A Galeria Avenida da Índia, com a coleção de arte contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa (CML), abre portas a 26 de junho. A notícia foi avançada ao Observador pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que tinha já anunciado que a coleção municipal de arte contemporânea ocuparia aquele espaço a partir de 2025.
“Vai ter todas as peças que foram compradas ao longo do tempo, que são entre 150 e 200 e vamos tentar expor o máximo”, diz o autarca. Até então, a coleção de arte da autarquia estava espalhada por gabinetes e em depósito e era mostrada uma vez por ano para tornar público o que a Câmara de Lisboa havia adquirido nos últimos 12 meses.
Com curadoria de Sara Antónia Matos e Pedro Faro, a Galeria Avenida da Índia (que integra o conjunto das Galerias Municipais, equipamentos municipais que se dedicam à promoção e à divulgação das artes visuais) passa a ser um polo museológico permanente na cidade para dar visibilidade à arte contemporânea detida pela autarquia. Por agora serão mostradas cerca de 70 peças até ao final do ano. “Fisicamente era impossível expor tudo. Mas já é uma grande coisa porque no fundo estas coisas eram compradas e ninguém as via. Era uma pena”, comenta o presidente da CML.
O edifício, que reabre no final de junho, localiza-se em frente ao Pavilhão Julião Sarmento, espaço que vai acolher a coleção de arte privada do artista, com inauguração marcada para 4 de junho. Ambos os edifícios situam-se na mesma zona da cidade, contribuindo para afirmar a área como um novo núcleo dedicado à arte contemporânea.