O artista plástico José Pedro Croft vai apresentar 93 obras, na maioria inéditas, em gravura, desenho e escultura, numa exposição que se divide entre a Fundação Carmona e Costa e a Cordoaria Nacional, onde inaugura na sexta-feira.

A mostra intitula-se “Objetos Imediatos” e será uma montra do trabalho do artista em papel e escultura nos últimos 12 anos, evidenciando de uma forma mais profunda as ligações realizadas entre estes dois suportes.

De acordo com a Fundação Carmona e Costa, onde uma parte da mostra estará em exposição a partir de hoje, 90 das obras são inéditas, ou nunca foram apresentadas em Portugal.

José Pedro Croft, nascido no Porto, em 1957, foi alvo de uma exposição antológica no Centro Cultural de Belém em 2002.

Um total de 52 obras, que reúnem 51 sobre papel – das quais 31 gravuras e 20 desenhos – e uma escultura, estarão no espaço da Fundação Carmona e Costa.

A parte da mostra que inaugura na sexta-feira, na Cordoaria Nacional, reúne 41 obras, 24 sobre papel – sendo 12 gravuras e outros tantos desenhos – e ainda 17 esculturas, duas delas de grandes dimensões.

“Objetos Imediatos” tem curadoria de Delfim Sardo e será alvo de um catálogo para registar o período tratado na exposição, incluindo ainda textos do curador e ensaios do filósofo espanhol Amador Vega e do curador e crítico português João Silvério.

José Pedro Croft, que vive e trabalha em Lisboa, estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e escultura com João Cutileiro, expondo regularmente desde 1980.

Está representado em coleções do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação EDP, Caixa Geral de Depósitos, da Fundação Luso-Americana, da Fundação de Serralves e do Museu Berardo.

No estrangeiro, há obras de José Pedro Croft na Fundació La Caixa, no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, no Centro e Artes Visuales Fundación Helga de Alvear (Espanha), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), no Banco Central Europeu, no Sammlung Albertina (Áustria) e no Centro Georges Pompidou (França).

“Objetos Imediatos” fica patente na Fundação Carmona e Costa até 06 de dezembro deste ano e na Cordoaria Nacional até 11 de janeiro de 2015.