Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E começa agora mais um Três Toques das manhãs 360 com o jornalista Carlos Pedro. Olá, Carlos.

Bom dia.

Bom dia. Ele leva-nos a bola, ele é Três Toques, é a reportagem.

E hoje vou falar de snooker.

Olha, adoro.

E não estava à espera.

Gosto muito de ver.

Eu jogo bem.

E jogam bem?

Até jogo bem.

Bem, até.

Bem.

Eu confesso que sou muito mau. Eu, destes desportos de café, como se diz, gosto mais de matraquilhos. Acho que sou melhor nos matraquilhos.

Eu só sei uma finta nos matraquilhos à frente.

Se cal era fazer rodar assim.

É isso.

No snooker, estou muito longe de ser uma espécie de Ronnie O'Sullivan, que é uma lenda deste desporto, mas que está a ser odiada pelos colegas de profissão nos últimos tempos. Vocês não conseguem adivinhar o motivo. Ele foi sete vezes campeão do mundo, venceu 42 torneios entre 1993 e 2022, mas não é por causa disso, não é por inveja, não é por ser muito bom, é por causa do giz que utiliza para aumentar o atrito entre o taco e a bola branca. Com o detalhe de que O'Sullivan é um dos poucos jogadores ao mais alto nível que ainda utiliza um giz específico da marca Triangle. O que é que tem esse giz de tão mau, afinal? Duas coisas, essencialmente. Os críticos dizem que provoca mais maus contactos, os conhecidos kicks, no momento em que a bola branca atinge a bola alvo, resulta normalmente em perdas de posição ou em bolas falhadas, para além de deixar o pano da mesa bastante sujo.

Cheio daquele pó azul.

Exatamente.

A cheirar a banana.

A polémica estalou no último encontro entre O'Sullivan e John Higgins, também outro grande nome do snooker. E há, de facto, um lance em que se nota esse kick numa jogada do John Higgins, prejudicando o jogador, mas não evitou a vitória perante O'Sullivan. A maioria dos jogadores utiliza outra marca do giz, que parece reduzir bastante esses incidentes, mas O'Sullivan mantém-se fiel a essa escolha. Até porque tem amizade com um designer que é famoso e que é ligado a este giz. Apesar das críticas, a organização que tutela o snooker mundial garante que não há nenhuma regra a ser violada, mas isso não tem agradado a alguns atletas. Por exemplo, Neil Robertson, que defende que este giz deve ser banido porque pode arruinar o jogo e não é justo para os jogadores que não o usam. Pois bem, os jogadores têm, de facto, a liberdade de escolher o giz.

O giz que querem usar.

O giz que querem usar.

Mas enquanto não existir uma coisa escrita.

Este segundo argumento perde um pouquinho de validade, porque está ao alcance de toda a gente. Os jogadores têm a liberdade para escolher. O O'Sullivan não gosta nada deste giz e tanto que proíbe os colegas de treino de o utilizarem. E já percebemos que se pudesse, retiraria também o giz do mercado. O próprio O'Sullivan, que ameaçou retirar-se do mercado do snooker, acho que não tem gostado das quantias que tem recebido. Em qualquer torneio que participa, todos sabem que precisam de abrir a carteira ou o bolso.

Para o ter lá.

Exato. Foi o que disse O'Sullivan numa entrevista. Também admitiu não estar 100% comprometido com o snooker e que está ali para se divertir ou então para chatear a cabeça aos adversários com esta história do giz.

Isto é uma dica, Maria João. Se calhar, a nossa performance tem a ver com o giz.

Eu estava aqui a pensar nisso, estavas já a fazer uma encomenda.

É isso. Mudamos de giz.

Do melhor giz, o Triangle.

Mudamos de giz e acabou.

Coisa fácil, a coisa melhora.

Pode ser que resolva. No ténis, há também uma história bastante inusitada. Falamos de Jannik Sinner, um dos maiores nomes da atualidade do ténis. Joga os quartos de final do Open de Madrid, mas a história que trago é de domingo, quando derrotou o dinamarquês Holmer Møller e no final do encontro, o habitual espaço para as declarações aos jornalistas ou jornalista, neste caso, um jornalista espanhol que a determinado momento questionou o atleta italiano sobre o seu nível de castelhano e os métodos que utiliza para aprender a língua. Sinner começa por dizer que tem um espanhol bastante enferrujado e confessa ao jornalista que não utiliza qualquer aplicação para aprender novos idiomas, mas abriu a porta a essa possibilidade, até porque disse querer aprender espanhol no espaço de um ano. Eu acho complicado para quem não fala uma única palavra de espanhol.

Mas ele é italiano.

Mas disse que não falava.

Certo. Não, digo eu que há uma proximidade.

Sim, eu também sou portuguesa.

Pelo menos aparentemente.

O meu espanhol é muito bom.

Então, ele falou aqui de duas aplicações, o Duolingo e o Babbel. Eu não conhecia esta última, só conhecia o Duolingo.

Também não, o Duolingo, sim.

O Babbel conheço.

Eu não conhecia e pelos vistos o repórter também não conhecia, porque confundiu o nome com uma outra aplicação.

"I understand a little bit, but cannot speak yet. Muito bem. Do you have any apps that help you? No, I still need to find out. Duolingo or the other one is also Babbel, no? So let's see. Bumble is a dating app. No. Babbel. No, Babbel. Anyways, not a dating app. I don't need a dating app."

Não precisa.

Não precisa e ainda bem que não precisa.

Confundiu entre Babbel e Bumble, de dating.

Portanto uma aplicação de encontros e uma que ensina línguas estrangeiras. O Sinner não precisa de uma delas.

O repórter acabou por fazer aqui uma confusão, totalmente culpa do repórter, na realidade, porque Sinner pronunciou bem o nome. Eu até pensei que tivesse havido aqui um erro de pronúncia, mas não.

Registamos que o repórter conhecia uma das aplicações.

Mas a outra não.

Precisamente. Enquanto isto acontecia, a namorada de Jannik Sinner festejava a vitória do tenista nas bancadas.

Pensei que festejava a resposta que ele deu.

Acho que sorriu duas vezes.

Eu acho que não dava para ouvir. Eu acho que as pessoas que estavam no campo não conseguiam ouvir a entrevista do Jannik Sinner, mas depois a namorada foi lá deixar um like numa publicação a gozar com a situação nas redes sociais. Portanto, também deve ter gostado, mas o melhor é mesmo verem o vídeo e verem a cara de Jannik Sinner quando é confrontado com a possibilidade de ter dito o nome de uma dating app com a namorada nas bancadas. É a cara de quem por momentos viu a sua vida andar para trás. Ainda assim, ele lá conseguiu corrigir o jornalista, o repórter, ao dizer que é Babbel e não Bumble.

Carlos Pedro com o Três Toques na Rádio Observadora. Até amanhã, Carlos.

Até amanhã.

Até amanhã.