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Relatório de jogo com comentário de Carlos Alberto Dinis. Sporting e Famalicão empataram esta noite na casa do Famalicão. Autogolo de Nuno Mendes e golo de João Palhinha. Carlos Alberto Dinis, vamos começar pelos primeiros minutos de jogo. Houve quatro cartões amarelos, muitos protestos. Já se adivinhava que o jogo não ia terminar 11 contra 11, mas a verdade é que acabou mesmo por acontecer. Quem é que se acalmou? Foi o árbitro ou os jogadores?
Claramente, os jogadores adaptaram-se à grande exigência da arbitragem. E depois, parece-me que também, com o correr do encontro, o próprio árbitro também mudou um pouco estrategicamente aquilo que tinha seguido naqueles primeiros minutos. Enfim, não vou adjetivar porque não tem muito sentido aquilo que se passou. O mais importante realmente é o jogo e os jogadores e aquilo que eles produziram no encontro. Por isso, vamos deixar a arbitragem para quem de direito.
Para o Pedro Henriques daqui a nada.
Exatamente.
O que, por outro lado, não se adivinhava era este resultado, até bem perto do final, o Sporting esteve a perder por 1 x 0, até aos últimos minutos da partida. O que correu mal na estratégia de Rúben Amorim? Foi, de alguma forma, excesso de confiança? E depois também como é que se explica que tenha sido possível dar a volta? Foi através das substituições que deram uma ajuda?
Foi uma série de factores. Tudo isso que eu disse, mas inicialmente queria referir aqui a estratégia do Ivo Viera. E parece-me que funcionou em pleno, porque subiu muito o seu quarteto defensivo, juntou muito a equipa, não pressionou alto, ou seja, a equipa de Famalicão defendeu num espaço muito reduzido e não deu grande espaço para o Sporting atacar. E, por outro lado, o Sporting também foi um pouco acomodado demais, com muito pouca iniciativa, tentou explorar muito as costas da defesa contrária. Alguns foras de jogo, pouca circulação de bola rápida, poucas iniciativas individuais. A segunda parte foi diferente. Claramente, com o Famalicão a entrar bem no jogo, apesar do Sporting também ter entrado diferente, a criar ambas as equipas algumas possíveis oportunidades. Surge o golo no melhor momento do Sporting e depois das primeiras alterações do Rúben. Surge o golo do Famalicão, que acaba por ser autogolo do Gonçalo Inácio. E nessa sequência, o Famalicão empolga-se um bocadinho, mas com o decorrer da segunda parte, com as alterações do Sporting, que acrescentaram valor, ritmo e intensidade, a equipa do Famalicão teve grande dificuldade e teve que tentar fazer das fraquezas força, porque perdeu intensidade, alguma qualidade, algum descerramento e o Sporting empatou. Adivinhava-se o empate e depois o jogo ficou partido. Claramente partido, o Sporting acabou com um meio-campo completamente diferente, com o Barragança e o Pedro Gonçalves no meio-campo. Por isso, um Sporting distintamente diferente daquilo que iniciou o jogo.
E o resultado parece-lhe justo?
Sim, claramente. Parece-me que o resultado foi justo, que se adapta àquilo que se passou no jogo. O Famalicão melhor em termos organizativos, digamos assim, e o Sporting depois das alterações, talvez um pouco tarde, penso eu, a melhorar substancialmente e a justificar o empate, claramente.
Carlos Alberto Dinis, pergunto-lhe já o melhor e o pior desta partida.
O melhor é difícil. Partiu um pouco o melhor entre o Adam, que foi fundamental nalgumas intervenções que teve, e a organização que o Ivo Viera pôs na equipa do Famalicão. Partia pelos dois. O pior, adianto já, que de facto foram aqueles primeiros minutos da arbitragem que não tiveram qualquer sentido. Foi claramente o pior do jogo.
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