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É um projeto que pretende dar um novo sentido à vida, no equilíbrio vida-trabalho. A semana de quatro dias foi aplicada de forma diferente nestas 41 empresas. É o que nos explica Pedro Gomes, que lidera o estudo. Nem todas escolheram a sexta-feira como o novo sábado.
Ou equipes espelho. Metade das equipes tiravam a sexta, metade a segunda, ou por turnos, tirando dias diferentes ao dia da semana. Algumas empresas implementaram de forma condicional, ou seja, o trabalhador tem a sexta-feira livre se conseguir terminar os objetivos semanais ou tem a sexta-feira livre, exceto em picos de trabalho ao longo do mês ou ao longo do ano. Em empresas de maior dimensão, é muito difícil conseguir um formato único e, portanto, optaram por diferentes formatos dentro da própria empresa, em diferentes departamentos.
A maioria, 95% das empresas, avaliaram o teste de uma forma positiva. Ainda assim, Pedro Gomes explica: não foi tudo um mar de rosas.
A semana de quatro dias obriga a uma relação diferente de toda a gente com o tempo. É preciso respeitar mais o nosso tempo e o tempo dos nossos colegas. Portanto, é preciso chegar a horas às reuniões, para que as pessoas não fiquem à espera. É preciso não ir falar de futebol com os colegas ou as pausas para café mais longas.
Em três meses de implementação, os trabalhadores reduziram em 20% problemas ligados à saúde mental, como o estresse, a fadiga e também problemas no sono. Dentro das empresas, a maioria dos trabalhadores que procuraram aderir a este teste piloto foram mulheres em cargos de liderança. Rita Fontinha, que esteve no estudo, ao ouvir os trabalhadores, explicou como foi gerida esta folga.
Usam esse dia para fazer tarefas do dia a dia, para aspectos de gestão da vida, como por exemplo, tratar de cozinhar, limpezas, aspectos burocráticos do dia a dia, e então ao fim de semana têm a liberdade para aproveitar tempo de qualidade com a família.
O balanço é positivo. Entre os responsáveis pelo estudo e membros do governo presentes, a opinião é unânime: este pode ser um caminho para os jovens mais qualificados, que também são hoje mais exigentes, escolherem ficar em Portugal.