Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Notícias às 19h na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. José Luís Carneiro acredita que vai ser primeiro-ministro e recusa ter um opositor interno. O secretário-geral do PS afirma que já falou com Pedro Nuno Santos e garante que o recebe de braços abertos.

O secretário-geral do PS afasta, assim, a ideia de que está a surgir uma oposição interna não assumida no PS, que possa vir a desafiar a atual liderança mais perto das eleições. Em entrevista à Agência Lusa, José Luís Carneiro mostra-se convicto de que vai a legislativas enquanto líder do PS, quando acontecerem, e confia até que vai ganhar.

Estou firmemente convencido que irei a eleições e que vou ganhar as eleições pra primeiro-ministro.

Sejam elas antecipadas ou no seu calendário.

Quando elas ocorrerem.

A resposta taxativa de José Luís Carneiro. Já sobre o regresso de Pedro Nuno Santos ao Parlamento para reassumir o mandato de deputado, Carneiro afasta qualquer desconforto e revela que já conversou com o ex-líder socialista.

Conversamos na sexta-feira passada e disse-lhe que o acolheríamos de braços abertos e se ele se sente bem hoje no Parlamento, é onde ele deve estar. Ele tem o mandato, tem uma legitimidade e mais, espero que ele se sinta bem, que seja, cujas capacidades e experiência política sejam devidamente valorizadas no trabalho parlamentar.

Esta entrevista à Agência Lusa aconteceu antes das críticas de Pedro Nuno Santos, que na quarta-feira disse respeitar mais José Luís Carneiro do que os taticistas que se escondem atrás da porta, à espera de ventos favoráveis para se candidatarem à liderança do PS. Quanto à recusa de Duarte Cordeiro para integrar os órgãos do partido, José Luís Carneiro afirma que respeita quem tem manifestado divergências pontuais.

Nesta entrevista, o secretário-geral do PS acusa também o governo de asfixia democrática. José Luís Carneiro afirma que o Executivo cria constantemente instrumentos de distração da opinião pública.

E dá exemplos da lei da nacionalidade ou a questão das burcas. O líder socialista defende que o governo devia preocupar-se mais com o dia a dia real dos portugueses.

O que está a acontecer com o governo é que se aplica ao governo aquilo que outrora a doutora Manuela Ferreira Leite falou do governo do PS, da asfixia democrática. É que o governo, se repararem, está a procurar, por um lado, criar instrumentos de distração da opinião pública. Vem com as questões dos estrangeiros, vem com a questão das burcas, vem com a questão da nacionalidade ou o governo ou chega, enfim. Uns de outros, vem com temas que não passam sequer pela cabeça das pessoas que no seu dia a dia estão confrontadas com a necessidade de levar seus filhos à escola, com a necessidade de acompanhar seus filhos no estudo escolar ou com as suas necessidades de irem pro trabalho, de serem valorizados no seu trabalho. Não lhes passa pela cabeça.

José Luís Carneiro considera também que a estabilidade política deve ser uma conquista de Luís Montenegro. Já sobre o presidente da República, o secretário-geral do PS fala numa relação de respeito mútuo, mas admite que podem vir a surgir visões diferentes sobre alguns temas. Revela também que teria todo o gosto em acolher Mário Centeno como militante do partido. Afirma que o ex-governador do Banco de Portugal é um dos grandes quadros do país e que deve ser valorizado.

Depois do chumbo do pacote laboral pela UGT, o governo deu um prazo de mais 15 dias à Central Sindical para se voltar a pronunciar. Há poucas esperanças num acordo, mas ninguém parece querer fechar a porta às negociações.

E assim chegamos a uma nova data para mais uma tentativa de acerto de posições. A ministra do Trabalho marcou para 7 de maio uma nova reunião, ou seja, vai deixar passar o 25 de abril e, sobretudo, o 1 de maio, Dia do Trabalhador e dia de demonstração de força dos sindicatos, com a CGTP a preparar-se para lembrar que se opôs desde sempre ao pacote laboral. Mas, na verdade, João Gama, a percepção do governo é que a UGT não está a levar a sério as negociações e que a possibilidade de um acordo é escassa.

Dentro do Executivo, ouve-se cada vez mais a ideia de que a UGT está, sobretudo, a fazer uma gestão das percepções políticas, em vez de trabalhar pra uma lei melhor. O que é certo também é que a unanimidade dentro do Secretariado Nacional da Central Sindical surpreendeu o governo, uma vez que também a tendência social-democrata acabou por votar contra a proposta em cima da mesa. Esta posição não era esperada no PSD, sobretudo depois de elementos dos Trabalhadores Sociais Democratas se terem reunido na segunda-feira com Luís Montenegro e, como noticiou o Observador, terem depois acusado Mário Mourão de não ter fornecido todos os elementos na negociação. No final de contas, toda a liderança da UGT acabou por concordar com o voto contra, incluindo Lucinda Damaso, presidente da Central Sindical e também vice-presidente do PSD.

Então, e qual vai ser agora a estratégia do governo, João?

Pra já, Carla, mostrar disponibilidade pra negociar até ao limite, não só pra tentar mostrar à opinião pública que o Executivo não foi inflexível nem esteve de má-fé, mas também porque há outro obstáculo que está neste momento sentado no Palácio de Belém. Apesar das nuances que foi introduzindo no discurso, António José Seguro anunciou em campanha eleitoral que vetaria uma reforma da lei laboral que não contasse com o acordo da UGT. Ora, o governo quer mostrar que esgotou todas as possibilidades de chegar a acordo, sob pena de comprar já a primeira grande guerra com o novo presidente da República. Para os patrões, já não há grandes dúvidas de que a negociação está esgotada.

Ou seja, João Gama, nenhuma das partes quer ficar com o ônus de ter rompido as negociações. Depois de nove meses de reuniões, o governo marcou mais uma para dia 7 de maio. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, fala num braço de ferro ao nível da narrativa.

Estão os dois a tentar puxar a corda pro seu lado. E agora, a ideia pública que dá é que, mais do que estarem os dois muito empenhados a chegar a um acordo, tão os dois muito empenhados em passar a imagem pública que a culpa é do outro. E, portanto, mesmo tendo em conta aquilo que são os sinais e a proclamada esperança, quer dum lado, quer do outro, a disponibilidade pra negociar, não se antecipa que daqui venha com facilidade o acordo que aparentemente os dois querem, ou pelo menos o governo quer. E nesse sentido, eu diria que é um braço de ferro pra continuar nos próximos dias

A análise do editor de política do Observador na história do dia.

Este é o artigo que faz manchete desta hora, assinado pelas jornalistas Mariana Lima Cunha e Ana Sanles. Vai ser também o tema do Explicador depois do jornal das 9 h. O governo admite baixar o valor até o qual não será necessário visto prévio do Tribunal de Contas para os contratos públicos. É o que avança à Rádio Observador, o ministro adjunto e da Reforma do Estado.

Gonçalo Saraiva Matias, que foi entrevistado no programa Justiça Cega. A proposta do governo, no âmbito da reforma do Tribunal de Contas, é de dispensar de fiscalização prévia todos os contratos até €10 milhões. A presidente do Tribunal de Contas propõe o valor de €5 milhões. Gonçalo Saraiva Matias não exclui baixar o teto da proposta do governo, mas explica um dos critérios que levou a esse valor.

Há entidades, e estou a pensar, por exemplo, em câmaras municipais de pequena dimensão, que não têm contratos acima dos 10 milhões, mas que também têm uma dimensão muito reduzida. Não têm funcionários, não têm juristas, não têm economistas e, portanto, terão uma enorme dificuldade, até pelos seus reduzidos orçamentos, em adotar os mecanismos de controle interno que nós estamos a exigir para as entidades de maior dimensão. Portanto, foi também a pensar nelas, nessas entidades mais pequenas, nessas câmaras municipais mais pequenas, que nós estabelecemos o limiar dos 10 milhões. Mas evidentemente, há espaço para conversar sobre isto.

Nesta entrevista, o ministro adjunto e da Reforma do Estado garante que nenhum partido, sem exceção, se declarou contrário à lei ou a negociar alterações, incluindo o CHEGA.

Gonçalo Saraiva Matias explica também que o governo não falou previamente com o Tribunal de Contas sobre esta reforma, explica que esse passo cabe ao Parlamento.

Mas lembra que chegou a apresentar a proposta presencialmente a Filipa Calvão, a presidente do Tribunal de Contas.

Todos estes aspetos que eu estou aqui hoje a referir foram, na altura, referidos à senhora presidente do Tribunal de Contas no dia 7 de janeiro. Foi, aliás, a única instituição, até porque entendi que era o respeito que o governo devia ao Tribunal de Contas. Não falámos com outras instituições. Foi a única instituição à qual eu pessoalmente e fisicamente me desloquei para prestar estas informações. As audições formais serão feitas nos termos da lei e da prática legislativa pela Assembleia da República.

Entrevistado no programa Justiça Cega, Gonçalo Saraiva Matias recusa que exista algum conflito entre o governo e o Tribunal de Contas, apesar das críticas da presidente às propostas do Executivo.

Uma entrevista que está disponível na íntegra no site do Observador. Com a ameaça de uma crise no setor da aviação, o governo tem pressa em fechar o processo de privatização da TAP. O futuro acionista privado da transportadora aérea deve ser conhecido até setembro.

O relógio já começou a contar. Os dois interessados na operação, a Air France-KLM e a Lufthansa, têm 90 dias para formularem a oferta vinculativa, o que atira a data de entrega para julho. A Parpública terá depois 30 dias para analisar as propostas e entregar o relatório, o que já coloca a data em agosto. O governo há de escolher a proposta vencedora até o início de setembro. No briefing do Conselho de Ministros, os responsáveis das Finanças e das Infraestruturas não esconderam que o cenário de uma eventual crise no setor da aviação pode ter impacto no processo, mas dizem esperar também que no final do verão, a guerra no Medio Oriente e a crise energética não estraguem mais esta tentativa de venda da TAP. Recorde-se que em 2020 havia negociações para a venda da participação de David Neeleman na TAP à Lufthansa, negociações que caíram por terra por causa da pandemia.

Donald Trump anuncia a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. O presidente dos Estados Unidos acredita num acordo de paz duradouro, mas o embaixador de Israel junto das Nações Unidas avisa que o cessar-fogo não é 100%.

Numa entrevista à CNN, o embaixador garante que, apesar do cessar-fogo, Israel vai responder sempre que se sentir ameaçado. Mesmo depois do anúncio das tréguas temporárias, o Hezbollah disparou mísseis contra o norte de Israel e o exército israelita reivindicou um ataque contra a milícia xiita no sul do Líbano. Ainda assim, o embaixador acredita que a situação está significativamente melhor e diz que agora a responsabilidade de fazer cumprir o cessar-fogo é do exército libanês. O anúncio foi feito ontem à noite por Donald Trump nas redes sociais, depois de negociações na Casa Branca entre Israel e Líbano. Trump garante que os Estados Unidos vão trabalhar com Beirute para se proteger do Hezbollah.

Quanto ao Irão, as últimas horas ficam marcadas por uma nova ameaça do presidente norte-americano. Donald Trump diz que o tempo está do lado de Washington e não de Teerão.

O líder da Casa Branca falou aos jornalistas depois desse anúncio de cessar-fogo entre Israel e Líbano. Trump garante que os Estados Unidos têm o controle total sobre o Estreito de Ormuz e diz que, por isso, a pressão para regressar à mesa das negociações está do lado do Irão.

É incrível o que fizemos. Fiz isso dentro do período de tempo que mencionei, mas não quero apressar-me, porque todas as histórias dizem que o Trump está sob pressão. Não, não estou. Sabem quem é que está sob pressão do tempo? Eles, porque se não conseguirem escoar o petróleo, todas as infraestruturas petrolíferas vão rebentar, porque não têm onde armazená-lo.

Em declarações esta noite na Casa Branca, Donald Trump referiu que o cessar-fogo em vigor é um sinal promissor nas negociações. No entanto, não se quis comprometer com um fim definitivo.

Temas para analisar no Domínio da Guerra desta manhã com o major general Arno Moreira, depois da síntese das 9h30. O Torriense está de regresso à final da Taça de Portugal, 70 anos depois da única presença no Jamor. A equipa de Torres Vedras venceu ontem à noite o Fafe por 2 x 0.

É a sétima vez na história que uma equipa fora da Primeira Liga consegue chegar ao jogo de todas as decisões na Taça de Portugal. Segue-se agora o Sporting na final e o técnico Luís Tralhão não esconde o desejo de vencer.

Eu adorava que acontecesse. Vamos trabalhar para isso, mas tenho consciência e temos que ter todos consciência queQue é uma tarefa bastante difícil. Estamos a subir a montanha, mas agora parece que estamos a chegar ao topo e ainda subiu mais um pouco. Vamos fazer os possíveis para ter um jogo, na medida do possível, bastante equilibrado, organizado, ler bem aquilo que são as forças do Sporting e poder contrariá-las com aquilo que são as nossas armas.

Do outro lado, foi eliminado o Fafe, mas para a história ficam as três equipes da Primeira Liga que foram eliminadas pela equipe minhota. O treinador Mário Ferreira descreve o trajeto da equipe com muito orgulho.

Sabemos que tínhamos um adversário de muito valor aqui, porque estamos a falar de um clube com uma estrutura muito superior à nossa, com uma luta neste momento para subir à primeira divisão, com valores individuais fantásticos em plantel também. Agora, destacar também o orgulho da nossa equipe e o trajeto que fizemos.

Mário Ferreira, o treinador do Fafe, à Sport TV. A final da Taça de Portugal fica assim fechada entre Sporting e Torriense. Joga-se no dia 24 de maio. Ainda no futebol, mas na Primeira Liga, Alverca e Arouca abrem hoje a jornada 31 do campeonato.

São agora 07h14, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira?

O Parlamento vai enviar ao Ministério Público o depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM. O requerimento do CHEGA foi aprovado com os votos a favor do PS e a abstenção do LIVRE, PSD e Iniciativa Liberal votaram contra. O CHEGA acusa Ana Paula Martins de mentir e de falta de vergonha. Em causa, as versões da ministra e de entidades ligadas ao INEM a propósito da greve dos técnicos de emergência médica em novembro de 2024. Destaque também para a Operação Babel. O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, Patrocínio Azevedo, fica a conhecer hoje a decisão do tribunal. É um dos 16 arguidos no processo, que está relacionado com uma alegada viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia. A leitura do acórdão está marcada para às 09h30, no Tribunal de Vila Nova de Gaia, mais de um ano depois do início do julgamento, sendo que hoje os procuradores do Ministério Público cumprem um dia de greve nacional, protesto convocado pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que exigem que o concurso de colocações deste ano não inclua lugares com a acumulação de áreas funcionais. Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia concluem hoje, no Chipre, a cimeira informal para discutir os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. Para hoje está previsto o momento mais simbólico da cimeira, um encontro com os líderes do Líbano, Egito e Síria, com o príncipe herdeiro da Jordânia e com o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo. O governo português está representado por Luís Montenegro, o primeiro-ministro. A vida não anda fácil, todos os centimos ajudam. Agora imaginem o que era deitar as vossas poupanças para o lixo sem querer.

Sem querer. Não é com intenção.

Há quem, enfim.

Eu agora não quero isto para nada.

Cada pessoa é centrado.

Aqui não foi assim. Em Itália, um comerciante juntou €7.000 em dinheiro vivo, foi guardando, colocou dentro de um envelope e por engano, o envelope foi para o lixo.

Dava em mudança, se calhar, achou que era tralha.

Pois, olha, vê lá, tem cuidado.

Aquelas papeladas.

Isto é só papel, não.

Mas conseguiu recuperar o dinheiro?

Sim, conseguiu. Contactou-se autoridades que deram início a uma enorme operação de busca do envelope nos serviços de recolha do lixo. Imaginem, a tarefa não deve ter sido nada agradável, mas encontraram o envelope, estava intacto e com €7.000 em notas.

No meio do azar, muita sorte.

Não foi triturado.

Exatamente.

O lixo tem muito valor, é só para vocês saberem.