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Como é que foi receber este prémio? Qual foi a sua primeira reação, João?
Foi orgulho. Não sei se sabe, eu não pude ir à cerimónia, infelizmente, por motivos profissionais, porque eu já estou a trabalhar noutro projeto.
Sim.
E não me pude deslocar ao local da cerimónia. Recebi basicamente esta madrugada, acordei e já estava ganho. Foi mesmo assim. Mas tirando isso, é claro que foi um grande orgulho, foi a resposta à minha dedicação e ao trabalho que eu tenho feito, neste caso, com os drones.
E você acreditava que era possível?
Sim, porque nos últimos Emmys já tinha sido entregue um prémio também de cinematografia à série. Portanto, esta temporada as coisas foram ainda superiores, todos esperávamos, sim, sem dúvida.
Acha que isto é um exemplo de que nós temos ter mais confiança naquilo que fazemos em Portugal, que temos de ultrapassar aquele estigma de que nunca somos bons o suficiente para chegarmos lá?
Claro que sim. Eu sou uma pessoa muito simples, mas muito dedicada. Posso dizer que é a prova viva disso, porque eu pus o que pude e o que não pude, os meus conhecimentos à prova e tentei marcar pela diferença e, no meu caso, resultou perfeitamente.
Qual é a importância também para a vila da Nazaré de ser cada vez mais destacada, não só a nível nacional como internacional? Como é que isto pode realmente levar a Nazaré e as ondas da Nazaré a outro patamar?
É, de certa forma, a continuação do trabalho de muitas pessoas cá localmente, que está a começar a entregar os frutos e isto certamente é mais um pequeno passo para a continuação do crescimento da nossa terra. Se eu pudesse fazer uma dedicatória, queria agradecer a mim, claro, por todo o esforço que eu pus, mas acima de tudo à equipa que me ajudou, que eu já não trabalho sozinho, especialmente em algumas das imagens que eu faço, o trabalho é feito com dois operadores de drone. E queria agradecer, neste caso em especial, ao Ricardo Santos. Ele foi a pessoa que operou a câmara comigo, eu ensinei-lhe tudo, começou do zero com os drones e ele também é local da Nazaré e foi uma das pessoas-chave para eu conseguir evoluir nas imagens que fiz para este projeto. É basicamente isso.
E qual é que é agora o próximo objetivo, João? Agora que já é o segundo prémio, já ganhou este Emmy também. O que se prevê agora? Já há quem peça uma terceira temporada, não é? Mas para já conte-me um bocadinho do que podemos esperar agora no futuro de si e desta série documental também.
Já está a ser gravada uma terceira temporada. Infelizmente, já não estou a trabalhar neste projeto. No fim da última temporada que eu fiz com esta equipa, eu aspirava fazer melhor e na altura encontrei o cliente ideal para eu dar mais um passo. Portanto, já vai fazer dois anos que estou a trabalhar num projeto diferente, que até é uma coisa diferente, é fotografia com drones na mesma e na Nazaré. Mas o projeto deu-me a hipótese de evoluir para máquinas ainda superiores. Estamos a falar de um investimento enorme da parte do cliente.
E pode levantar um pouco o véu para nós sabermos que projeto é esse que está agora a desenvolver ou sobre o que trata esse projeto?
O cliente é um artista americano. Estamos a fotografar as ondas da Nazaré.
Tem a ver com o mesmo tema. Também com as ondas da Nazaré, no fim.
Sim, exatamente.