Pela sétima vez neste Campeonato do Mundo de Clubes, uma partida foi interrompido devido aos alertas meteorológicos, no caso uma trovoada. Esse teria sido o principal acontecimento deste sábado — e madrugada de domingo —, não estivéssemos perante mais uma exibição fraca do Benfica, a lembrar o nível mais baixo apresentado na temporada que agora finda, com a exibição de Munique à cabeça. Os encarnados só estiveram por cima nos cinco minutos finais do tempo regulamentar, depois da interrupção, já que, até então, tinham criado apenas uma oportunidade de golo. Di Maria adiou o inadiável, tornou-se no melhor marcador da prova com quatro golos, mas a expulsão de Prestianni, no prolongamento, repôs a justiça no resultado, que acabou em goleada (1-4).

Nem a rainha afastou o inferno e os soldados de Lage disseram adeus ao Sonho Americano (a crónica do Benfica-Chelsea)

Para a história fica nova derrota frente ao Chelsea, clube que o Benfica nunca venceu em quatro partidas, num jogo em que os números da GoalPoint, explicam a exibição: oito remates contra 22, 1,2 golos esperadas contra 2,7, 15 ações na área adversária contra 46 e 38% de posse de bola contra 62%. Curiosamente, a reação só apareceu depois da paragem, já que, até então, as águias tinham apenas 0,14 golos esperados, conseguindo 0,86 desde aí e até ao fim do tempo regulamentar Em termos individuais, Trubin ficou ligado aos dois golos do Chelsea e, ainda assim, terminou o desafio com sete defesas e 0,5 golos evitados. 57 anos depois, os lisboetas sofreram três ou mais golos num prolongamento.

Terminada a temporada 2024/25, o Benfica chegou aos 60 jogos e igualou o recorde da sua história, que datava de 2018/19, também com Bruno Lage. Ao todo, os encarnados venceram 40 desafios (66,7%), empataram nove e somaram este sábado a 11.ª derrota. Em termos de golos, a produção ofensiva atingiu os 145 tentos, ao passo que, na defesa, consentiram-se 58 golos. No capítulo individual, Vangelis Pavlidis foi o melhor marcador, com 30 golos, e o jogador com mais jogos (57), Álvaro Carreras somou 20 assistências e destacou-se nesse capítulo e, em termos de minutos jogados, Nico Otamendi foi o “rei”, com mais de 4.800 minutos.

“Apenas a nossa equipa podia acreditar que podia empatar. Mas, depois disso, aconteceu-nos de tudo. Uma expulsão tornou muito difícil jogar contra uma equipa de topo. Já era difícil nestas condições, com 30 minutos mais a jogar com menos um… foi muito difícil. Mesmo assim acho que fomos os melhores nos primeiros 15 minutos do prolongamento. Tivemos duas boas chances, podíamos ter marcado. Com 2-1 o jogo terminou. Olhas para o jogo, muita coisa aconteceu. É difícil de digerir. Quando trabalhamos no Benfica temos de vir com ambição. O primeiro objetivo era passar, depois disso era tudo um jogo. Em 90 minutos qualquer coisa pode acontecer. Foi 50/50. Tivemos uma boa chance para passar, mas temos de entender que o Chelsea é uma equipa de topo, com extremos incríveis. O Pedro Neto, conheço-o muito bem, se lhe damos chances é muito difícil de travar no um para um. Na primeira parte se calhar podíamos ter jogado melhor ofensivamente, mas depois disso a equipa cresceu e quem entrou deu outra energia”, disse Lage à DAZN Portugal.