Júlio Pomar

Obras de Júlio Pomar nas artes decorativas e na arquitetura em exposição em Lisboa

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Uma exposição com obras de Júlio Pomar, relacionada com as artes decorativas, colaborações com a indústria e em projetos de arquitetura, vai ser inaugurada no atelier-museu do artista na quinta-feira.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Uma exposição com obras de Júlio Pomar, relacionada com as artes decorativas, colaborações com a indústria e em projetos de arquitetura, vai ser inaugurada no atelier-museu do artista, em Lisboa, na quinta-feira.

De acordo com o Atelier-Museu Júlio Pomar, a exposição “Decorativo, apenas? Júlio Pomar e a integração das artes” é inaugurada nesse dia, às 18:00, e vai ficar patente até 04 de setembro, com curadoria de Catarina Rosendo.

Esta mostra — que tem por mote explorar a dimensão utilitária da arte disseminada pelo quotidiano – irá reunir uma seleção das tapeçarias, gravuras e azulejos mais conhecidos de Júlio Pomar.

De acordo com o Atelier-Museu, a exposição dá um particular destaque ao período compreendido entre meados da década de 1940 e a segunda metade dos anos 1950, altura em que o artista desenvolveu diversas experiências em cerâmica e vidro na fábrica Cerâmica Bombarrelense Limitada, no Estúdio Secla, nas Caldas da Rainha, e na Fábrica Irmãos Stephens, na Marinha Grande.

Desse trabalho “resultaram objetos únicos de grande qualidade plástica, e vocacionados para o uso doméstico, como pratos, travessas e jarras, que nunca ou muito pontualmente foram mostrados em público”, assinala o Atelier-Museu.

No mesmo período, é destacada a intensa colaboração com arquitetos como Artur de Andrade, Keil do Amaral, Victor Palla e Bento d’Almeida, Artur Pires Martins, Celestino Castro e Conceição Silva, “todos eles modernistas empenhados na renovação da imagem da cidade e das formas de habitar e de convívio e para as quais Pomar contribuiu com uma variedade de soluções decorativas de fachada e de interior”.

As técnicas usadas pelo artista nesses trabalhos vão dos altos-relevos em alumínio batido, frescos, estudos de cor, esgrafitos sobre cimentos coloridos, mosaicos cerâmicos, pastas de marmorite, entre outras, algumas ainda existentes, outras já destruídas, como o fresco do Cinema Batalha, no Porto, que foi a primeira experiência de Pomar no âmbito da artes decorativas, em 1946-1948.

Esta mostra é ainda apoiada por um núcleo de imagens e documentos da época, oriundas do Estúdio Novais (Fundação Calouste Gulbenkian) e do Arquivo Municipal de Lisboa.

O Atelier-Museu Júlio Pomar, criado em abril de 2013 para divulgar a obra do artista, tem vindo a realizar exposições com a sua obra e em diálogo com artistas de outras gerações.

Instalado num edifício recuperado através de um projeto do arquiteto Álvaro Siza, situado na rua do Vale, ao largo de Jesus, perto da residência do artista, em Lisboa, o espaço possui um acervo de cerca de 400 obras de pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica e colagens.

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