Haverá históricos, por um lado e artistas indie que só se consolidaram recentemente, por outro. Os fãs rock poderão ser atraídos pelos Mão Morta, The Legendary Tigerman e Linda Martini, os fãs de folk e de canções indie mais delicadas poderão ter curiosidade em ir ouvir os mais jovens Luís Severo e You Can’t Win Charlie Brown na segunda maior sala de Lisboa. A fazer a ponte entre os dois géneros estará Samuel Úria e, a ligar o negrume do grunge dos anos 1990 ao género mais popular entre os jovens do século XXI, o hip hop, ouvir-se-á o rapper Allen Halloween.

[“Crescer” é a nova música do rapper Halloween, que atua em Maio neste novo festival:]

Se o cartaz do festival EA Live é abrangente, incluindo diferentes estilos musicais, há algo que une os seus integrantes: a música portuguesa, cujo ecletismo e variedade permite já organizar um cartaz plural e de peso apenas com artistas nacionais. No Coliseu dos Recreios, dia 30 de maio, ouvir-se-ão “os sons mais inspiradores da música portuguesa”, arrisca a organização.

O festival surge no seguimento das EA Live Sessions, um conjunto de 24 sessões musicais organizadas pela Adega da Cartuxa e pelos vinhos EA (Eugénio de Almeida) com artistas portugueses, em Évora. Entre eles estiveram, por exemplo, os Capitão Fausto, Dead Combo, Alexander Search, Três Tristes Tigres, GROGNation, Frankie Chavez e o rapper Nerve.

[A atuação dos Alexander Search, de Salvador Sobral e Júlio Resende, nas EA Live Sessions:]

Além dos artistas já anunciados, haverá ainda um concerto surpresa ainda não anunciado. A organização chama-lhe “Encore Project” e garante que será um projeto inédito, um concerto “criado em exclusivo” para o festival. Ao todo, serão “oito concertos e oito horas de música” no Coliseu lisboeta.