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Está no ar mais uma edição do "Vamos à Bola", hoje com o Carlos Pedro. Vamos ao fecho da jornada quatro da Primeira Liga de Futebol. O Benfica ainda teve de sofrer, mas venceu o Estoril, em casa, por 2x1 e soma sete pontos em três jogos realizados.

As Águias continuam com um jogo em atraso, mas diminuíram distâncias para os rivais no jogo de ontem. Pavlídis e Lenglet destoaram da falta de eficácia encarnada. Begraoui ainda fez pairar fantasmas do passado, mas o Estoril segue sem vencer na Primeira Liga. À meia hora de jogo e com apenas dois treinos realizados, João Palhinha estreou-se de aguilhão ao peito, fruto da lesão de Enzo Bariane Tséya, e acabou depois eleito o homem do jogo. Em declarações à BTV, o médio destacou a qualidade do plantel encarnado e descansou os adeptos quanto ao estado físico de Bariane Tséya.

Infelizmente, não é nada de especial. Falei com ele assim que o jogo acabou e, infelizmente, não é nada de especial. Isto é o coletivo. A equipa não são só os jogadores. Há muita qualidade no banco, também à espera para entrar. Miúdos com muita vontade, o Gonçalo, o Anísio, que também me têm surpreendido bastante nestes primeiros dias. Acho que temos muito potencial dentro da casa e miúdos com muita fome. Não só os miúdos, mas também toda a gente que está no banco. É gente com muito talento e precisamos desta competitividade, porque vamos ter muitos jogos ao longo da época. Portanto, todos juntos, eu acredito que vamos conquistar coisas bonitas.

Já o técnico Marco Silva, sobre o encontro de ontem, destacou o domínio encarnado durante toda a partida.

O Benfica dominou o jogo todo. É óbvio que sofremos um gol perto dos 80 minutos e que faz o Estoril acreditar um pouco. O Estoril faz, durante o jogo todo, dois remates, faz quatro remates no total, dois remates enquadrados com a baliza. Independentemente, temos vindo a ganhar jogos e temos vindo a crescer como equipa. Tem-nos acontecido muitas vezes esta situação, praticamente num remate à nossa baliza, numa situação, acabam por fazer gol. Foi o que aconteceu hoje novamente. Setenta e cinco, 80 minutos de um controle total do jogo.

Os encarnados voltaram a chegar às duas dezenas de remates no encontro de ontem, perante mais de 60 mil benfiquistas nas bancadas. Do lado do Estoril, Vasco Matos mostrou-se satisfeito com o comportamento da equipa, apesar de novo desaire.

Não me deixa nada preocupado, até porque a resposta que hoje demos em campo foi muito boa, uma organização muito boa, um querer muito grande. E acho que o plano foi cumprido, os jogadores a quererem muito fazer bem as coisas, por isso só saímos daqui reforçados naquilo que é a ideia, daquilo que é o nosso trabalho. Faz parte. Obviamente, queremos ter mais pontos do que temos, mas ainda estamos em agosto, ainda falta muito campeonato e saímos daqui de cabeça levantada, com grande caráter e grande dignidade.

As leituras dos técnicos de Estoril e Benfica ao jogo de ontem à noite. O Benfica volta agora a jogar no sábado, na Madeira, em casa do Marítimo. O Estoril, penúltimo da liga, com apenas um ponto, recebe a sensação deste início de época, o Arouca.

Também ontem, o Sporting de Braga venceu o Derby do Minho, diante do Vitória, por 1x0.

Valeu o gol de Diego Rodrigues aos 79 minutos para decidir a cor do derby. O Braga vence, faz quatro pontos e para Carlos Vicent, a vitória foi justa.

Creio que é muito boa a primeira parte, onde é verdade que nos faltou, talvez, me perguntaram muito, o Guilherme me pergunta muito, um pouco de finura para acabar de definir. E é verdade que temos que encontrar-nos um pouco mais quando estamos nessas entradas à área para conseguir abrir o marcador, talvez, antes.

Do lado vimaranense, o técnico Tiago Margarido aponta dois jogos dentro da mesma partida, que foi decidida nos detalhes.

Foi um jogo dividido. Penso que nós entramos melhor na primeira parte, nos primeiros 15 minutos. Estávamos com algum ascendente naquilo que era o domínio do jogo. Depois, à medida que a primeira parte foi avançando, o Braga equilibrou e até acaba por cima de nós, à chegada ao intervalo. Depois, na segunda parte, desajustamos, procuramos um pensamento ofensivo diferente, de forma a contrariar a pressão homem a homem que o Braga estava a fazer. Penso que estávamos a ter sucesso nisso. Também alteramos um pouco aquilo que era o nosso momento sem bola para nos ajustarmos melhor com aquilo que éramos eficazes com o adversário que estava a nos criar. E penso que no nosso melhor momento acabamos por sofrer o gol.

Os rescaldos ao Braga 1, Vitória 0 e ao cabo da quarta jornada, dizer: a primeira chicotada psicológica está aí mesmo. João Gião já não é treinador do Nacional da Madeira, não resistiu à primeira derrota em casa, na Choupana, frente ao Estrela da Amadora. Sabe a Rádio Observador que a oficialização está a por horas. Os madeirenses têm, ainda assim, quatro pontos e ocupam a nona posição da liga.

No mercado de transferências, o Porto apresentou dois jogadores, Giménez e Sousa.

Falamos ontem destes negócios, foram oficializados entretanto, há poucos dias do fecho do mercado em Portugal. Falta ainda a contratação de Gabriel Mec, o médio extremo que vem do Grêmio do Brasil. O editor de desporto do Observador, Bruno Roseiro, diz que o futebol clube do Porto mexe-se bem nestas idas ao mercado.

Sousa também não teve propriamente o melhor contexto para se destacar, mas é uma grande contratação, sobretudo agora que o Zaidu se magoa. O Gabriel Mec parece-me que é a tal oportunidade de negócio que André Villas-Boas tinha falado no sorteio da Liga dos Campeões. Será para potenciar a médio prazo, mas é uma grande contratação. O Santi Giménez tem aqui uma curiosidade que é: há dois anos, os três grandes andavam atrás dele. Hoje as pessoas estão se a esquecer um bocadinho, porque ele, de facto, no Milan, não teve propriamente a melhor passagem. Agora, toda a gente andava à procura de Giménez. Qual era o problema? O Giménez era o ponta de lança mais caro daquele campeonato. A coisa acabou por não correr bem no Milan e o Futebol Clube do Porto ganha aquele que potencialmente será o seu ponta de lança, porque em condições normais, o Santi Giménez, que nós vimos no Feyenoord, estará à frente do André Silva, sabendo-se também que em novembro haverá Samu

A análise às recentes contratações do futebol clube do Porto pela voz do editor de desporto do Observador, Bruno Roseiro. Entretanto, na Luz, os encarnados tentam trazer por empréstimo Cláudio Echeverri, do Manchester City. O argentino esteve nas últimas duas épocas cedido a Bayer Leverkusen e Girona. Os jornais dizem também que Arribas, do Almería, é opção para render Luque Bakio, que pode estar de saída. Já Gustavo Puerta, outro dos alvos dos encarnados, deve rumar ao Nottingham Forest e ser depois emprestado ao Olympiacos. No reino do Leão, os jornais deram ontem conta de uma nega da estrutura leonina ao Sunderland, da Premier League, que continua a tentar forçar a contratação de Geny Catamo. Hoje encerram as janelas de transferências em Espanha, Inglaterra, Itália e França. O dia deverá ser marcado pela transferência de Enzo Fernández para o City. A imprensa desportiva internacional prevê a segunda maior transferência de sempre na Premier League, num valor a rondar os 140 milhões de euros.

No basquete, Portugal perdeu com a Geórgia por 90 a 98, na segunda jornada do apuramento para o Mundial.

A equipa das Quinas não aproveitou a nova derrota espanhola, agora frente à Grécia. Portugal até entrou melhor na partida, mas a seleção georgiana equilibrou forças ainda antes do intervalo. Nos dois últimos períodos, Portugal não foi além dos 24 pontos em cada, insuficientes para os 29 no terceiro período e a 28 no último da Geórgia. Foi aí que esteve a diferença, aponta o selecionador Mário Gomes, em declarações à RTP.

Raramente, especialmente na segunda parte, conseguimos jogar como equipa no ataque, raramente conseguimos fazer um movimento até o fim. E a prova disso é que nós tivemos uma porcentagem altíssima de dois pontos, 74%. Tivemos uma porcentagem baixíssima de três pontos e lançamos tantas vezes três como dois, porque não tivemos paciência de ir à procura daquilo que os podia magoar. Depois, a juntar a isso, fizemos 19 turnovers que deram todos pontos.

Apesar da derrota, tudo equilibrado e em aberto. Portugal segue na quarta posição com 12 pontos, os mesmos de Grécia e Montenegro. A seleção portuguesa está a um ponto da Geórgia e da Espanha, e a dois da líder Ucrânia.

A seleção portuguesa está eliminada do Campeonato da Europa de Voleibol Feminino.

Após derrota por 3x0 diante da Polónia, Portugal termina assim a prova com a melhor prestação de sempre, os oitavos de final. Para a história ficam os triunfos por 3x1 diante da Espanha e por 3x2 frente à Roménia.

E no ténis, Nuno Borges foi eliminado na primeira ronda do Open dos Estados Unidos.

O português e número um nacional caiu aos pés do norte-americano Leonard Tien, 15º do ranking ATP. Nuno Borges foi derrotado em três sets com parciais de 6x4, 6x1 e 6x2. Portugal continua agora representado neste US Open por Jaime Faria, que amanhã defronta o regressado Carlos Alcaraz, detentor do título e também vencedor em 2022.

Voltamos ao futebol para uma despedida. Terminou a carreira internacional de Lionel Messi e não volta mais a jogar pela seleção argentina.

Chegou ontem o anúncio através de um longo texto publicado nas redes sociais e escrito dois dias após a final do Mundial perdida para a Espanha. Messi assume que é uma decisão dolorosa, mas ponderada, e agradece a todos os treinadores, companheiros e dirigentes com quem partilhou os últimos 20 anos com a camisola da Albiceleste. Na mensagem, o argentino reconhece também que já não tem mais nada para dar e acrescenta que estão a aparecer jovens bons que merecem lá estar. Vinte anos, 257 jogos e 125 gols depois, Messi diz adeus ao futebol internacional. O que começou com um sonho, rapidamente virou a realidade que começou a ser escrita em 2005, numa estreia que até foi atribulada. Messi foi expulso ao fim dos primeiros 47 segundos em campo com a Albiceleste num amigável contra a Hungria. O primeiro gol chegou no ano seguinte, em 2006. Nesse mesmo ano, marcou no Mundial da Alemanha contra a seleção da Sérvia-Montenegro. Messi ainda não sabia, mas marcaria já neste ano, em 2026, contra o Egito, nos oitavos de final do Campeonato do Mundo, o derradeiro gol pela seleção argentina. Vamos ouvir esse registo pela voz do jornalista da ESPN Argentina.

Acá se viene con la pelota Enzo Álvarez. Atención con el centro y está el empate. Va Messi, rebotó la pelota en Marmoush. Otro centro de Messi, un desvío. La mete Lautaro, quedó atrás. Se viene con la pelota Messi, ¡gol!

Na altura, o 2x2 nos oitavos de final do Campeonato do Mundo, naquele fantástico jogo contra o Egito, ficou 3x2 no final desse encontro. Depois, na final desse Campeonato do Mundo, a Argentina acabaria por perder com a Espanha. Algumas finais perdidas, mas ao todo, Messi despede-se desta carreira internacional com um Campeonato do Mundo, duas Copas América e uma Finalíssima. Antes disto tudo, venceu o Mundial Sub-20 em 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Apito final nesta edição do Vamos à Bola. Hoje com o Carlos Pedro.