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Relatório de jogo na Rádio Observador com o adepto sportinguista João Castro. Vamos falar do Lens Sporting, encontro que terminou com a segunda vitória dos Leões na Liga dos Campeões, 2 x 0 perante o vice-campeão francês. João Castro, vamos, sem perder muito tempo, falar sobre este encontro e para ti, no teu entender, quem é que foi bom de bola? Quem é que foi o melhor jogador da equipa e por quê?
Eu acho que o Sporting hoje, nesta princípio de noite ou nesta tarde noite, teve os jogadores em bom plano. Eu vou dar o prêmio ao Suárez só pela razão de se ter tornado, primeiro, estes gols todos seguidos, nesta sequência fantástica que está a ter, mas sobretudo porque nesta altura fez história. É o máximo marcador do Sporting na Liga dos Campeões. Acaba por, no primeiro remate à baliza do Sporting, fazer o gol e acho que isso mudou um pouquinho o jogo. O Sporting a partir daí mais tranquilo e, neste caso, menos tranquila a equipa adversária. E, portanto, eu acho que o Suárez foi sempre importante na ligação, sobretudo na ligação pós-perda, a jogar simples, a combinar e o Sporting a sair várias vezes em transição, pese embora as boas exibições, por exemplo, Fresneda, do Maxi, do próprio Quaresma, do próprio Caík, obviamente, do próprio Higan Kunda, mas acho que o Suárez merece, realmente, por este fato histórico que entrou para a história do Sporting hoje e continua a marcar e a ser decisivo.
João Castro, quem é que foi um a menos, quem é que foi, no teu entender, o pior jogador da equipa de Leonina e por quê?
Eu acho que não vai ser espanto a minha resposta. Vai para o Geny Catano. Apesar de estarem nos sítios certos, a decisão foi errada em quase todos os movimentos. Na primeira parte tinha cinco duelos ofensivos, perdeu-os todos. Tinha ganhos defensivamente, cumpriu defensivamente, mas ofensivamente deixou muito a desejar na decisão. E, portanto, hoje o Geny foi realmente o jogador em pior forma em termos do Sporting, em termos exibições. Há dias assim, mas a verdade é que hoje nada saía ao Geny.
João, quero também saber onde é que esteve o ouro do bandido, que é como quem diz, o melhor jogador da equipa do Lens.
Eu acho que o Thauvin, o capitão, é claramente o melhor jogador. É aquele jogador diferenciado, com muita experiência, com muita capacidade técnica, é um pé esquerdo maravilhoso. Acho que é claramente o melhor jogador deles, atual, mas esse Suárez rapidamente vai chegar lá. E, portanto, o melhor jogador é o Thauvin, mas o jovem português é uma promessa, mas eu acho que vai ser uma certeza em breve.
João Castro, hoje podemos falar num querido Mister. Que análise é que faz à estratégia e à forma como Rui Borges mexeu no encontro?
Sim, claramente. Hoje podemos falar num querido Mister. Terceiro jogo com esse sistema em 4 x 3 x 3. Segundo jogo com o baixar de Altimira para o meio dos centrais, onde foi um Sporting mais de transição, mais a proteger a sua área, defensivamente mais sólido, mas depois a sair muito rápido em transição. Acho que analisa bem a maneira fácil com que o Sporting ligava para sair em transição, ou seja, após a perda do adversário, ligar logo os jogadores mais adiantados, combinar e sair rápido, foi determinante para o Sporting causar perigo a esta equipa e depois as substituições. Hoje bateram certo, a entrada do Silas, uma boa entrada, do próprio Derry. Luiz Guilherme também trouxe mais qualquer coisa que o próprio Geny. E, portanto, as substituições, aliás, o segundo gol nasce do Silas e do Derry. E, portanto, acho que o Mister esteve bem, preparou bem o jogo, tem feito várias vezes na Liga dos Campeões. Igual ao Rúben Amorim como máximo treinador com mais vitórias na Liga dos Campeões por parte do Sporting. No próximo jogo já pode bater recorde e ficar sozinho com esse recorde. E, portanto, hoje acho que preparou muito bem, num jogo que era decisivo, ou que podia ser importante para o Sporting, melhor dizendo, porque estes primeiros jogos são fundamentais para o Sporting somar pontos. E a verdade é que o Sporting faz o pleno. Nesta altura é líder da Liga dos Campeões, dois jogos, duas vitórias.
Falta apenas, João Castro, conhecer o teu prognóstico final de jogo. Que nota é que dás a esta vitória do Sporting sobre o Lens por 2 x 0?
Sim, eu dou uma nota 17. A entrada não foi fácil, porque obviamente esta equipa francesa tem qualidade. Claramente vai haver pessoas que vão dizer que esta equipa é fraca, mas a verdade é que venceu o Paris Saint-Germain na Supertaça, ficou em segundo lugar o ano passado. É um estádio difícil, portanto o Sporting não venceu em Alvalade, venceu fora 2 x 0 esta equipa francesa. Acho que foi uma equipa do Sporting personalizada. Agora, há pessoas que não vão gostar deste tipo de jogo. Há pessoas que gostavam de um Sporting mais dominante, mais de posse, mais do que era o Sporting no ano passado com o Pedro Gonçalves, sobretudo Trincão e Morita, que permitiam ao Sporting um jogo de posse. Mudou-se um pouquinho do paradigma, do perfil do jogador e, portanto, é uma equipa mais de transição, mais vertical, que pode ferir os adversários desta forma. E o Mister assim o quis, obviamente, com a remodelação que fez. E, portanto, eu dou 17, porque foi uma equipa personalizada. Soube esperar o momento para chegar à frente e depois, a partir daí, com mais tranquilidade, com melhor circulação de bola, muito concentrado a defender, depois a partir em contra-ataque e até podia ser uma vitória mais extensa.
Está entregue o relatório de jogo. É da autoria do João Castro, adepto leonino, após a vitória do Sporting por 2 x 0 sobre o Lens, segunda jornada da fase da Liga dos Campeões. João, um grande abraço.
Um grande abraço, boa noite.