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Ana, são 8 horas. Notícias às 8, uma edição do jornalista Luís Soares. O Ministro da Administração Interna conduz um carro que foi apreendido pela Polícia Judiciária. Em causa pode estar uma violação dos protocolos de segurança.

É mais uma polémica a envolver Luís Neves. O ministro dispensa motoristas e seguranças e conduz a viatura de serviço que já conduzia quando liderava a Direção Nacional da Polícia Judiciária. De acordo com a investigação da TVI, CNN e Nascer do Sol, é um carro desportivo apreendido pela PJ num processo-crime e que foi cedido ao Ministério da Administração Interna, em regime de comodato. De acordo com a reportagem, a condução do próprio carro de serviço constitui uma violação da norma associada à avaliação de segurança, que lhe foi atribuída pelo Serviço de Informações de Segurança quando entrou para o governo, o grau três de uma ameaça pública numa escala de zero a cinco. O ministro justifica a utilização do veículo. Luís Neves diz que desta forma poupa dinheiro ao Estado e tem mais autonomia em situações de emergência.

Na análise, o advogado Miguel Matias discorda dos argumentos invocados pelo ministro da Administração Interna.

Em declarações à Rádio Observador, Miguel Matias explica que o argumento de poupar dinheiro ao Estado não se justifica neste caso.

Esse tipo de argumentos que o senhor ministro já utilizou várias vezes, nomeadamente no que tange ao outro lado, que foi para poupar dinheiro ao Estado, que ele o colocou lá no armazém do amigo, não são permitidos e não têm qualquer justificação. Não é razão dizer que é para poupar dinheiro ao Estado que faz uma coisa dessas. Nós temos operacionais próprios para o exercício de funções, são pagos pelo erário público para isso, são preparados para isso.

Análise do advogado Miguel Matias, que diz, no entanto, que em princípio não há qualquer problema sobre a questão do comodato, o regime ao abrigo do qual Luís Neves utiliza esta viatura.

Este vai ser também o tema do Explicador, depois do Jornal das 9. Connosco vai estar Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados. A nova vacina experimental de combate ao cancro de pele exige alguma cautela, é a opinião dos especialistas, Luís, ouvidos pelo Observador.

As farmacêuticas Merck e Moderna anunciaram esta semana que está na última fase de ensaios clínicos uma vacina experimental dirigida a doentes com melanoma, um tipo de cancro de pele em estado avançado. Os especialistas destacam os resultados positivos da amostra dos testes destas vacinas contra o cancro de pele, que envolveram mais de mil participantes, mas também pedem cautela. O investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, Bruno Sarmento, diz que são precisas mais evidências de que a vacina vai de facto funcionar.

Devemos ser cautelosos porque não estamos a falar de uma cura. Nós estamos numa fase três, portanto, precisamos aumentar o número de pacientes, isto é sempre um estudo que demorar tempo. Estamos a falar de um tratamento que pode ir entre meio ano até um ano. Isto é um regime cruzológico em que a um paciente é dado nove tomas desta vacina e depois continua a fazer a imunoterapia. Portanto, o período de um ano, diria eu, é o mínimo para nós conseguirmos ter um resultado muito mais palpável, mas de facto os resultados são muito promissores.

O investigador Bruno Sarmento, na história do dia de hoje, diz que é preciso pelo menos mais um ano para obtermos resultados mais concretos sobre esta nova vacina dirigida a doentes com melanoma, um tipo de cancro de pele. Ainda assim, os especialistas admitem que há razões para otimismo a longo prazo.

Poucos dias depois de ter anunciado a decisão de vedar o Jardim do Morro, a autarquia de Gaia acabou por recuar com o projeto.

Os moradores até elogiaram a medida que vinha responder a alguns receios de insegurança, mas afinal a ideia não vai ser concretizada. O Miguel Pinheiro Correia esteve no Jardim do Morro, em Gaia, onde ouviu as opiniões de quem o frequenta quase todos os dias. A música dos artistas de rua é som de fundo habitual no Jardim do Morro. Entre as conversas dos turistas, estrangeiros ou portugueses, a polémica sobre a vedação não é assunto.

Limpo está, não se vê nada no chão assim de especial e acho que está airoso. Está um jardim bonito, pelo menos eu gosto.

É um sítio lindíssimo, a gente gosta de estar aqui. Hoje não está muito solinho, mas quando se está solinho é espetacular.

O espetáculo é diferente aos olhos dos moradores. Para eles, o jardim vai da noite ao dia. É que o pôr do sol, que atrai milhares, também tem desvantagens.

Eu acho que desde a pandemia começou a haver muito mais movimento e há muito turismo e não só, e muita gente que vem, sobretudo para ver o pôr do sol, mas acho que depois também fica muita gente. O que eu noto é que depois de manhã o jardim está, de facto, muito sujo.

O problema é mais à noite, tanto que eu à noite deixei de frequentar o jardim. À noite é terrível.

Por isso, a Câmara de Gaia quis ir a jogo e prometeu vedar o espaço. O Jardim do Morro passaria a ter horário de entrada e ficaria fechado de noite. Mas apenas três dias depois do anúncio, o vice-presidente recuou.

Como foi uma ideia minha e como percebi que a polémica se instalou e como eu não pretendo estar na política com polémica e com a acintuosidade da nossa sociedade, com a agressividade da nossa sociedade, a ideia não vai avançar.

Firmino Pereira assumiu-se como único responsável do projeto que não chegou a comunicar aos restantes membros do executivo. Argumentou que tinha o apoio dos moradores e que só pelas críticas da oposição não foi possível avançar.

A política hoje faz agitar e crispar a sociedade e a intolerância está exponenciada ao ponto máximo. Esta ideia do Jardim do Morro, que existiu, foi exponenciada por alguns agentes políticos na tentativa de a contrariar.

Tentativa acabou por ter sucesso. A oposição criticou a falta de debate público e o projeto pessoal do vice-presidente caiu por terra. Se há consenso de que o Jardim do Morro precisa de melhorias, a solução já não passará por fechar o espaço. A reportagem do Miguel Pinheiro Correia, para já fica tudo na mesma no Jardim do Morro, em Gaia.

São 08:07, daqui a pouco há Momentos de Glória. Primeiro, as últimas que marcam a atualidade.

Nos Açores, quatro viaturas com elementos da PSP foram danificadas por populares em Rabo de Peixe, na Ilha de São Miguel, o que levou os agentes a efetuar disparos para o ar. Em comunicado, o Comando Regional da PSP dos Açores explica que a ocorrência se verificou no final da manhã de ontem, após a realização de uma operação policial que culminou com a detenção em flagrante delito de oito suspeitos do crime de tráfico de estupefacientes. A Rússia atacou esta noite a fronteira da Ucrânia com a Moldávia, é o que confirmam as forças de Kiev. De acordo com a imprensa ucraniana, é o segundo dia consecutivo de ataques da Rússia contra a mesma fronteira e acontece após notícias darem conta de que Vladimir Putin pretende recuperar influência na Moldávia. O Benfica venceu ontem os dinamarqueses do Aarhus por 3x1 no Estádio da Luz. Está agora mais perto do apuramento para a fase regular da Liga Europa. O jogo da segunda mão do playoff de acesso é na quinta-feira. O Sporting de Braga também entrou a vencer, mas no playoff da Liga Conferência, venceu o Austria Viena por 2x0.