O artista norte-americano Paul McCarthty recusou-se a reinstalar a sua obra “A Árvore”, que tem causado polémica por se assemelhar a um brinquedo sexual e que foi vandalizada durante a noite na Praça Vendôme, em Paris, França. “Na sequência dos atos de vandalismo contra a peça ‘A Árvore’ de Paul McCarthy, instalada na Praça Vendôme, em Paris, no âmbito do percurso ‘Hors les Murs’ da Feira Internacional de Arte Contemporânea (Fiac), a mesma não poderá ser reinstalada”, pode ler-se num comunicado hoje divulgado pela Fiac.

A nota refere ainda que, “perante a violência de certas reações [a ‘A Árvore’], o artista está preocupado com possíveis estragos durante a remontagem da obra”, acrescentando que Paul McCarthy não quer “estar envolvido em confrontos, nem continuar a correr riscos com este trabalho”. “Em vez de provocar uma reflexão profunda sobre a existência dos objetos como um meio de expressão em si mesmo, nomeadamente na pluralidade de significados, temos assistido a reações violentas”, afirmou Paul McCarthy.

A estrutura insuflável verde, batizada de “A Árvore”, cuja forma está algures entre uma árvore de Natal e um objeto sexual, foi vandalizada na noite de sexta-feira para sábado por desconhecidos que desligaram a fonte de alimentação que mantinha a obra inflada. Na quinta-feira, um desconhecido agrediu o artista enquanto este instalava a obra na Praça Vendôme. O próprio Paul McCarthy admitiu que a obra poderia tanto poderia fazer lembrar um ‘plug anal’ como uma árvore de Natal. A instalação, provisória, fazia parte da Feira Internacional de Arte Contemporânea (Fiac), que é inaugurada na quarta-feira em Paris.