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A doença da mulher do antigo primeiro-ministro foi detectada sobretudo no final do seu mandato como primeiro-ministro, interrompeu a sua atividade normal. Teve uma particularidade: apesar de manter o caso sempre sob reserva, ou seja, sem falar do assunto publicamente, a verdade é que chegou a aparecer em eventos públicos ao lado da mulher, com sinais evidentes de que, por exemplo, estaria a fazer quimioterapia, um assunto que depois naturalmente nos tempos em que vivemos foi muito e amplamente debatido nas redes sociais, mas foi uma atitude sempre de não falar sobre o assunto e manter sobre a reserva íntima familiar, como é normal nestes casos, mas ao mesmo tempo também não escondendo, nem dissimulando aquilo que se estava a passar. Aliás, Laura Passos chegou a escrever num livro, numa biografia de Pedro Passos Coelho, abertamente sobre o seu problema e sobre o medo que tinha de morrer, tendo em conta até as filhas e portanto foi uma forma de viver o problema em público, porque também era impossível escapar uma notícia destas, tendo em conta que se tratava da mulher de um primeiro-ministro em exercício de funções e ao mesmo tempo sob reserva. Já nos últimos tempos, quem tem estado atento à vida política tem percebido que Pedro Passos Coelho tem estado relativamente ativo, vai aparecendo de vez em quando, fazendo intervenções que têm deixado alguma marca, sobretudo na área da direita e sobretudo também na área do PSD, mas do ponto de vista pessoal, aquilo que tem feito, de acordo com as informações que fomos recolhendo, é que tem estado naturalmente ao lado da mulher a acompanhar estes últimos dias de vida. Sabemos também que o estado de Laura Passos se agravou de forma irreversível no fim de semana e agora confirma-se que Laura Passos morreu.