Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Contamos já com o presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, a quem agradeço mais uma vez a disponibilidade para estar conosco. Rui Cristina, bom dia. Um atropelamento provocou 12 feridos, um em estado grave. Há dois militares da GNR que estão também entre os feridos. O condutor avançou sobre uma multidão. Como é que soube desta informação e tem mais algum desenvolvimento que nos possa dar?
Antes de mais, muito bom dia. E antes de fazer qualquer outra consideração, a minha palavra é para as pessoas atingidas esta madrugada e para as suas famílias. E a nossa prioridade absoluta é acompanhar o estado de saúde das vítimas e garantir-lhes todo o apoio possível. De acordo com a informação preliminar, esta ocorrência ocorreu por volta das 3:10. Uma viatura transpôs uma zona cujo acesso se encontrava interditado e ultrapassou as barreiras, ou seja, as baias que estavam lá colocadas no local. Depois, quando chega à Rua da Hora, é interceptado por uma patrulha de dois agentes que tentaram interceder para que o condutor não acedesse à Rua da Hora, mas ele acabou por não respeitar de modo algum, porque estava altamente alcoolizado, por aquilo que nos apercebemos, pela indicação que eu tenho, e acaba por atingir várias pessoas na Rua da Hora. Estamos a falar de uma pessoa de 35, 36 anos, português, de origem angolana. Tínhamos lá um aparato policial, tínhamos a Polícia de Intervenção, tínhamos a Guarda Nacional Republicana.
Quase 60 operacionais, foi o que foi transmitido.
Exatamente. Ou seja, nós tínhamos lá um aparato policial enorme. A Câmara Municipal implementou o programa Noite Segura, onde assegura equipas da Cruz Vermelha, bombeiros e a forte presença da GNR. E mesmo assim aconteceu isto. Ou seja, houve um desrespeito total pelas barreiras implementadas, aplicadas fisicamente e pelas forças de segurança.
Pelo que me está a dizer, não considera que houve aqui alguma falha de segurança, e sim uma direção clara?
Não, nem pensar. Eu nem consigo explicar. Quando alguém vê baias, contorna as baias por cima do passeio da calçada, é interceptado antes de chegar à Rua da Hora por uma patrulha, a patrulha faz de tudo para interceptar e para parar e imobilizar o veículo, e o veículo continua a fazer o que quer e o que lhe apetece, é complicado.
Mas como é que explica que tenha conseguido avançar tanto e até entrar pela Rua da Hora?
O que lhe posso explicar é que ultrapassou as barreiras físicas, acaba por desrespeitar a autoridade e depois, entretanto, aparece a força de intervenção que também tenta interceptar o carro. E é a informação que eu tenho. E foram dados tiros de aviso para o ar, o que minimizou ainda o número de vítimas. É a informação que eu tenho.
O que sabe sobre a situação, neste momento, das vítimas? Sabemos que foram transportadas para hospitais e que uma está em estado grave. Tem algum desenvolvimento que nos possa dar?
Sei que é um jovem português, ou uma jovem portuguesa, que está em estado grave, ao qual desejo sinceras e rápidas melhoras. A informação que tenho é que está tudo a ser avaliado.
Mas já sabe o número de nacionalidades envolvidas, o número de feridos?
A informação que eu tenho até agora, das 12, 10 são portugueses, dois são estrangeiros.
De que nacionalidade?
Não lhe sei dizer.
E quanto aos militares da GNR, que também têm ferimentos, há alguma atualização sobre esses casos?
São várias escoriações, acho que foi prestada assistência médica e estão em recuperação.
Rui Cristina, tem tido alguma atenção a esta atividade noturna no município de Albufeira. Há também movimentos de moradores que pedem algumas alterações. As associações que representam a vida noturna, podemos dizer assim, têm posições diferentes. É preciso alterar algo na segurança e na forma como se organiza a vida noturna em Albufeira?
Temos que continuar a melhorar a segurança da vida noturna em Albufeira e a segurança dos moradores, quem cá vive e quem nos visita. Nós fizemos uma redução de 22 decibéis a nível do ruído e também os estabelecimentos que fechavam às 4h, começaram a fechar às 3h. Tudo com o intuito de começarmos a regular a noite. E estamos a ir no bom caminho. Agora, como deve entender, este é um episódio que acontece por alguém que estava altamente alcoolizado. Ou seja, foi um acontecimento único, que nós agora teremos que reavaliar e blindar de tal forma para que isto não volte a acontecer.
Isto estará em investigação, isto terá algum impacto no turismo e na atividade noturna de Albufeira nos próximos dias?
Não, eu não acredito que tenha, isto é um ato isolado. Quem frequenta a noite de Albufeira, quem vai à Rua da Hora, percebe-se por todo o aparato que está lá montado, tanto a nível de força de segurança como a nível de auxílio, de prestação de cuidados de saúde. Deve haver poucos municípios que investem como nós investimos a nível de Noite Segura.