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Atelier-Museu Júlio Pomar recebeu 7.536 visitantes em Lisboa e 15.000 no Côa em 2018

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O Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, recebeu 7.536 visitantes no ano passado, e mais 15.000 visitaram a exposição no Museu do Côa "Incisão no Tempo", do acervo daquela entidade em itinerância.

TIAGO PETINGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, recebeu 7.536 visitantes no ano passado, e mais 15.000 visitaram a exposição no Museu do Côa “Incisão no Tempo”, do acervo daquela entidade em itinerância.

Contactada pela agência Lusa, a diretora do atelier-museu, Sara Antónia Matos, indicou que o espaço em Lisboa teve uma quebra de cerca de dois mil visitantes no ano passado, devido ao abrandamento da atividade, resultado do impacto da debilidade e posterior falecimento do artista, em maio, aos 92 anos.

No ano passado, porém, o atelier iniciou uma itinerância de divulgação do seu acervo com a exposição “Incisão no Tempo. Obras do Acervo do Atelier-Museus Júlio Pomar”, realizada no Museu do Côa, que mobilizou cerca de 15.000 pessoas.

De acordo com a direção, este esforço de divulgação do acervo “fora de portas”, terá desenvolvimentos em 2019, com duas exposições já programadas para Leiria e Viana do Castelo.

Em 2017, o atelier-museu, em Lisboa, recebeu 9.811 visitantes, mais 2.275 do que no ano passado.

Questionada sobre este decréscimo de visitantes em Lisboa, Sara Antónia Matos indicou que está relacionado com um certo abrandamento da atividade do atelier, nomeadamente ao nível de conferências, debates e lançamentos de livros, devido à progressiva debilidade física do pintor Júlio Pomar, que morreu em 22 de maio, aos 92 anos.

A responsável recordou que Júlio Pomar desenvolveu uma relação de amizade com a equipa do atelier-museu: “Penso que isso aconteceu porque ele via em nós, dois ‘pares’ com quem conseguia conversar sobre arte e sobre os novos rumos que a expressão artística estava a tomar”.

“Apesar das nossas diferenças de idades relativamente ao pintor – 50 anos – ele tinha confiança absoluta no programa artístico que lhe apresentávamos, e mostrava-se sempre cheio de curiosidade”, comentou.

A responsável indicou que “enquanto as forças lhe permitiram, não houve debate, conferência, apresentação, inauguração de exposição ou lançamento, em que ele não estivesse estado presente, quase sempre participando ativamente”.

“Fazia questão de ir receber os convidados e fazê-los sentir que a casa também era deles, e não apenas para a sua obra”, disse à Lusa a diretora do atelier-museu.

Júlio Pomar acompanhou todo o projeto do atelier-museu desde o seu início, em 2013, espaço que acolheu cerca de 700 obras doadas pelo artista à Fundação Júlio Pomar, como pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, colagens e ‘assemblage’.

“Quando o vimos debilitado e com as forças em baixo, reduzimos as atividades para não o perturbar, e não o fazer sentir que não conseguia corresponder a um ritmo que já retomámos a todo o gás”, acrescentou a responsável.

Pintor e escultor, nascido em Lisboa, em 1926, Júlio Pomar deixou um trabalho que é considerado de referência na história da arte moderna e contemporânea.

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