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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna. O agora antigo diretor nacional da PJ substitui Maria Lúcia Amaral, 11 dias depois da antiga ministra se ter demitido. Esta decisão foi conhecida ao início da tarde deste sábado, através de uma nota no site da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa aprovou o nome escolhido pelo Executivo. Vamos agora recordar quem é o homem que passa agora da polícia para a política. Ricardo Lopes.
Luís Neves, 60 anos, licenciado em Direito, entrou para a Polícia Judiciária há mais de 30 anos. Foi até aluno no FBI. Liderava a Unidade Nacional de Luta contra o Terrorismo, quando foi nomeado para diretor nacional da PJ pela primeira vez em 2018. Seis anos depois, foi escolhido por Luís Montenegro para renovar o mandato, que acabaria apenas em 2027. Foi responsável por investigar casos relacionados com a ETA, skinheads e assaltos a caixas de multibanco com materiais explosivos. Tornou-se também num rosto mediático por anunciar a captura de João Rendeiro, ex-líder do Banco Privado Português, fugido na África do Sul.
E da análise de informação que a Polícia Judiciária desenvolveu, verificámos com elevadíssimo grau de probabilidade que João Rendeiro estaria no continente africano, sobretudo no seu hemisfério a sul.
Na altura, o caso ajudou a renovar a imagem da justiça, manchada pela fuga de Rendeiro. Luís Neves foi também responsável por grandes transformações na Polícia Judiciária, que tem hoje praticamente o dobro dos inspetores. No início do ano passado, Luís Neves marcou a agenda quando fez do combate ao discurso de ódio e à corrupção batalhas pessoais. Lembrou, no Parlamento, perante os deputados, que um imigrante não significa um criminoso.
A quem interessa esta temática das fake news? Interessa aos profetas da desgraça e da criação do caos, do caos para pôr em causa o sistema democrático. De facto, aquilo que se fala não corresponde à verdade.
O ex-diretor nacional da PJ foi hoje nomeado para Ministro da Administração Interna, 11 dias depois da saída de Maria Lúcia Amaral.
Perfil de Luís Neves, traçado pelo jornalista Ricardo Lopes, toma posse já na próxima segunda-feira no Palácio de Belém. Ora, o novo ministro já recebeu elogios por parte de outros membros do governo. Estamos a falar do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. Diz que o ex-diretor da PJ partilha da visão do governo para a administração interna e que por isso é um trunfo para o país e para o governo.
Um governo é feito e deve ser feito de pessoas com diferentes competências. Uma importante é que saiba o que está a fazer. É uma pessoa com quem nós trabalhamos há praticamente dois anos e o ministro da Administração Interna que temos, tal como as duas ministras anteriores, conhecem profundamente, e ele conhece, o sistema de segurança interno português. Portanto, contamos com todo o seu conhecimento. E eu acho que para os portugueses é importante saber que têm como governante alguém que sabe muito o que está a fazer e da área que vai governar.
António Leitão Amaro aqui a recordar a experiência de Luís Neves ao leme das decisões do país durante os últimos dois anos, também com o governo. Ora, esta nomeação já motivou reações políticas, naturalmente. Começamos com o Partido Socialista, que diz que o novo ministro da Administração Interna é uma personalidade forte num governo enfraquecido. Considera positiva a escolha do governo. José Luís Carneiro tem a esperança de que Luís Neves seja bem-sucedido num dos ministérios mais importantes do Executivo.
Tenho a melhor das impressões do doutor Luís Neves. Um excelente profissional a quem quero desejar as maiores felicidades. É uma personalidade forte num governo, apesar de tudo, frágil. Espero que ele seja bem-sucedido num ministério que é um dos ministérios mais importantes das funções de soberania. Eu diria que o doutor Luís Neves leva para o governo uma cultura de serviço de Estado. Assim o governo seja capaz de acolher e de integrar essa cultura de Estado.
Esta noite o secretário-geral do PS esteve em Baião, no distrito do Porto, para um encontro com militantes do partido. Já o Chega vai chamar Luís Neves para prestar esclarecimentos no Parlamento. O partido quer ficar a conhecer a estratégia do novo ministro nesta pasta. É o que anuncia o ministro-sombra do Chega, Rui Gomes da Silva.
O Chega vai ser implacável, eu diria, se me permitem a expressão, no escrutínio do novo ministro da Administração Interna. Procederá ao chamamento do senhor novo ministro à Assembleia da República para que sejam esclarecidos, para que seja questionado sobre a estratégia, sobre o caminho que vai seguir e até sobre, talvez, e antecipava aqui, a ideia de que o politicamente correto, a tal ideia de que não há mais criminalidade, que não há mais problemas com tudo aquilo que eu há bocado falei.
Rui Gomes da Silva, que garante que da parte do Chega, o novo ministro vai ser alvo de um escrutínio implacável por parte da oposição. Donald Trump anuncia uma nova subida das tarifas comerciais de 10 para 15%. É uma retaliação à decisão do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, que declarou esta semana ilegais as tarifas impostas pela Casa Branca numa publicação na rede social Truth Social. O presidente norte-americano critica a decisão da Justiça do país e anuncia que vai assim mesmo subir, com efeitos imediatos, a taxa alfandegária para 15%. Esta é uma taxa comercial que se aplica a todos os países que exportam para os Estados Unidos da América. A Ucrânia acusa Eslováquia e Hungria de fazerem ultimatos e chantagens a dois países que ameaçaram suspender o fornecimento de eletricidade de emergência, caso a Ucrânia mantenha encerrado o oleoduto que transporta petróleo russo para os dois países. Através de comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano defende que a possível suspensão do fornecimento de eletricidade é provocadora, irresponsável e ameaça a segurança energética de toda a região. O ministério ucraniano alega assim que, com a concretização da ameaça, os governos da Hungria e da Eslováquia não só estariam a beneficiar o agressor, mas também a prejudicar as próprias empresas. Vamos ao futebol com dois resultados por 3 x 0 nesta tarde de sábado. Benfica e Sporting conseguem vencer e mantêm a perseguição ao líder Futebol Clube do Porto. À mesma hora, Águias e Leões quiseram dividir os gols. O Benfica começou a desenhar o resultado ainda no primeiro tempo. Já o Sporting teve que esperar para os segundos 45 minutos para fechar a contagem. Começamos em Moreira de Cónegos. A equipe do Rui Borges marcou por intermédio de Francisco Trincão, Jérémy Katombe e Luís Soares. Um jogo que para o técnico leonino foi mais do mesmo, ou seja, com o Sporting a dominar do início ao fim.
Moreirense não nos criou qualquer perigo. Controlámos o jogo com bola, que era isso que queríamos também, num campo que até não estava 100% nas melhores condições. Mas a equipe tentou, manteve a qualidade, quis jogar, não se escondeu, procurou, foi ambiciosa, esteve intensa naquilo que era a reação já à perda. Acho que do início ao fim, o Moreira tem dois lances, até depois do 2 x 0, duas aproximações que nos criou algum desconforto perto da nossa baliza. Tirando esses dois lances, não tem absolutamente nada. Controlámos o jogo do início ao fim e acho que a vitória não sofre contestação nenhuma.
O Sporting fica agora à espera do resultado do Futebol Clube do Porto, que joga esta noite de domingo frente ao Rio Ave. Já lá vamos às antevisões dos técnicos, tanto dos azuis e brancos, assim é que é, como dos vila-condenses, mas ainda vamos ao Benfica, que também venceu por três bolas a zero no Estádio da Luz, frente ao lanterna vermelha desta prova, o Aves. Um jogo de estreias a marcar nesta competição. Alexander Bah, Rafa e Enzo Barrenechea escreveram pela primeira vez nesta época o nome no lote dos marcadores desta edição da Liga. Este jogo aconteceu cinco meses depois do encontro da primeira volta, que também terminou num 3 x 0, que marcou a estreia de Mourinho no Clube da Luz. Agora, cinco meses depois, o Special One não tem dúvidas: o Benfica está diferente.
Nós somos mais equipe hoje do que aquilo que éramos quando fizemos o primeiro jogo nas Aves. Somos uma equipe que tem princípios de jogo, agora sim, perfeitamente definidos, em que todos os jogadores, e não só 10, os sabem identificar, os sabem interpretar. E continuamos nesta caça ao ponto. Foi aquilo que fizemos hoje, com uma primeira parte que acaba com o jogo e depois uma segunda parte tranquila da nossa parte.
José Mourinho, que destaca ainda a exibição do lateral José Neto, que também se estreou a titular de águia ao peito. Contas feitas, neste momento o Sporting está a apenas um ponto do primeiro lugar, mas mantém, neste caso, o segundo posto da tabela. O Benfica também mantém o terceiro, no entanto, mais perto do Futebol Clube do Porto. Isto porque os azuis e brancos, que continuam em primeiro lugar, apenas jogam hoje frente ao Rio Ave, 20h30, Estádio do Dragão, com relato e comentário aqui da Rádio Observador. Um relato que será da autoria de Ricardo Loureiro. Na antevisão à partida, o técnico do bloco do Porto, Francesco Farioli, lembra a única derrota dos azuis e brancos para o campeonato frente ao Casa Pia e deixa sérios avisos aos jogadores do Futebol Clube do Porto.
Sobre momentos, tivemos uma má experiência contra o Casa Pia, que também não estava num bom momento e acabou por fazer uma grande exibição. Não são as camisolas que ganham os jogos. Vou dizer o que é óbvio, mas os jogos começam sempre 0 x 0. Vamos enfrentar uma equipe que se preparou bem para vir aqui. Nós fizemos o mesmo e vamos tentar transferir toda a nossa vontade para vencer o jogo.
Já Sotiris Naitopoulos, técnico do Rio Ave, diz que a equipe quer uma equipe mais equilibrada e reconhece que o bloco do Porto é um líder justo.
É uma grande equipe e é um justo líder do campeonato até agora. Esperamos um jogo difícil, um jogo no qual temos de mostrar caráter e a nossa força. Temos que ter um grande equilíbrio emocional, porque vai ser um jogo difícil, com muita pressão.
Apito inicial desta partida entre bloco do Porto e Rio Ave, marcado para às 20h30. No entanto, a emissão especial da Rádio Observador arranca um quarto hora depois, 20h15, relato de Ricardo Loureiro, comentários de Filipe Coelho e Luís Pinto Coelho, também comentários de Pedro Henriques. Vicente Figueira estará a conduzir esta emissão aqui na Rádio Observador. Ponto final neste noticiário das 5 da manhã. Informação regressa às 17h30.