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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Começamos este termómetro pelo quente. Ana Marques, boa tarde. Quem está no quente é a Rainha Isabel II?

É a Rainha Isabel II, exatamente. Temos aqui a nossa monarca de 95 anos, porque depois de muito se especular sobre a presença dela nas icônicas corridas de cavalos de Ascot deste ano, eis que ela finalmente pisou os relvados no sábado, no dia 19, portanto, no último dia de Ascot.

Mas vai correr também, Ana?

Se vai correr também? Imagino que não, mas estava a apoiar quem corria, precisamente. Mas fê-lo vestida em verde-água, com um colar de pérolas e, claro, um chapéu bem vistoso com flores vermelhas e rosa, ali a marcar também o outfit.

Bom, é uma presença importante, há que dizê-lo, sobretudo depois de a pandemia ter limitado o evento no ano passado.

É verdade, limitou bastante. E no que diz respeito à Rainha, foram, por exemplo, 68 anos consecutivos sem falhar um único evento em Ascot e é um ciclo que foi naturalmente interrompido em 2020 por causa da pandemia, que obrigou o evento a realizar-se digitalmente, o que é estranho pensar, pensar no formato digital. Mas isso significa que a Rainha acompanhou Ascot através de um ecrã no Castelo de Windsor. Portanto, este regresso da monarca, que fez 95 anos em abril, era realmente aguardado por todos, por muita gente.

Ok, e o que destacas da presença da monarca em mais esta edição de Ascot, além do chapéu, claro, que isso é sempre grande destaque, não é?

Claro, o chapéu é importantíssimo. É preciso dizer que Isabel II mostrou-se muito sorridente ao longo do evento e, além disso, sempre de olhar atento na corrida e em alguns dos cavalos que estavam no recinto, como é natural. Esteve quase sempre acompanhada por John Warren, que é o seu gestor de corridas. Portanto, ela deve estar muito atenta a tudo que se passa no evento. E ela falhou o dia de abertura de Ascot, ou seja, ao contrário do que tinha sempre acontecido em anos anteriores, por causa de um encontro de Estado com o primeiro-ministro australiano Scott Morrison.

Ana, é muito conhecida a paixão da Rainha Isabel II por cavalos, não é?

É verdade. É uma grande paixão, se não a paixão da vida dela. Ainda na semana passada, por exemplo, a Camilla, a Duquesa da Cornualha, confirmou esta paixão equestre por parte da família real, mas sobretudo por parte de Isabel II. E é engraçado que em entrevista a Camilla disse que a monarca tem um conhecimento enciclopédico no que toca a estes temas. Eu certamente não apostaria contra ela em Ascot, nas corridas de cavalos, não me atreveria a isso.

Nem se deve apostar contra a Rainha, não é? Jamais.

Exato. Deve dar azar.

Continuamos no domínio da realeza. Colocas no morno Meghan Markle. Por quê, Ana?

É verdade. Aliás, este termómetro hoje vai ser todo dedicado à família real britânica, à tão estimada família. Ela tem sempre aqui lugar de destaque no nosso termómetro. Mas acontece que Meghan Markle deu a primeira entrevista após aquela polêmica conversa com Oprah Winfrey, e a entrevista aconteceu pouco antes do nascimento da segunda filha, portanto, da Lilibet Diana.

E que temas quentes é que ela trouxe desta vez? Há mais afirmações polêmicas sobre a família real britânica ou não?

Desta vez não, foi mesmo uma entrevista muito contida. Exato, podemos todos suspirar de alívio, porque foi uma entrevista mesmo muito contida.

A outra ainda está a render tanto. Em termos de polêmicas, a outra ainda está a render.

Exatamente. É pra dar aqui um intervalinho, não é?

Exatamente, pra desenjoar.

Exatamente. Para desenjoar. E ela, na entrevista, falou apenas do novo livro infantil, que a Duquesa de Sussex assina. E eu acho que até podemos ouvir um pouco a falar sobre isso. Temos aqui um som dela a falar sobre isso.

Vamos lá.

"I often find, especially in this past year, I think so many of us realize how much happens in the quiet. In this story, I'm observing this love between my husband and our son."

Ora, e o que nos podes contar mais sobre este livro?

Chama-se "The Bench" e, na verdade, o livro surge através de uma ideia de um presente que Meghan deu a Harry, isto no primeiro Dia do Pai do Príncipe. Ela estava sem ideias e ofereceu-lhe um banco. E na parte de trás deste banco inclui uma placa com um pequeno poema escrito por ela, e o poema é o que de fato serve de inspiração para o livro. E ela diz, como nós também agora pudemos ouvir, que se inspirou ao ver o Phil e o Archie juntos. E comenta também, engraçado, que o filho é uma espécie de leitor voraz do livro.

E o livro está-

Uma espécie de leitor, não é?

Claro, exatamente. O livro está a vender bem, está a ter muito boa aceitação ou nem por isso?

Essa é uma pergunta muito pertinente. E temos aqui duas interpretações. O Daily Mail diz que o livro está entre os best-sellers do New York Times, no que a literatura infantil diz respeito, mas no Reino Unido vendeu pouco mais de 3000 cópias, isto na primeira semana após a sua publicação a 8 de junho. Eu imagino que eles estivessem à espera de vender um pouco mais.

Ou então não. Ou então, se calhar, já estão à espera disto.

Talvez dessa dicotomia.

É mais querida nos Estados Unidos do que no Reino Unido.

Estão pouco atentos à política internacional, não conhecem aquela hipótese de comprar todas as edições.

Pois é. Fica a dica.

Exatamente, fica a dica.

Vamos ao frio. Harry. Colocaste Harry no frio?

Exatamente. Estávamos com saudades de alguns documentários polêmicos. Voltemos a eles, foi um intervalo curtinho, porque já passou algum tempo desde aquela entrevista do Sussex à Oprah Winfrey, mas a conversa continua a dar muito o que falar. E agora, ao The Sun, uma fonte revelou que Harry ficou tão zangado, isto zangado entre aspas, com a notícia de que perderia os títulos militares na sequência do Megxit, que em menos de 24 horas aceitou falar com a apresentadora norte-americana. Portanto, menos de 24 horas por ter ficado tão zangado.

Tomou o seu tempo pra ponderar bem essa decisão. Mas, portanto, ele queria mesmo muito manter os títulos militares, não é?

Tomou o seu tempo, é óbvio. Harry tem uma ligação muito especial com os títulos militares, é um fato. Ele serviu o exército britânico por duas vezes no Afeganistão, isto é um exemplo do empenho dele. Queria manter os títulos, não aconteceu, e a 19 de fevereiro, era notícia que precisamente por causa do Megxit, as insígnias militares do Duque de Sussex seriam devolvidas à rainha. Agora, a fonte garante que houve uma explosão, isto entre aspas, pouco antes da entrevista com Oprah, mas que não teve que ver com o título de Archie. Portanto, isso já era um assunto conhecido e discutido na altura, mas Harry e Meghan ficaram muito zangados, isto também entre aspas, antes da entrevista com Oprah, o que terá motivado a mesma.

Portanto, ajuda a compreender este contexto em que foram feitas as acusações. Estava tudo com ânimos muito exaltados. Sobre o título de Archie, explica-nos melhor o que é que está por trás disto.

Exato. Basicamente, há relatos de que Carlos quer uma monarquia reduzida quando ascender ao trono, o que implica que Archie nunca venha a ter o título de príncipe. E se nós pensarmos bem, se recuarmos um pouco no tempo, era um assunto que de certa forma já tinha sido abordado na entrevista com Oprah, quando Meghan contou que já estando grávida de Archie, recebeu a notícia de que o filho nunca teria o título de príncipe, nem direito à segurança. Na altura, nós não conhecíamos era bem o contexto em que ela estava a dizer isso. Essa pode ter sido realmente uma referência à decisão de Carlos, mas também é importante dizer que ao The Sun, uma outra fonte, agora do palácio, assegura que ainda não há nada definitivo em relação a isto, sobre se Archie terá ou não um título de príncipe, e que é um assunto que vai ser apenas debatido de forma definitiva quando a rainha morrer. E nós não estamos ansiosos por isso, portanto, esperemos que seja uma coisa que demore muito tempo a acontecer.

Toda a gente deseja isso. Ana Marques com a edição de hoje do Termômetro. Amanhã sensivelmente a esta hora voltamos a olhar para as temperaturas dos famosos. Até amanhã, Ana.

Até amanhã. Boa tarde.