Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Boa noite. Tempo para o Sem Falta na Rádio Observador com o ex-árbitro Pedro Henriques. Pedro, boa noite mais uma vez.
Boa noite.
Pedro, vamos começar por ordem cronológica. Vamos começar por esse encontro do Futebol Clube do Porto no Dragão com o Arouca. E começamos pelo minuto 25. Amarelo a Leandro Silva. Bem ou mal mostrado?
Sim, foi um cartão amarelo bem mostrado. É uma falta do Leandro Silva sobre o Toni Martínez. O árbitro deu a lei da vantagem e depois, na primeira interrupção do jogo, voltou atrás para mostrar o respectivo cartão amarelo, portanto, é chamada entrada negligente. Nada a dizer, bem mostrado o cartão amarelo.
Depois temos aqui um lance que deixa muitas dúvidas, que talvez não tenha sido possível ver tão bem na televisão, mas o segundo gol do Porto deveria ter sido anulado por infração. Eu sei que o Pedro também já abordou este assunto daqui na emissão especial, mas gostava que me explicasse um bocadinho melhor o que aconteceu aqui.
Sim, devia ter sido anulado. Este é um dos lances que o próprio treinador do Arouca se refere no final do jogo, como eventualmente tendo havido erro por parte da equipe de arbitragem. E, portanto, neste caso concreto, o que acontece é que o Boukha, que é o jogador do Arouca, ao tentar proteger com o seu pé direito a bola e abre a perna para proteger a bola, o Marcano, na tentativa de recuperar a bola, acaba por o pisar de cima para baixo, com o pé, portanto, sole e com o pé, e o Boukha cai automaticamente ao ser pisado. E é aqui que o Marcano ganha a bola. Ato contínuo, o Futebol Clube do Porto acaba por, em dois passes, colocar a bola no Taremi, que faz o gol. Ora, o videoárbitro tem a incumbência de verificar se há alguma ilegalidade nos gols e de recuperar sempre o momento de transição ofensiva, ou seja, a partir de quando é que essa equipe agarrou na bola e foi pra baliza adversária. E neste caso concreto, é fácil de ver, é exatamente nessa recuperação de bola. O VAR vai dizer que, para ele, há contato, mas não foi um erro claro e óbvio. E é isso que se vai sempre basear, mas com as repetições, percebe-se claramente que o erro é mesmo claro e óbvio, porque o jogador é mesmo pisado. Nem sequer se trata de um contato lateral de pés, é mesmo um pisão de cima para baixo. E, portanto, o VAR deveria ter pedido ao árbitro para ir ao monitor rever o lance, baseado exatamente nesse pisão, e o gol deveria ter sido anulado e recomeçado com um livre direto a favor da equipe do Arouca. Portanto, este é o caso do jogo principal e o erro maior que a equipe de arbitragem cometeu.
Já na compensação da primeira parte, amarelo a João Mário. Foi bem assinalado, na sua opinião?
Sim, estamos a falar do João Mário, do Futebol Clube do Porto, que é um lateral fantástico, que este ano está a fazer uma grande época. Sim, o João Mário agarra pelo ombro o Arsénio o suficiente para impedir que ele fugisse ao João Mário e pudesse entrar pela área do lado lateral. E, portanto, ao cortar este ataque, que era prometedor, o árbitro bem mostrou o cartão amarelo.
Já no início da segunda parte, aqui uma falta de Bruno Costa. Esse amarelo foi bem mostrado?
Sim, amarelo bem mostrado, porque ele puxa claramente a camisola do Boukha, e quando digo evidente, de forma clara, é mesmo claro, puxa mesmo a camisola e com isso impede que o jogador do Arouca pudesse entrar, isto é, ao nível do meio-campo, à saída do meio-campo, pudesse ir com perigo e em velocidade para criar um possível ataque prometedor. E, portanto, este complemento desportivo, que é atribuído sempre que um jogador agarra o outro e puxa pela camisola de forma evidente ou ostensiva, é punido com cartão amarelo e foi bem mostrado.
Aos 59 minutos, amarelo para Luís Dias, ele que foi apontado aqui até por Silas, no nosso relatório de jogo, como o homem do jogo, se tivesse que escolher um. Foi um amarelo bem mostrado?
Não, eu este não concordo, porque o Boukha não só não tinha a bola em seu poder, nem sequer controlada, como o Boukha estava no meio de três jogadores que podiam disputar o lance. Portanto, nem sequer é um ataque prometedor, não é uma jogada de perigo, não tem a bola controlada e, portanto, para mim, aqui ficava bem o árbitro em ter apenas assinalado a infração técnica, marcando livre direto. Portanto, não concordo com este cartão amarelo.
Aos 65 minutos, gol de Marcano, ele que seria a razão de o segundo gol não ser legal, mas desta vez não há margem para dúvidas no gol do próprio Marcano.
Sim, aqui a questão, e este é o outro momento que o treinador do Arouca considera que não teria havido legalidade, ou seja, ele refere-se ao segundo e ao terceiro gol do Porto. Mas aqui já não concordo com a opinião do treinador do Arouca. Este gol do Porto é legal. E por quê? É uma bola cruzada, o Pepe não está em fora de jogo e o Pepe faz ali um gênero de uma assistência com o pé, com muita força, foi quase um remate. E a bola encontra o corpo do Marcano e automaticamente ao bater no Marcano, entra na baliza. Portanto, é um gol quase involuntário. Aqui a questão que se coloca é que o Marcano fecha os braços quando sente que a bola vai bater. E se porventura, a bola tivesse batido nos braços do Marcano, mesmo que sem querer, com a nova alteração das leis de jogo, se um jogador tocar a bola com a mão, braço, e automaticamente esse próprio jogador obtiver um gol, mesmo que tenha sido uma ação acidental, os gols não podem ser validados. E é com base nesta alteração da lei que, porventura, o treinador do Arouca considera que terá havido braço e automaticamente o gol teria que ser anulado. Mas não houve braço. Portanto, realmente o Marcano fecha os braços, mas mantém os braços ao lado do corpo e a bola bate na barriga do Marcano. Portanto, bem abaixo do peito, ali na zona da barriga, e, portanto, não toca no braço. Se tocasse no braço, mesmo sem querer, com a nova lei, teria que ser invalidado. Por acaso, continuou o gol. Mas como tocou na barriga, o gol é legal. Portanto, este gol, o três a zero do Futebol Clube do Porto, é legal. Não há qualquer infração do Marcano ao nível das mãos.
Aos 67 minutos, dois minutos depois, apenas, mais um amarelo para o plantel do Futebol Clube do Porto, neste caso para um dos goleadores, Uribe. Este foi bem mostrado?
Bem mostrado. É uma entrada em tackle, negligente, de perto, que derruba o Quaresma e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.
Depois temos um golo anulado. Este sim anulado, Octávio, por fora de jogo de Taremi. Este foi bem anulado, foi uma boa análise da equipa da arbitragem.
Sim, boa decisão. O que acontece é que a bola é metida em profundidade. Ficámos logo com a ideia que o Taremi tinha saído em posição irregular, mas como nós sabemos, quando a bola é metida e eventualmente há um fora de jogo e que o jogador se isola, o árbitro assistente tem que deixar a bandeirola embaixo e esperar que a jogada termine para depois, se porventura entrar na baliza, poder anular, como foi o caso, porque se acertar, tudo OK com o fora de jogo. Se porventura tivesse levantado a bandeirola antes, fora de jogo e anulasse a jogada e depois visse que não havia fora de jogo, já não havia nada a fazer. E é por isso que hoje se tem que deixar que estas jogadas terminem para depois levantar a bandeirola e para depois o VAR poder intervir, confirmando ou não. Neste caso concreto, o Taremi saiu mesmo em posição irregular e, por isso, muito bem o árbitro assistente em deixar a jogada até ao fim e levantarem a bandeirola dizendo: "Atenção que o Taremi está fora de jogo. Eu, de acordo com o protocolo, tinha que deixar seguir a jogada". Boa decisão. O Octávio, que é quem depois recebe o passe. Ele, Octávio, não está em fora de jogo, mas está o Taremi antes e, por isso, boa decisão de anular o golo ao Futebol Clube do Porto.
Aos 67 tinha sofrido uma falta, Quaresma, aos 83 fez uma. Também novamente cartão amarelo mostrado ao jogador do Arouca. Este foi também exemplar?
Sim, foi bem mostrado. O Quaresma faz uma obstrução com contato, desinteressa-se claramente de jogar a bola sobre o João Mário. A única coisa que quer fazer é destruir a jogada e impedir que o João Mário progrida. Chamada falta tática, cartão amarelo bem mostrado.
Aos 88 minutos, mais um cartão amarelo, desta vez Dabagh. Penso que é assim que se diz o nome, não tenho a certeza.
Exato. É isso.
Pedro Henriques, este foi bem mostrado. Foi o último da partida também, já junto à parte final.
Sim.
Foi bem mostrado.
Bem mostrado. O que acontece é que o cartão amarelo é mostrado porque ele agarra o João Mário e, portanto, este agarrar é um comportamento desportivo que não tem qualquer interesse em jogar a bola e por isso o cartão amarelo é bem mostrado. Curiosamente, o árbitro engana-se inicialmente e mostra o cartão amarelo ao Basso. E depois é que percebeu que errou na identificação do jogador e retirou o cartão e identificou corretamente o jogador, o Dabagh, e mostrou-lhe o cartão amarelo. De qualquer maneira, o que interessa é que no final deste ligeiro equívoco, o cartão amarelo foi bem mostrado e a infração que existiu era para cartão amarelo.
Pedro Henriques, nota para a arbitragem deste Futebol Clube do Porto Arouca.
Nota cinco, ou seja, sempre que há um resultado que fica eventualmente adulterado por uma equipa de arbitragem ou pela distribuição dos pontos, normalmente damos o quatro. Eu vou dar cinco, porque realmente há aqui um erro, no meu ponto de vista, que é grave, que é o lance do dois a zero, mas na realidade, não está em causa a distribuição dos pontos. Mais golo, menos golo, digamos assim. O que está aqui é um erro, ainda por cima quando o Porto já estava também a ganhar. E, portanto, acabo por dar uma nota positiva, porque acertou nas boas decisões, nas decisões técnicas, na maior parte das decisões disciplinares, nomeadamente, inclusivamente, também no terceiro golo, que é uma boa decisão, mas tendo esse erro, acaba por ser um positivo, o positivo mais baixo que eu dou e neste caso, nota cinco para a equipa liderada por Hélder Malheiro.
Pedro Henriques, eu vou-me antecipar. Eu tenho a certeza que vai dar nota negativa para a arbitragem do próximo jogo.
Mais ou menos.
Vamos ver. Pelo menos aqui naquilo que foram os primeiros minutos, sei que é bastante crítico daquilo que aconteceu.
Exato.
Mas falamos do Famalicão-Sporting, que ficou empatado a um golo. E queria começar aqui precisamente por esses primeiros 15 minutos, em que houve logo quatro amarelos de seguida. Sei que o Pedro Henriques não concorda com aquilo que aconteceu dentro do campo.
Exato. Sim, não concordo com a maneira como o Fábio Veríssimo conduziu o jogo sob o ponto de vista técnico e depois, obviamente, também disciplinar. E sobretudo na parte disciplina. Eu sei que há muito esta ideia de que tem que se mostrar cartões no primeiro minuto, é igual ao minuto 90, mas ao próprio mostrar do cartão amarelo, há cartões que podem ser geríveis, ou seja, há uns que não há gestão possível, porque está mesmo na lei. Há outros que têm muito a ver com o critério do árbitro. E o árbitro quis aqui apertar a malha desde muito cedo, talvez balanceado pelo jogo do ano passado, em que houve problemas entre o Sporting e Famalicão e talvez numa tentativa de segurar o jogo logo desde o início, mas foi uma opção, no meu ponto de vista, errada, porque saíram cartões amarelos que depois não só são geríveis, como no meu ponto de vista, nem sequer se justificavam. Ou seja, por si só, não eram infrações para cartão amarelo. E podemos, se calhar, começar então cronologicamente.
Sim, podemos ir um a um, podemos ir àquele primeiro, aos três minutos.
Então vamos lá. Minuto três.
PP Rodrigues.
Exatamente, minuto três.
PP Rodrigues, aliás.
PP Rodrigues é uma falta sobre o Paulinho. Há uma falta, efetivamente, há ali um toque lateral, o árbitro até faz o sinal de tesoura, bastante longe da baliza. A entrada em si é mais imprudente do que negligente. Imprudente significa que não há cartão amarelo na lei, negligente é que há. Imprudente, que significa que não teve atenção em relação ao adversário, negligente é que já não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato, portanto, já é um nível acima. Portanto, quando eu digo imprudente, imprudente lei 12, claramente, para não cartão amarelo. E, portanto, para mim, a falta bem assinalada, o cartão amarelo mal mostrado.
Cinco minutos foi Jesaia a levar o amarelo.
Aqui sobre o Rúben Lima, como tinha mostrado anteriormente e com o barulho que o público fez, acabou por ir atrás exatamente dessa ação. E no meu ponto de vista, é uma bola que é metida para o Rúben Lima à saída da área e o Jesaia, como faz pressão alta, vai lá em ação ofensiva tentar pressionar para tentar tirar a bola e choca com o adversário. Estamos a 80 metros da outra baliza, não há qualquer perigo, nem sequer é uma entrada de sola, é apenas uma infração ofensiva e que devia ser punida por direto ponto, sem cartão amarelo. Portanto, não concordo com este segundo cartão amarelo.
12 minutos, novamente amarelo para Piquerez. Aqui também esteve mal o árbitro?
Eu sei que aqui já, se calhar, quem opina em termos de arbitragem vai dizer que o cartão amarelo foi bem mostrado. Eu não concordo pelo seguinte: é uma bola metida no corredor direito, em que o Piquerez está com o Paulinho a mais de 30 metros do lance. É óbvio que o Piquerez faz a falta sem bola e as pessoas: "Ah, mas por isso é um complemento desportivo." Mas não há qualquer perigo. Há outro jogador do Famalicão que vai chegar primeiro à bola, o Paulinho não tem a bola dominada nem controlada, está a 30 metros da bola, está longe, é apenas uma infração gerível. Apito forte, aviso. Não posso tolerar estas faltas sem bola. A partir de agora, está fechado o processo, como costumo dizer, não há mais faltas. E fazia a questão e chegava ao minuto 12. Chegou ao minuto 12 com três amarelos, quando podia ter chegado sem nenhum. Por isso é que eu não concordo com este cartão amarelo.
14 minutos, foi Palhinha a quem foi mostrado o amarelo. Desta vez, já houve aqui também alguma margem ou também tem tudo a ver com os três anteriores e foi excessivo.
E foi excessivo e foi iludido um bocadinho pela ação também do Bruno Rodrigues, que é quem sofre a falta. É à saída do meio-campo, a 50 metros da baliza, está o Palhinha, está o outro jogador do Sporting e está o Coates de frente. Estão três jogadores na jogada. Portanto, não é uma situação em que o Bruno Rodrigues vai por ali fora e ganha vantagem se o Palhinha não faz falta. Nada disso. E a distância é bastante grande. E mais, e se virem o lance, que há um ligeiro toque no ombro e por isso, para mim com pouca intensidade, mas até vou aceitar a falta, o próprio Bruno Rodrigues quando sente aquele contacto, projeta-se. Portanto, ele força claramente esta situação. Portanto, eu não concordo com este cartão amarelo mostrado ao Palhinha e depois ato contínuo, o Rúben Amorim no banco também é advertido por protesto. Essa aí já não me vou meter, porque lógico que os treinadores quando são advertidos ou quem está no banco, é por protesto, palavras que não podem usar e eu aí aceitarei sempre as decisões da equipa de arbitragem.
Vamos falar de um amarelo que não foi mostrado, mas que poderia ter sido, pelo que percebo, aos 31 minutos, Palhinha terá feito uma falta que poderia ter dado azo a esse amarelo. Já tinha sido mostrado aos 14 minutos, na opinião do Pedro Henriques, mal mostrado, mas aqui aos 31 minutos devia ter sido mostrado?
Não, também não devia ter sido mostrado. Fizeste bem fazer esta pergunta, porque a comunicação social hoje diversa já está a colocar dois lances, e depois havemos de abordar o outro, em que o Palhinha poderia ter visto o segundo e o terceiro cartão amarelo, depois de ter visto o primeiro. O primeiro já tinha sido mal mostrado e esta aqui é uma situação em que é um lance que eu estava aqui a tentar procurar o jogador, que agora não tenho aqui. Portanto, é um lance em que o Ivo Rodrigues, estava aqui à procura do nome, peço desculpa. É um lance entre o João Palhinha e o Ivo Rodrigues à saída do meio-campo, uma vez mais longe da área adversária. É um choque, é um lance absolutamente normal em que, no meu ponto de vista, não há motivo para cartão amarelo. Há falta? Sim, mas um lance absolutamente normal, uma entrada normal, imprudente e, portanto, para mim, sem motivo para cartão amarelo.
Sem motivo para cartão. Depois, Nuno Mendes leva também amarelo, ele que infelizmente foi o autor do autogolo do lado do Sporting, também leva esse peso para os próximos jogos. Este amarelo a Nuno Mendes foi bem mostrado?
Sim, este sim. Agora é uma situação completamente diferente. A entrada em si, basta ver a entrada, é daquelas que a gente diz: "Isto sim, é uma entrada dura, é uma entrada negligente, não tem em conta o perigo que ascende ao seu ato, é uma falta de Nuno Mendes sobre Ivan Jaime e este é o cartão amarelo que eu concordo claramente.
Aos 43 minutos, também há dúvidas sobre se há ou não pênalti do jogador do Sporting, Coates. O que o Pedro Henriques vê das imagens?
Não há pênalti. É um lance com o Marcos Paulo. O Coates está parado na área, tem a posição ganha e isto é muito importante. E há ali uma bola que está a ser dividida e o Marcos Paulo quando vai fazer um movimento, digamos, de rotação, choca contra o jogador do Sporting, que já tem a posição ganha e não tem que se mexer dali. Portanto, não é uma situação em que o Coates foi colocar à frente do Marcos Paulo. Não, ele já está, está parado e curiosamente, até levanta assim os braços e é o próprio Marcos Paulo que no movimento e na disputa da bola e da jogada, acaba por chegar contra o Coates. Portanto, boa decisão da equipa de arbitragem, não havia motivo para apontar pênalti.
Já na segunda parte, depois, pelo menos não arrancou como à primeira, não arrancou com estes cartões amarelos. A equipa também parece ter-se adaptado à arbitragem e vice-versa. Aos 68 minutos, golo do Famalicão. Haveria dúvidas? Aliás, foi até um autogolo por parte do Sporting, mas há alguma dúvida sobre se há ou não fora de jogo?
Não, não há dúvidas. A imagem é clara, quer dizer, em movimento corrido, vemos o Marcos Paulo a parecer isolado e ficamos sempre com a ideia que pode, eventualmente, ter havido uma análise incorreta no fora de jogo, mas depois com a repetição percebemos que ele sai bem de trás e, portanto, não há qualquer dúvida. Mas como é um golo, e só houve dois, e o golo é sempre um momento importante, e como também as imagens televisivas pararam a imagem no momento da assistência para se perceber se era fora de jogo ou não, é por isso que eu chamamos aqui à colação este lance. Bem decidido, golo legal do Famalicão, não há fora de jogo de Marcos Paulo no início da jogada.
Pedro Henriques, aqui aos 75 minutos, fiquei na dúvida se o amarelo foi mostrado a Ivo Rodrigues ou ao Pote.
Ao Pote.
Foi ao Pote. E aqui foi bem ou mal da decisão da equipa?
Bem mostrado, o Pote rasteira o Ivo Rodrigues no corredor direito do ataque, neste caso, do Famalicão. E aqui, por que é que é bem mostrado? É porque se o Pote não rasteira o Ivo Rodrigues, o Ivo Rodrigues iria entrar pela área da zona lateral e com perigo. Portanto, chama-se a isto um ataque prometedor e aqui bem o cartão amarelo foi mostrado.
E vamos àquele segundo, na realidade, terceiro lance em que o Palhinha é protagonista. O Pedro Henriques já me disse que nem um, nem outro lance, quer o dos 14, quer o dos 31, seriam razão para cartão amarelo. O dos 81 deveria ter sido?
86, se não estou em erro. Se calhar, coloquei 81 na referência que te mandei, mas é 86. Peço desculpa.
86. Sim.
86. Minuto 86. Isto para dizer que também é um dos tais cartões que quem diz que devia ter visto o segundo e o terceiro, é um lance com o David Tavares. A bola é metida para o David Tavares, à saída da área. O David Tavares está a receber a bola, a rececionar e a rodar. E uma vez mais, o Palhinha, que vai tentar pressionar e fazer pressão alta, vai chocar, faz uma obstrução com contato sobre o David Tavares. Não é uma situação em que o David Tavares já tem a bola controlada e vai sair em ataque rápido, em contra-ataque, e que é travado. Não. Ele está a rececionar a bola, está no seu momento de rotação e sofre esse choque frontal. Um lance absolutamente normal, punido, e bem, com livre direto e mais nada. Resumindo e concluindo, porque fica bem assente.
Deveria ter levado zero amarelos.
Exatamente. Portanto, o minuto 14 do Palhinha sobre o Bruno Rodrigues, o minuto 31, também curiosamente, Bruno Rodrigues, e agora com o Ivo Rodrigues, e o minuto 86 com o David Tavares, três infrações cometidas pelo Palhinha. No meu ponto de vista, nenhuma delas passíveis de cartão amarelo.
E depois há outras pessoas que pensam que deveria ter sido vermelho depois de, pelo menos, três amarelos merecidos.
Exatamente.
Vamos ao minuto 91, amarelo a Diogo Figueiras. Esta foi uma boa ou má decisão da equipa de arbitragem?
Uma boa decisão. É uma situação em que o Diogo Figueiras faz falta com o braço na cara de um adversário. Em situação ofensiva. E como o árbitro puniu, o Diogo Figueiras ficou irritado e zangado, porque achava que não tinha cometido falta. E é pelos protestos, ou seja, não é pela falta, porque surgiu um pouco essa dúvida, mas sim pelos protestos, que o árbitro não puxou pelo cartão logo, e depois quando ele protestou, evidentemente, é que mostrou. E estamos naquela zona que é, a partir do momento que há protesto, eu dou sempre razão à equipa de arbitragem, porque a lei estará sempre a favor, porque não se pode protestar, mesmo que, eventualmente, o jogador ou o treinador, ou quem quer que seja, tenha razão.
Aos 96 minutos, já no final da partida, no final do tempo de compensação, há também um amarelo para Bruno Tabata. Este foi justo?
Sim, também foi justo. É uma falta que o árbitro não assinala logo, dá a lei da vantagem e há o comportamento desportivo, porque o que o Tabata quis fazer foi tentar destruir uma jogada de algum perigo. Só que, na prática, o árbitro deu a lei da vantagem e essa jogada acabou por não ser destruída. De qualquer maneira, o comportamento desportivo pela ação foi punido pelo árbitro e dentro do critério que o árbitro estava a ter com os muitos cartões amarelos que mostrou, aceito, obviamente, este cartão amarelo.
Pedro, agora estou muito curiosa para saber que nota vais dar à arbitragem.
Mas eu vou dar.
Claro. Visto que houve estes quatro amarelos de rajada, que nós que estivemos aqui a acompanhar na emissão especial ficamos boquiabertos, verdadeiramente. Mas entretanto as coisas resolveram-se, ficaram melhores e houve decisões mais ponderadas.
Sim, eu vou dar nota cinco. O critério é este: eu para dar nota quatro, que é nota negativa, tem que haver um caso que tenha influência naquilo que é o resultado. Um penálti, um cartão vermelho que fica por mostrar, um golo em fora de jogo. Um lance que tenha realmente impacto no jogo e que com isso inclusivamente possa alterar aquilo que é a distribuição dos pontos. Ou, por exemplo, até pode uma equipa ganhar por 2 a 0, 3 a 0, mas haver um erro muito grave que deu origem ao primeiro gol. Quando há esse impacto, eu baixo as notas, naturalmente, para a parte negativa. Na realidade, estes cartões amarelos que foram errados e toda a forma como ele conduziu o jogo, sobretudo na maneira como conduziu neste aspecto disciplinar, eu não gostei. Nem disciplinar, nem técnico. Mas, na realidade, não há um lance que a gente diga assim: "Isto adulterou o resultado. Este jogo que foi de 1 a 1, devia ter sido de 1 a 0 ou 2 a 1. Um empate só acontece porque há um erro do árbitro". Ou dito de outra maneira, uma equipa não ganha por há um erro do árbitro. Isso não aconteceu. Nós não temos aqui um penálti, não temos aqui um cartão vermelho, ou mesmo cartões vermelhos por acumulações de amarelos que, no meu ponto de vista, não existiram. E por isso é que eu dou nota baixa, nota positiva, porque ele ainda teve o mérito de, pelo menos, não ter influência no resultado e depois destes primeiros quatro amarelos, que são todos discutíveis, começou a acertar no critério, pelo menos, disciplinar. E é por isso que dou uma nota positiva, mas uma nota positiva baixa, nota cinco.
Ficamos a aguardar por esses 10 que tens guardados na manga para um destes dias. Pedro Henriques, muito obrigada. Nós temos encontro marcado para amanhã. Mais uma vez, obrigada pela disponibilidade e uma boa noite.
Boa noite, obrigado.