Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Quatro horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. São quatro da manhã, é tempo de atualizares a informação. A defesa de José Sócrates vai contestar a decisão do tribunal de levar o antigo primeiro-ministro a julgamento. A decisão instrutória do processo foi conhecida esta quarta-feira. José Sócrates e Carlos Santos Silva vão ser julgados por crimes de branqueamento de capitais. À saída do Tribunal de Instrução Criminal, Pedro Dalila diz que não concorda com a decisão da juíza de instrução e sobre o julgamento, que continua marcado para dia 3 de julho, a defesa de José Sócrates reitera que não pode acontecer.

Não há condições para ir a julgamento nenhum. Não há condições em cumprimento da lei para fazer julgamento. Se a lei passar a ser feita pelo Conselho Superior da Magistratura, há condições para tudo. Reval tudo.

O advogado de José Sócrates, à saída do Tribunal de Instrução Criminal, Pedro Dalila, acusa o Ministério Público e o tribunal de fabricarem fatos contra o antigo primeiro-ministro. Um dos agressores do ator do teatro A Barraca também esteve envolvido na morte de Alcino Monteiro há 30 anos. De acordo com o semanário Expresso, o ataque violento contra atores, que aconteceu nesta terça-feira, terá sido organizado pelos Bloods and Honor, um grupo neonazi referenciado pela Polícia Judiciária. Entre os envolvidos no ataque, terá estado um dos homens que organizou o jantar de skinheads, que acabou por culminar no assassinato de Alcino Monteiro em 1995. Isto numa altura em que o Ministério Público já abriu um inquérito a este caso. Esta é uma informação confirmada à Agência Lusa pela Procuradoria-Geral da República. Em relação a estas agressões, têm surgido várias reações. José Luís Carneiro, candidato a secretário-geral do PS, pede uma palavra de tranquilidade por parte do primeiro-ministro.

É nestas alturas que se justifica, do meu ponto de vista, uma palavra pública, por um lado, para repudiar, por outro lado, para dar uma palavra de tranquilidade pública e de esclarecer o que está a ser feito para, o mais rapidamente possível, levar os responsáveis destes atos à Justiça. Eu entendo que quer a administração interna, quer a Justiça, devem pronunciar-se sobre esta matéria, mas é evidente que é desejável que possa haver uma palavra de tranquilidade aos cidadãos, de reafirmação daquilo que são valores fundamentais da vida em sociedade. O nosso silêncio não pode ser cúmplice de atos, atitudes, comportamentos que atentem contra valores fundamentais.

Já do lado do governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros condena os casos de violência que marcaram esta terça-feira. Paulo Rangel lembra também os adeptos do Futebol Clube do Porto que foram agredidos em Lisboa. O ministro pede que se persiga e condene devidamente os agressores.

É algo muito grave. A violência no desporto também é muito grave. Quando estamos a falar de atentados à integridade física, até no caso do desporto, com consequências que podem ter lesões de alta gravidade, quando estamos a falar destes dois casos, são casos obviamente muito graves e que merecem uma perseguição e punição exemplar.

Já do lado do Chega, André Ventura também condena as agressões, mas fala em duplos critérios.

O Chega tem tido desde o início uma política de condenação veemente de toda a violência, seja ela cometida por que lado seja, tenha ela que figura tenha, o Chega é contra a violência, ponto. Não há senãos na violência. A violência deve ser condenável e deve ser condenada. É essa a postura do partido e é isso que continuamos a advogar desde sempre, quer a violência cometida contra grupos sociais, quer contra grupos políticos. Era importante que a sociedade não vivesse numa espécie de esquizofrenia face a isto, em que quando é violência contra a direita é boa e pode-se tolerar, quando é outro tipo de violência, temos que condenar. Não, nós temos que condenar todo o tipo de violência, seja ela contra quem for.

Declarações de André Ventura à margem de uma visita à Feira Nacional da Agricultura, em Santarém. Entretanto, foram agendadas duas manifestações em solidariedade para com o ator Derick Lopes para o próximo domingo, tanto no Porto como em Lisboa. E na política nacional, Aguiar Branco não vê o 10 de junho como uma despedida de Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da Assembleia da República afirma que o chefe de Estado ainda tem muito por fazer como presidente. José Pedro Aguiar Branco recusa falar em saudades antecipadas e diz que ainda há seis meses de trabalho pela frente.

A minha mensagem é que estes seis meses são seis meses muito importantes. Vamos ter duas eleições, as eleições autárquicas e as eleições presidenciais, nem de perto nem de longe, fazem com que o senhor presidente termine o seu mandato agora. E, portanto, vamos esperar, e eu espero, que esse trabalho que ainda tem pra frente o faça com a competência com que nos habituou.

Declarações do presidente da Assembleia da República, que aproveitou ainda para condenar o ataque ao ator do teatro A Barraca. Esta quinta-feira, o Metro de Lisboa vai fechar a partir das 8 da noite, devido a um plenário de trabalhadores. O Metropolitano explica que é convocatória dos sindicatos, apela à participação de todos os trabalhadores e não considera necessário assegurar os serviços urgentes devido aos santos populares. Em comunicado, a empresa considera a iniciativa sindical inédita e inusitada. O Metro de Lisboa afirma que não estão reunidas as condições de segurança para garantir o funcionamento do metro devido à grande procura na noite de Santo António. A empresa destaca ainda que apelou aos sindicatos para reagendar o plenário, tendo em conta o impacto desproporcionado que vai causar. E no desporto, Portugal estreou-se com um empate a zeros no Campeonato da Europa de Futebol, no escalão sub21. A equipa das Quinas não conseguiu desfazer o nulo nos 90 minutos perante a França. Os jovens portugueses voltam agora a entrar em campo no próximo sábado frente à Polónia, neste que é o Campeonato da Europa de sub21, que está a ser jogado na Eslováquia. Até domingo, as temperaturas vão subir gradualmente em Portugal continental. As máximas vão variar entre os 33 e os 40 graus, com valores mais elevados na região do Vale do Tejo, na Beira Baixa e também na região Sul. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera afirma que a situação meteorológica pode fazer aumentar as temperaturas, especialmente no domingo e na segunda-feira, e diz ainda que é provável que durante esse período haja um novo episódio de poeiras com origem no norte de África. O tempo quente pode prolongar-se até dia 19 de junho, em especial nas regiões do interior. Passamos na atualidade internacional. Estão marcados centenas de contraprotestos ao desfile militar marcado por Donald Trump para este sábado. Protestos que estão a ser organizados pelo movimento No Kings, em resposta à parada militar organizada para celebrar os 250 anos do exército norte-americano. É uma data que também coincide com o aniversário do presidente norte-americano Donald Trump. De acordo com a Axios, estima-se que milhões de pessoas se vão juntar aos quase 2 mil comícios em todos os estados norte-americanos. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui. Regressa às 17h. Por agora, fique com a primeira parte do programa Contra Corrente.