Cinema

Monumental vai encerrar em fevereiro de 2019

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O cinema lisboeta vai deixar de ter atividade regular a partir de 20 de fevereiro do próximo ano e funcionar só ao fim de semana, anunciou Paulo Branco. Apenas a maior das quatro salas será utilizada.

Paulo Branco detém a empresa de distribuição e exibição Medeia Filmes, que até agora explorava as quatro salas do Monumental

/LUSA

Autor
  • Bruno Horta
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A atividade do Cinema Monumental vai terminar, tal como a conhecemos, no dia 20 de fevereiro de 2019, anunciou o produtor de cinema Paulo Branco nesta sexta-feira, ao final da manhã, durante uma conferência de imprensa em Lisboa.

A convocatória enviada aos jornalistas indicava que seria abordada “a situação” do Cinema Medeia Monumental e os “projetos para o futuro” da Medeia Filmes, empresa de distribuição e exibição detida por Paulo Branco e até agora responsável pela exploração das quatro salas do Monumental.

O encerramento “já tinha sido definido há algum tempo”, afirmou, mas até agora “não havia data prevista”. O último dia da “atividade normal” será 20 de fevereiro, acrescentou o produtor, dia em que terá lugar uma homenagem a João César Monteiro, “uma revisitação da obra” do realizador português. “Até lá, a atividade normal do Monumental prolongar-se-á” a nível de exibições e debates, acrescentou Paulo Branco.

Salas passarão a receber apenas “sessões ao fim de semana”

Depois dessa data, as sala receberão apenas “sessões ao fim de semana, que serão organizadas pela Medeia com inedetismo e alguma dinâmica”, até “haver uma reestruturação completa do prédio do Monumental”. Durante essas sessões especiais de fim de semana, só a maior das quatro salas estará em funcionamento.

Depois das obras, que não têm data prevista de início, a Medeia não voltará a explorar os cinemas do Monumental, afirmou Paulo Branco. “As coisas quando acabam, acabam”, sublinhou. Sem revelar qual o valor da renda que paga atualmente, garantiu que “havia condições de exceção para a exploração do espaço e mesmo assim não era economicamente viável continuar”, declarou Paulo Branco.

Esta situação deriva essencialmente de, em termos económicos, ser absolutamente impensável manter um espaço destes ocupado com exibição cinematográfica. É sobretudo irrealista. Há uma conjuntura económica que faz com que a rentabilidade destes espaços não se coadune com uma atividade que não tem capacidade de os arrendar”, apesar de “uma enorme atenção da parte dos proprietários” do Monumental, explicou Paulo Branco.

Quanto aos trabalhadores da Medeia Monumental, foi feita a cessação do vínculo de trabalho com quatro, “uma escolha deles”, informou, e “os outros continuarão connosco”.

Paulo Branco enalteceu a “qualidade” dos filmes que projeta e ds condições técnicas das salas e criticou a concorrência. “Incluindo um dos concorrentes que nos fizeram muito mal, a EGEAC, que não teve consideração por nós. Não vi um artigo a criticar as condições miseráveis em que os filmes são projetados no São Jorge”, acusou, referindo-se às salas de cinema da Avenida da Liberdade geridas pela empresa municipal de cultura de Lisboa.

Quanto às restantes salas que hoje explora, a atividade é para continuar, garantiu. Além do Monumental, que totaliza 800 lugares, a Medeia operava até agora mais sete espaços de norte a sul do país: Nimas (Lisboa), Charlot (Setúbal), Centro de Artes e Espetáculos (Figueira da Foz), Theatro Circo (Braga), Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra), Teatro Municipal Campo Alegre (Porto) e Teatro Municipal Rivoli (Porto).

Obras estão previstas para início do segundo semestre de 2019

O período de sessões especiais de fim de semana deverá durar poucos meses, porque o próprio edifício do Monumental entrará em obras no início do segundo semestre de 2019 e estás deverão durar um ano, disse ao Observador, à margem da conferência de imprensa, uma fonte da empresa proprietária, a Merlin Properties. As obras, pormenorizou a mesma fonte, implicam encerramento total e mudanças estruturais no interior e na fachada, mas no fim manterão o centro comercial, as salas de cinema e os escritórios.

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