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Boa semana, são 9:01. As notícias com o jornalista Luís Soares. São mais de 750 os operacionais que estão neste momento a combater os fogos ativos no norte do país. A Proteção Civil indica que o combate às chamas correu bem durante a noite, que os meios vão ser reforçados esta manhã.
São quatro incêndios localizados em zonas de difíceis acessos. Vai ser reforçado o combate com meios aéreos para o combate aos incêndios que há em Trás-os-Montes, nomeadamente Torre de Moncorvo e Boticas, onde se concentra a maioria dos operacionais no combate às chamas. São meios que chegam a qualquer momento ao terreno, como explica à Rádio Observador, José Miranda, oficial de operações da Proteção Civil.
Agora, a partir do início desta manhã, vamos empenhar alguns meios aéreos para diferentes locais onde nos foi solicitado. O que é também de referir e importante é que não temos qualquer registo de vítima durante a noite e início desta manhã, nem afetação de estruturas.
De resto, a esta hora já começam a chegar meios aéreos ao teatro de operações, com um meio aéreo em Torre de Moncorvo e também um meio aéreo no Marco de Canavezes. José Miranda, oficial de operações da Proteção Civil, diz também que a noite de trabalhos foi favorável aos bombeiros, mas que ainda há muito trabalho a fazer ao longo do dia de hoje.
De uma forma muito geral, houve alguma recuperação e favorecimento também no empenhamento dos meios terrestres que foram empenhados nos diversos teatros de operações. Portanto, não tivemos situações que agravaram durante o decorrer da noite. Até algumas das frentes foram dominadas, conforme aquelas que eu disse que ainda estão em atividade, o que é perfeitamente normal também devido já à área atingida.
O ponto de situação feito à Rádio Observador pelo oficial de operações da Proteção Civil, José Miranda. Nesta altura, os incêndios que mais preocupam estão em Trás-os-Montes, nomeadamente em Torre de Moncorvo, Bragança, onde há mais de 330 operacionais e já um meio aéreo, também em Boticas, distrito de Vila Real, onde estão mais de 230 operacionais também no combate às chamas. Há outras duas ocorrências também sinalizadas pela Proteção Civil em Ponte de Lima e também no Marco de Canavezes, neste caso, já com um meio aéreo no combate a este incêndio que começou no dia de ontem.
Na rentrée política do PS, o secretário-geral socialista acusa o governo de ser ineficaz perante as adversidades e de governar com insensibilidade. José Luís Carneiro traça também já as linhas vermelhas para a negociação do orçamento de Estado do próximo ano.
Revisão constitucional, pensões e também a resposta do Executivo às tempestades que assolaram o país no inverno passado são as três matérias que o líder do PS quer ver discutidas para o eventual acordo com o governo para a viabilização do orçamento do Estado para o próximo ano. Num discurso ontem à noite, na rentrée política do PS, em Olhão, no Algarve, José Luís Carneiro sublinha ainda que a primeira responsabilidade é sempre do governo, mas deixa já esses três pontos que podem ser fundamentais para as negociações.
Há dimensões que para nós são vitais. A primeira dessas dimensões tem a ver com os valores constitucionais e nunca, por qualquer hipótese aberta ou camuflada, de abrir as pensões aos interesses privados. Nós, daqui a um ano, não podemos ter uma pessoa que seja, uma empresa que seja, uma autarquia que seja, que tenha vindo a ser afetada pelas tempestades e a quem o governo ainda não tenha respondido.
As condições do Partido Socialista para a negociação do próximo orçamento do Estado com o governo. Neste discurso em Olhão, José Luís Carneiro acusa ainda a AD de ser ineficaz na governação e critica o discurso de Luís Montenegro na rentrée do PSD, na passada sexta-feira.
Luís Montenegro optou na sexta-feira passada por um discurso de autojustificação e de censura àqueles que realizam o escrutínio do seu governo. Alguém tem de dizer ao primeiro-ministro que o rei vai mesmo nu. O governo e o primeiro-ministro não deram até hoje prova de conseguir reagir, responder com capacidade, com sensibilidade e com competência às crises que têm assolado o país.
As críticas de José Luís Carneiro ao governo e também ao primeiro-ministro, que acusa de estar desligado da realidade do país. O PS antecipou este ano a abertura do ano político para agosto e assinalou a rentrée no Algarve, como aliás fez António Guterres há 31 anos. José Luís Carneiro diz que na altura o PS deu o pontapé de saída para uma maioria e que agora o partido quer fazer o mesmo.
As rentrées políticas de PS e PSD são o tema do Explicador. Já a seguir a este jornal, conosco vão estar Sebastião Bugalho, do PSD, Luís Testa, do PS, e Duarte Teixeira, do Chega. Luís Portugal saiu dos Europeus de Atletismo com três medalhas. Pedro Pablo Pichardo conquistou a prata no triplo salto. Patrícia Silva e Fatoumata Diallo conquistaram o bronze.
E a mais recente foi mesmo Patrícia Silva, que ontem garantiu o bronze à noite na corrida dos 1500 metros. No sábado, foi Fatoumata Diallo que conquistou o bronze nos 400 metros barreiras, no mesmo dia em que Pedro Pablo Pichardo conquistou a prata no triplo salto e conseguiu também a melhor marca do ano. Junta-se a nós, em direto, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, que ainda está em Birmingham. Bom dia, Domingos Castro. Obrigado por estar em direto conosco. Estes Europeus terminam com os objetivos cumpridos, as metas definidas pela Federação foram cumpridas nestes Europeus?
Sim, muito bom dia a todos. Eu diria que sim, uma participação muitíssimo positiva, embora, como é óbvio, nós não estávamos à espera, ou eles não estavam à espera, precisamente de três campeões do mundo que não conseguiram resultados de excelência. Estou a falar da Gata Souza, do Isaque Nader e do Gerson Balde Que à partida, eu pessoalmente, era daqueles atletas que tinha extremamente confiança que eles iam ser medalhados. Mas isso acontece aos melhores, e eles são os melhores do mundo. Tivemos três medalhados, que correu muito bem.
Sinto uma sensação agridoce de não ter vindo uma medalha de ouro?
Sem dúvida. Vamos ser realistas. Quando uma seleção como Portugal, que tem atletas dos melhores do mundo ou mesmo os melhores do mundo, eles próprios acreditavam que podiam ser medalhados e até medalha de ouro. Eu pessoalmente, e andei nestas andanças, sinto um pouquinho que eles podiam ter ganho as medalhas. Mas isso faz parte da vida. Não há ninguém que queira ganhar as medalhas mais do que eles. Estão tristes. Mas eu diria que de uma forma geral, foi uma participação muitíssimo boa. Como eu disse, três medalhas. Nós temos 12 lugares de honra, que é muitíssimo bom. Mas vamos continuar a trabalhar.
E precisamente falando nisso e de continuar a trabalhar, o foco dos atletas está já muito virado para a próxima edição dos Jogos Olímpicos. Esta é uma geração mais preparada para os Jogos de 2028 em Los Angeles?
Há uma coisa que me deixa extremamente feliz, e tenho dito isto: Portugal está a vir com uma nova geração de ouro. Patrícia Silva, que fez uma prova extraordinária. Ela lutou até o último milímetro e é assim que nós devemos ser. Os nossos atletas devem ir até à última. E ela demonstrou, fez-me lembrar o pai, o Rui Silva. E por isso eu acredito que nos próximos Jogos Olímpicos os nossos atletas vão estar bem preparados. Eu diria que alguns deles já com o foco nesse grande evento. E nós, Federação, só temos uma coisa a fazer: apoiá-los, criar mais condições, realmente proporcionar que os nossos atletas tenham melhores condições de treino e de competição para quando chegarem aqui a estes grandes palcos da modalidade, eles venham bem preparados e confiantes que realmente eles são dos melhores do mundo e têm condições para ganhar as medalhas.
Domingos Castro, muito obrigado por ter estado em direto conosco. Boa viagem de regresso a Portugal. Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo aqui na reação às três medalhas conquistadas nos Europeus de Atletismo. Também nota para a natação deste fim de semana. Os portugueses Diogo Ribeiro e Camila Rebelo não conseguiram medalhas, mas bateram recordes nacionais.
São 21h10, antes do Explicador, Luís, que outras notícias há a destacar a esta hora?
Foram temporariamente descontinuadas as interrupções voluntárias da gravidez no Hospital Garcia de Orta, em Almada. Uma situação denunciada pelas Comissões de Utentes dos Conselhos de Almada e Seixal. Já confirmada também à Agência Lusa pela Unidade Local de Saúde. Em comunicado, a ULS Almada-Seixal garante que mantém o compromisso assistencial, mas o procedimento é por agora realizado numa clínica privada em Lisboa. Terminou hoje o prazo de 60 dias de negociações de um acordo de paz final entre os Estados Unidos e o Irão, incluindo o programa nuclear iraniano e as sanções contra o Teerão. Em 18 de junho começou esse período de dois meses de conversações de paz, marcado por ataques e também por momentos de tensão no Estreito de Ormuz. Negociações que se encontram estagnadas há semanas. Segundo o governo de Teerão, os dois países mediadores, Catar e Paquistão, ainda continuam a trocar mensagens em contacto com o Irão, mas sem resultados visíveis até ao momento. A noite foi novamente de uma troca de ataques entre a Rússia e a Ucrânia. Pelo menos seis civis russos morreram e quatro ficaram feridos na sequência de um ataque de mísseis ucranianos na região fronteiriça de Belgorod. Esta madrugada também foram ouvidas explosões em Kiev, depois de ter sido acionado um alerta de mísseis balísticos na capital ucraniana.