Os mestrados em gestão da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Católica, são os 48º e 49º melhores do mundo, respetivamente, de acordo com o ranking mundial do Financial Times, divulgado esta segunda-feira. O primeiro subiu seis posições e o segundo três na lista que contempla os 70 melhores mestrados de gestão financeira do mundo.

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José Ferreira Machado, diretor da Nova School of Bussiness and Economics (SBE), afirmou ao Observador que esta subida no ranking se deve à forte corrente de “internacionalização do programa”. Todos os anos, muitos dos alunos que frequentam o mestrado passam por experiências em “São Paulo, Varsóvia ou Madrid.”

Mas, quanto a subir mais posições no próximo ano, Ferreira Machado usa uma metáfora para ilustrar a dificuldade: “Nós estamos a correr, mas os outros também estão a correr.” Mesmo assim, admite que existe o objetivo de entrar no grupo dos 40 melhores mestrados em gestão e que este “é um processo que começou há muito tempo e decorre de forma gradual”. Lembrou, também, que a Universidade Nova de Lisboa tem as “limitações de uma escola pública” na contratação de professores e limite no valor das remunerações.

Cerca de 40% dos alunos que frequentam o mestrado são estrangeiros, contou ao Observador. Apesar de não terem cadeiras especializadas em Gestão para os mercados de tecnologia, um dos mais emergentes, disse que os alunos têm contacto com esses temas nas cadeiras de empreendedorismo. E, quando questionado se o programa escolar do mestrado foi adaptado para estudar a crise que se passou em Portugal nos últimos três anos, Ferreira diz que tal não aconteceu, mas todos os alunos são postos à prova em algumas cadeiras “como gerir em ambientes de crescimento zero”.

A Nova SBE também faz parte do grupo de universidades que leciona o programa CEMS MIM (Master’s in International Management) disponível em toda a rede de escolas da Global Alliance in Management Education. Este mestrado ficou colocado na quinta posição do ranking mundial.

 

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Os argumentos utilizados por Francisco Veloso, responsável pelo mestrado da Católica Lisbon School of Bussiness and Economics (SBE), são semelhantes: a dimensão internacional do mestrado e a capacidade de colocar quem o conclui em grandes empresas. “Mais de 50% dos alunos são internacionais”, conta ao Observador. Ao todo, já passaram alunos de mais 50 nacionalidades pelo mestrado, dos quais mais de 100 eram alemães.

O mestrado em gestão da Universidade Católica subiu da 52ª posição para a 49ª posição na lista do Financial Times. Os principais aspetos a ter em conta são que, nos últimos três anos, o número de candidatos internacionais aumentou dez vezes e que cerca de 97% dos seus graduados está colocado no mercado do trabalho ao fim de três meses.