Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Hoje é dia de debate quinzenal na Assembleia da República. O primeiro-ministro volta ao Parlamento, um dia depois da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. O debate quinzenal com Luís Montenegro é, desta vez, aberto pelos partidos. Começa às 10h e acontece um dia depois do Ministro das Finanças apresentar a proposta do Orçamento do Estado para 2027. O PS já anunciou a abstenção, mas agora levanta várias dúvidas. Os socialistas querem perceber se o governo cumpriu duas das condições definidas para viabilizar o documento: o investimento na conclusão de projetos do PRR e a recuperação dos prejuízos causados pelas tempestades. Na resposta, o Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, entende que o PS, perante a abstenção já anunciada, não pode agora desvirtuar o orçamento.
O Partido Socialista assumiu a responsabilidade de se abster e, com isso, viabilizar o orçamento. Não pode agora desvirtuar. O orçamento que entra tem um superávit. É muito importante para o país, até dada a situação internacional, que o orçamento que sai do Parlamento, depois da especialidade e da votação, mantenha esse equilíbrio das contas públicas, mantenha a redução da dívida pública e que não seja desvirtuado, porque isso seria uma enorme irresponsabilidade que o país pagaria caro.
O apelo do Ministro das Finanças ao PS, numa entrevista ontem à noite, à SIC. No mesmo sentido, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, deixa um voto de confiança aos socialistas.
Confio muito na responsabilidade, designadamente em matéria orçamental, do Partido Socialista. O Partido Socialista tem um histórico que nós conhecemos, um histórico que levou o país a momentos de grande dificuldade, levou o país a uma pré-bancarrota. Eu estou absolutamente convencido que essa página foi virada e essa rota foi transformada e o Partido Socialista sabe hoje a importância de termos contas públicas sãs e justas, como eu gosto de dizer. Portanto, estou manifestamente tranquilo de que isso não acontecerá.
Hugo Soares, tranquilo, ontem à noite, na CNN Portugal, depois da apresentação do Orçamento do Estado no Ministério das Finanças. Destaque agora para a reação da oposição, da esquerda à direita. Os partidos criticam, sobretudo, a falta de medidas para fazer face ao aumento do custo de vida. E também a falta de investimento em alguns setores. A oposição não gostou do que ouviu e alerta que o documento apresentado pelo governo vai aumentar a despesa pública. João Lourenço.
André Ventura ainda não oficializou o sentido de voto do Chega na votação do próximo orçamento, na generalidade. No entanto, o presidente do partido deixa pistas.
É muito claro que é um mau orçamento e que é um orçamento que não corresponde às necessidades das pessoas. O Chega também não é muleta do governo, nem quer ser.
António Mendonça Mendes, do PS, não se atravessa com qualquer garantia para a votação final e promete estar atento a duas garantias.
Garantir que todos os projetos que estavam no PRR deveriam ser continuados e, em segundo lugar, que os prejuízos das tempestades que abalaram o país no início do ano, os investimentos desses prejuízos também teria que estar no Orçamento do Estado.
A Iniciativa Liberal avança com o voto contra. Mário Amorim Lopes acusa o Executivo da AD de ser igual ao governo de António Costa no aumento da despesa.
Se quer aliviar o bolso dos portugueses, fazendo o esforço devido do lado do Estado, ou se não está para isso, não tem vontade, não tem capacidade, não tem coragem para o fazer e, portanto, mantendo tudo como está, naturalmente, nós não podemos acompanhar.
Isabel Mendes Lopes, do LIVRE, considera que o governo tem as prioridades trocadas.
Continua a escolher dar baixas de impostos, borlas fiscais, a quem, na verdade, menos precisa.
Já o PCP diz que todos os partidos que viabilizem o orçamento vão ser responsáveis por acentuar as desigualdades do país.
Um orçamento que não dá resposta, que acentua desigualdades e injustiças. Quem viabilizar este orçamento e quem o apoiar é também responsável pela degradação das condições de vida.
Ainda no tom de críticas, o PAN acusa o governo de desinvestir no combate às alterações climáticas. O Bloco de Esquerda afirma que o orçamento dá migalhas a quem trabalha. O JPP pede para que a Madeira não esteja anualmente a estender a mão a Lisboa.
João Lourenço, com as críticas dos partidos da oposição à proposta do Orçamento do Estado do governo, críticas que devem ser repetidas no debate quinzenal desta manhã. Já o PSD e o CDS dizem que este é o orçamento que o país precisa e que vai ajudar Portugal a crescer do ponto de vista da economia. Vamos agora aos destaques do Orçamento do Estado para 2027. Desta proposta, salta à vista a atualização dos escalões do IRS. Carla, importa, por isso, percebermos como é que isto vai afetar as nossas contas no fim do mês. E de acordo com o documento que foi apresentado pelo governo, os portugueses vão pagar menos impostos em 2027. Maria Miguel Marques explica o impacto deste orçamento no bolso das famílias e também das empresas.
Vejamos o exemplo de um trabalhador solteiro, sem dependentes, que tenha um rendimento bruto de 1.500 € por mês. Este trabalhador poupa, a partir de janeiro, 102 € por ano em IRS, comparando com os escalões que foram definidos no anterior Orçamento do Estado. No caso de um contribuinte casado, com dois dependentes, que tenha o mesmo rendimento, pode pagar menos 204 €. Estas são as contas da consultora PwC, feitas a pedido do Observador, com base nos novos escalões de IRS apresentados pelo governo para 2027. Só que em setembro, o governo também apresentou um diploma, que ainda não foi aprovado, mas que prevê que sejam aplicadas aos rendimentos de 2026 as taxas de cada escalão, no mesmo valor que agora se propõem para 2027. Ou seja, as taxas para o próximo ano são as mesmas que as desta proposta. Os limites mínimos e máximos de cada escalão é que foram atualizados em cerca de 4% e, por isso, vão ter mais algum impacto positivo para todos os contribuintes, dada a progressividade dos impostos.
Fica na dúvida como podemos comparar a tributação em IRS, dado que se pode comparar as novas tabelas com as taxas previstas para este ano, ou então com as taxas de setembro, que ao que tudo indica, vão ser aprovadas e aplicadas ainda retroativamente nos rendimentos do ano em curso. Maria Miguel Marques a dar conta das alterações no IRS que os portugueses devem sentir a partir de janeiro, caso a proposta do Orçamento do Estado seja aprovada. E na análise, a editora de economia do Observador fala numa proposta cautelosa por parte do governo da AD. Alexandra Machado explica que o Executivo apresentou medidas que devem gerar pouca contestação no Parlamento.
Foi uma proposta que me parece muito cautelosa e minimalista. E cautelosa no sentido de não ter grandes margens para contestação parlamentar, o que é importante nos tempos que correm, em que há uma minoria parlamentar. Contestação parlamentar e que obriga grandes esforços de negociações na Assembleia entre PSD e CDS, que são os partidos que apoiam o governo na Assembleia e os restantes partidos, sendo que certo que o PS já disse que viabilizaria este orçamento, mas ainda assim era importante que tivesse alguma cautela na produção do documento.
A análise da editora da economia do Observador na história do dia. O Parlamento vai debater na generalidade esta proposta nos dias 27 e 28 deste mês. A votação final global está prevista para 24 de novembro. E pode saber mais sobre o que muda no IRS e como o orçamento vai mexer no bolso das famílias no nosso site. Uma nova sondagem coloca o Chega em primeiro nas intenções de voto dos portugueses. O PS passa para segundo e a AD continua em queda. São as principais conclusões do barômetro Dax Images para o Diário de Notícias. Os dados mostram que nos últimos 20 dias, o Chega ultrapassou o PS na intenção de voto para as legislativas. O partido de André Ventura soma agora 30,7% contra os 28,9% dos socialistas. Esta subida acontece depois do Chega centrar as atenções na criação da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. Já a AD continua a dar sinais de desgaste. Fica em terceiro nas intenções de voto, 21,7%, são menos 0,2 pontos percentuais face a setembro. Este barômetro Dax Images para o Diário de Notícias mostra também que André Ventura é agora visto com mais confiança para primeiro-ministro, com uma maior distância para José Luís Carneiro. Luís Montenegro mantém-se como a terceira escolha dos portugueses inquiridos neste estudo. E Carla, o Prêmio Nobel da Paz de 2026 vai ser anunciado esta manhã, quando forem 10h. Este ano, há 287 candidatos. Não se sabe quem são. Sabe-se apenas que são 208 pessoas a título individual e 79 organizações. Este número é muito inferior ao ano passado, quando se contaram 338 candidatos para o Nobel da Paz. A poucas horas de ser anunciado o galardoado, vamos ver quem são os favoritos. Carlos Pedro.
E para isso é preciso olhar para os mercados de apostas. No topo dos favoritos aparece uma organização que presta ajuda na guerra civil no Sudão, conhecidas como salas de resposta a emergência. São uma rede de grupos comunitários criada para prestar assistência humanitária à população durante o conflito. Esta é uma das organizações na lista, mas não é a única. A Save the Children ou o ativista ucraniano Mykola Kuleba também podem ser distinguidos se o Comitê Nobel quiser chamar a atenção para as crianças vítimas dos conflitos. Entre os favoritos aparecem também o Tribunal Internacional de Justiça, o Tribunal Penal Internacional e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas.
Carlos, o Prêmio Nobel deste ano também pode ir para o espaço.
É outra das hipóteses que está a ser valorizada, a eventual distinção da Estação Espacial Internacional, vista como um exemplo da construção de pontes e do diálogo entre as nações. Mesmo com as guerras no planeta, Estados Unidos, Rússia e a União Europeia têm conseguido trabalhar em conjunto na exploração do espaço.
Carlos, mas vamos também aos títulos individuais. Donald Trump vai estar particularmente atento ao anúncio do Comitê Nobel, até porque já voltou a dizer que merecia o prêmio este ano.
É verdade. Ainda ontem afirmou que já resolveu oito guerras. Embora o nome do presidente dos Estados Unidos não apareça como favorito, o certo é que os líderes de Israel, Camboja e Paquistão revelaram que voltaram a nomear Donald Trump e, por isso, o nome do presidente dos Estados Unidos vai ser considerado. No ano passado, a vencedora foi a venezuelana Maria Corina Machado, que acabou por entregar a medalha do Nobel a Trump numa visita a Washington. Mas se olharmos para as casas de apostas, há, de facto, um norte-americano entre os favoritos, o Papa Leão XIV.
Carlos Pedro, olhar para os principais favoritos ao Nobel da Paz deste ano. O anúncio vai ser feito quando forem 10h. Vai ser na Noruega. São agora 7h11. Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira? A FENPROF apresenta hoje uma queixa-crime contra o ministro da Educação junto da Procuradoria-Geral da República. Em causa, as declarações de Fernando Alexandre, quando o governante acusou a estrutura de tudo ter feito para que o processo de classificação digital dos exames nacionais corresse mal. A Federação Nacional dos Professores considera as afirmações insultuosas. A queixa vai ser entregue às 15h. A FENPROF quer que as autoridades apurem os fatos que sustentam as acusações e avaliem a eventual relevância jurídica. Dois cidadãos portugueses foram detidos pelas Forças de Defesa de Israel na Cisjordânia ocupada, uma zona rodeada por colonatos israelitas. A informação é confirmada ao Observador pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Um dos portugueses é jornalista. O gabinete de Paulo Rangel assegura que a representação de Portugal em Ramallah está a acompanhar de perto a situação em contacto com as autoridades israelitas. Destaque também para a reação da mãe de Cristiano Ronaldo à polêmica a envolver o filho. Revela que foi contactada assim que Ronaldo deixou o estágio na Noruega. Dolors Aveiro admite que o filho podia ter saído pela porta grande, mas da forma como tudo aconteceu, saiu pela porta pequena. Em declarações à revista TV Sete Dias, considera que não se está a dar o devido valor ao filho e queixa-se da falta de empatia para com o jogador. O Campeonato de Futebol está de volta. O Sporting joga hoje no terreno do Sporting Braga e procura voltar às vitórias na Liga. O jogo está marcado para as 20h15. Vai ter relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. E já andávamos aqui a falar nisto, mas vocês estão muito fortes no ginásio. Todos os dias a malhar de manhã e à noite.
Quatro, cinco horas.
É. Mas mesmo assim, se calhar não vão chegar aos calcanhares de uma avó, 61 anos. Avó nova, no Canadá. Ela fez uma prancha durante cinco horas.
Cinco horas?
Fico assim, Mateus.
Cinco minutos? Eu dois minutos e já estou a tremer.
Eu vi estas imagens e eu estava mesmo parva.
Cinco horas.
Como é que elas aguentam cinco horas? Como é que ela saiu depois de cinco horas em prancha? Rígida. Ela ficou muito tempo deitada. Eu desisti.
Retiraram-na.
Rígida. Ela bateu o recorde do Guinness, portanto a detentora da distinção. Já em 2024, tinha feito quatro horas e meia, mas conseguiu bater este recorde.
Mas por quê?
Não sabes por quê?
Não, lógico que não. Sabes que eu tinha visto as imagens, mas não tinha percebido que era uma senhora de 61 anos.
Eu percebi.
Que ainda faz disto mais um...
Mas quem faz prancha assim, nem parece que tem 61 anos.
Pois não, eu não lhe dava mais de 42.
Mas a forma como saiu de lá, dava 80 e ainda.