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Perguntava-lhe logo à partida as expectativas para amanhã na quantidade de pessoas que vos dão feedback positivo nesses grupos e que dizem que vão estar presentes. Quantas pessoas é que se podem esperar na rua?
É muito difícil apontar números. Temos recebido um feedback muito positivo de todas as pessoas que têm interagido conosco, muitas pessoas que nos querem ajudar a organizar. Repare, nós só íamos fazer a manifestação em Lisboa. No início, só nos tínhamos organizado para fazer a manifestação em Lisboa e rapidamente surgiram grupos de pessoas que se quiseram juntar a nós e quiseram fazer a manifestação também no Porto. Portanto, amanhã, dia 21 de outubro, quinta-feira, às 18h30, estaremos no Saldanha, em Lisboa, e na Avenida dos Aliados, no Porto.
O Tomé falava-me dessa questão de haver vários grupos e, portanto, de também haver dinâmicas diferentes, mas tudo desemboca no protesto de amanhã, ou seja, as atenções estão viradas para esse protesto em particular.
Sim, sem dúvida. Neste momento, está tudo virado para a manifestação de amanhã. Há outras ações que poderão acontecer num futuro próximo, mas sem dúvida alguma que neste momento todas as pessoas estão a pensar na manifestação que vai ocorrer amanhã.
Como disse, é muito difícil prever o número de pessoas que vão participar, que vão para a rua. De qualquer forma, isto é feito a partir das 18h30, portanto, dará para algumas pessoas saírem do trabalho e juntarem-se à concentração. Mas eu gostava de lhe perguntar, porque estamos a falar de pessoas muito diversas e de movimentos muito diversos, se não há aqui nenhum tipo de perigo de alguma forma da manifestação ficar fora de controle por ser tão orgânica.
Não. Esse risco é mesmo muito reduzido, muito perto do zero, porque nós sabermos que a manifestação é um direito de todos nós e, além disso, é um direito que nós queremos fazer com cidadania. Nós queremos manifestar ordeiramente e é isso que vamos fazer. Além do mais, a nossa manifestação está completamente legalizada, estamos sempre em contato com as autoridades, as autoridades também estarão lá na altura e ajudam-nos com o cortejo. Isso não faria qualquer sentido se houvesse qualquer desacato. E estou certo que isso não acontecerá. Tenho mesmo uma grande certeza que isso não acontecerá.
Deixe-me só perguntar-lhe, para finalizar, se no fim do protesto ou durante haverá alguma comunicação. Não sei se vocês terão um palco também para falarem com as pessoas que estão concentradas, não sei se estarão todos juntos ou se haverá esse palco criado ou não.
Sim, sem dúvida. Amanhã, em Lisboa, teremos um palco móvel, digamos assim, onde começaremos no Saldanha e depois iniciaremos um cortejo até o Marquês de Pombal e depois até o Rossio, onde a manifestação termina. No Porto será algo muito idêntico, começando na Avenida dos Aliados e terminando perto da Ariosa. Teremos essa oportunidade durante a manifestação. Teremos tudo o que é normal numa manifestação: um sistema de som, alguém que vai à frente liderar a manifestação, etc. Nós vimos para a rua, nada mais, nada menos do que exigir uma redução drástica no preço dos combustíveis. E é exatamente isso que nós vimos fazer amanhã e convidamos, desde já, todos os portugueses que nos estão a ouvir neste momento para se juntarem a nós neste protesto, porque realmente é inconcebível e são impraticáveis os preços que estão a praticar os combustíveis neste momento em Portugal.