espanhóis já reagiram à morte de Mari Carmen Abascal, através de uma publicação na rede social X. O primeiro-ministro Pedro Sánchez deixou uma mensagem de pesar à família e aos amigos da idosa de 87 anos. Sánchez enviou ainda um abraço a todos os que hoje sentem esta perda como própria. Também no X, o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, pediu respeito e que a morte da idosa não seja utilizada politicamente. "Nem campanha, nem partidos, nem utilização interessada, não mais pedras no muro", escreve Feijóo na publicação, onde deixa ainda as condolências à família. Mari Carmen morreu esta quarta-feira, duas semanas depois de ter sido despejada da casa onde vivia há 70 anos, em Madri. No desporto, André Villas-Boas perde o bicampeonato no futebol e deixa rasgados elogios a Francesco Farioli. Na edição número 39 dos prêmios Dragão de Ouro, no Pavilhão Rosa Mota, o presidente do Futebol Clube do Porto abriu o evento com vários agradecimentos aos responsáveis das conquistas da temporada anterior, com especial destaque para o futebol. Villas-Boas afirma que Francesco Farioli foi uma grande aposta na temporada passada e destaca o sentido responsabilidade do técnico azul e branco.

O seu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo. O título reflete a competência da sua equipa técnica, o rigor do vosso trabalho e a excelente gestão humana de elementos fundamentais ao dia a dia de uma equipa de futebol. A confiança e a ligação que esta família criou com ele reconhecem também a sua humanidade. Há um ano afirmamos a nossa convicção na sua escolha. Hoje agradecemos a forma como a honrou, sabendo que é o primeiro a exigir cada vez mais de nós.

Com a liderança isolada no campeonato, o presidente dos Dragões pede concentração e rigor no detalhe para a revalidação do título nacional.

Já conquistamos as Supertaças de futebol e de basquetebol, mas queremos mais. Queremos ser campeões nacionais de futebol novamente e voltar a ganhar em todas as modalidades. Isso exige atenção ao detalhe, concentração e humildade para corrigir sempre o que estiver errado. Ser o campeão em título aumenta a responsabilidade, não diminui o trabalho. A união que celebramos hoje tem que continuar nas bancadas, nos balneários e em cada departamento, porque o próximo título não se conquista com a recordação do anterior.

André Villas-Boas, o presidente do Futebol Clube do Porto, na intervenção inicial dos prêmios Dragões de Ouro, num registo do Porto Canal. Ponto final nesta edição das 03:00 a.m.. As notícias estão de regresso às 15:30 em formato síntese.