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As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Nova polêmica em torno do Ministro da Administração Interna. Luís Neves tem conduzido um carro apreendido pela PJ, que já utilizava enquanto diretor nacional da Judiciária. A informação é avançada pela TVI, CNN e pelo jornal "Nazaré do Sol", que revelam que quando era diretor nacional da PJ, Luís Neves conduzia um Volkswagen Golf. Ora, quando tomou posse como ministro, em fevereiro, pediu essa mesma viatura emprestada à PJ, num regime de comodato temporário, ou seja, um empréstimo gratuito, sem nada em troca. A própria PJ considera que um contrato foi celebrado com o gabinete do ministro. A TVI CNN diz que este mesmo carro se encontra estacionado na casa do ministro e a reportagem explica que o conduz sem motorista ou qualquer tipo de segurança. Avançou ainda que o ministro explicou que tem este carro para usar em circunstâncias excepcionais e urgentes. Na análise, o advogado Miguel Matias diz que estes argumentos invocados pelo Ministro da Administração Interna não têm cabimento.

Esse tipo de argumentos que o senhor ministro já utilizou várias vezes, nomeadamente no que tange ao outro lado, que foi para poupar dinheiro ao Estado, que ele o colocou lá no armazém do amigo, não são permitidos e não têm qualquer justificação. Não é razão dizer que é para poupar dinheiro ao Estado que faz uma coisa dessas. Nós temos operacionais próprios para o exercício de funções, são pagos pelo erário público e preparados para isso.

Explicações do advogado Miguel Matias à Rádio Observador. Falamos agora do orçamento do Estado. O governo garante que está aberto ao diálogo e saúda a disponibilidade responsável do Partido Socialista. Posição transmitida pelo ministro da Presidência durante o briefing do Conselho de Ministros desta quinta-feira. António Leitão Amaro nunca se refere diretamente ao PS e rejeita responder às condições colocadas por José Luís Carneiro.

E, portanto, eu saúdo aqueles, e aquele em particular, que tem mostrado e tem repetido uma disponibilidade que nós acreditamos que é sincera e responsável para chegar a um caminho. Esse caminho, eu diria até, nem era elegante e respeitador dessa disponibilidade, se eu me pusesse a responder aqui, com todo o respeito que tenho por cada um de vós, que não seja em reuniões, no contexto de reunião e, portanto, disponibilidade para o diálogo, por vontade, por gosto e por necessidade.

O ministro da Presidência, que no briefing do Conselho de Ministros voltou a frisar que o Executivo não vai abrir a porta à reforma da Segurança Social, pelo menos até 2029.

Para que não haja dúvidas e fique claro, o governo assume que não fará uma reforma estrutural da Segurança Social nesta legislatura. O dossiê está fechado, eu repito: não há, nem vai haver, nesta legislatura, nenhuma tomada de decisões de reforma estrutural da Segurança Social. O assunto, quanto a decisões, está fechado.

Reação do ministro da Presidência às conclusões do grupo de trabalho que estudou a sustentabilidade da Segurança Social. Leitão Amaro garante que se o governo quiser mexer no setor, vai apresentar um plano, mas apenas em contexto eleitoral. O PS não exige que o Chega fique de fora da revisão constitucional, mas quer um pré-acordo com o PSD. O pedido é feito para garantir que uma eventual revisão constitucional não seja feita somente à direita. No Explicador desta quinta-feira, Rita Tavares afirma que o pedido do PS é feito de um ponto de vista que pode ser considerado estratégico.

Acaba tudo por ser uma parte de uma estratégia política também. É uma tentativa de reorganizar as relações negociais, é tentar valer mais, influenciar mais do que o Chega a governação e obrigar o PSD, que até aqui não tem querido escolher um parceiro preferencial, a fazê-lo de forma clara numa questão que é central e sobre a lei fundamental do país.

Rita Tavares, grande repórter do Observador. Também no Explicador, esteve Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna e membro da Comissão Nacional do PS. Lembra que historicamente PSD e PS sempre constituíram a maioria nas revisões constitucionais, mas que hoje o cenário mudou.

O acordo político sobre o processo de revisão constitucional, naturalmente, só é possível, exige dois terços. Só é possível no quadro daquilo que é um arco democrático, que aliás exige mais do que o PS e o PSD, porque pela primeira vez os dois partidos juntos não têm dois terços para, por si só, rever a Constituição e, portanto, esse acordo tem que ser mais amplo, envolvendo outras forças democráticas.

Eduardo Cabrita, membro da Comissão Nacional do PS no Explicador. Três dos bombeiros que ficaram feridos no incêndio de Arouca estão em estado crítico. Informação avançada ao início da noite pela ULS de Santa Maria da Feira à Agência Lusa. Na madrugada passada, quatro bombeiros da Corporação de Arouca ficaram feridos quando se deslocavam para a zona do incêndio. Quanto ao quarto bombeiro, já foi operado e permanece agora no serviço de urgência. O incêndio de Arouca já foi dado como dominado, mas ainda combatido por quase 300 operacionais e perto de uma centena de meios terrestres. O governo português condena o avanço do projeto do governo israelita para a construção de cerca de 1200 habitações na Cisjordânia. Numa nota publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros considera que a expansão dos colonatos afasta ainda mais israelitas e palestinianos de uma solução de dois Estados. O ministério volta a condenar a violência dos colonos israelitas na Cisjordânia e sublinha que Portugal vai continuar a defender uma paz justa, abrangente e duradoura, em respeito pelo direito internacional. No desporto, o Benfica venceu o Aarhus por 3 x 1, na primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa. Tudo aconteceu na primeira parte. Os encarnados venceram com gols de Rafa, Leandro Barreiro e Pavlidis. Já Jørgensen marcou o único gol dos dinamarqueses. Na flash interview, o treinador das Águias, Marcos Silva, fala numa atitude da qual os adeptos podem ficar orgulhosos.

A atitude foi inegável, novamente, de todos os jogadores, de quem começou, de quem entrou, isso é o mais importante, sem dúvida, depois o resto vem atrás, porque nós vamos trabalhar bem, vamos ter noção daquilo que queremos e depois vamos aliar bons jogos, eu acredito, a bons resultados, como fizemos. Na minha opinião, uma muito boa primeira parte, uma primeira parte de muito bom nível. Parece-me a mim que mais uma vez os adeptos têm que ir orgulhosos daquilo que foi feito, uma vitória importante. Há mais um jogo para jogar na próxima quinta-feira, mas é sempre bom ir com esta vantagem.

As declarações de Marcos Silva, o treinador do Benfica, à Live Mode TV. Também o Sporting Clube de Braga venceu esta noite frente ao Austria de Viena por 2 x 0, a contar para a primeira mão do playoff de acesso à Liga Conferência, gols marcados por Paul Victor e Diego Rodríguez. Notícia de fecho deste jornal das 04h. A informação está de regresso às 05h em ponto, antes a repetição do Contracorrente.