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Junta-se em directo a este noticiário Pedro Alves, que é presidente da Visão Marca, entidade organizadora desta feira. Bom dia, Pedro Alves.
Olá, muito bom dia.
Isto depois de dois anos sem feira, por causa da pandemia. Agora, 49 dias é o que se chama tirar a barriga de misérias?
É um pouco isso. Procurámos com este regresso oferecer também aos vizinhos e a todos aqueles que nos visitam, a maior edição de sempre e acompanhar com a maior edição de sempre, também o melhor programa que alguma vez possa ter sido apresentado, em termos de diversidade e também no cartaz musical. Procurámos com esta edição celebrar a vida, um regresso à vida, à normalidade e, por essa mesma razão, criar aqui as condições para que quem nos visite saia daqui ainda mais satisfeito.
Ia perguntar-lhe qual é a expectativa em termos de visitantes. Também esperam aqui um número assinalável?
É isso mesmo. A feira tem vindo, ano após ano, a superar-se em termos de visitantes. Na última edição, mais de 1.200.000 pessoas visitaram a Feira de São Mateus, não apenas pelo período, que é maior, em que esperamos, por isso, mais visitantes, mas sobretudo porque sentimos já que há uma procura muito grande para visitar a Feira de São Mateus pela aceleira que temos sentido na compra de bilhetes online. Este ano, a adesão a este mecanismo é superior em nove vezes à última edição, o que quer dizer que a expectativa é grande, a vontade é grande, por diversas razões, porque regressamos à normalidade, como disse, e porque certamente o cartaz é atrativo e as pessoas estão com vontade de se divertir. E nós estamos cá para receber toda a gente e esperemos que seja, por isso, a maior edição de sempre, com o maior número de visitantes de sempre.
Querem muita gente, os bilhetes estão à venda, mas há quem tenha entradas gratuitas na feira, 3000 profissionais de saúde. Isto é também uma homenagem que querem fazer aos profissionais de saúde.
Como disse, o nosso objectivo de celebrar a vida foi para que nós não nos esquecêssemos porque é que a feira, ao longo de 630 anos, só foi interrompida duas vezes. Deveu-se à pandemia, e na pandemia pensamos também que aqueles que mais expostos estiveram a todo este processo, principalmente nos momentos de incerteza, uma grande carga de trabalho e que estiveram preocupados a cuidar de nós, foram os profissionais de saúde. E nesse sentido, oferecemos, conjuntamente com a Câmara Municipal de Viseu, bilhetes para que os profissionais de saúde do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu e também do ACES Viseu Dan Leões pudessem escolher um espetáculo para que, com as suas equipas, viessem fruir, divertir-se na Feira de São Mateus. E em simultâneo também, já agora aproveitar, fizemos um espaço educativo do trabalho que eles realizaram e quem visitar a Feira de São Mateus também poderá recordar, via fotografia, todo o trabalho que eles desenvolveram durante este período.
Pedro Alves, tem falado muito no cartaz. O que é que não podemos perder mesmo na Feira de São Mateus deste ano?
Eu acho que não podemos perder tudo, mas o cartaz tem uma diversidade muito grande, com artistas de reconhecida craveira internacional, como o Kevinho, o Álvaro Luna e também o Lucas Neto, Molim, Banco da Revolução. Acho que estes são nomes que todos reconhecemos com essa competência musical e internacional, mas também artistas nacionais como Ana Moura, os Quarto e Meia, os Delfins. Há uma diversidade, o José Cid, o Toy. Procurámos oferecer um cartaz que conseguisse ir ao encontro das expectativas de um público muito diversificado. A Feira de São Mateus é também um evento de família e por isso mesmo temos que ter todos os públicos aqui enquadrados. Esperamos estar à altura daqueles que nos vão visitar. Percebemos que há grande expectativa e temos a certeza que vai ser a melhor edição de sempre.