O rapper norte-americano Kanye West está impedido de viajar para a Austrália após o lançamento de sua música Heil Hitler — que termina com um excerto de um discurso do führer em 1935 e que foi banida das plataformas Apple Music, Spotify e YouTube.
A informação foi revelada pelo ministro da Administração Interna australiano, Tony Burke, numa entrevista à Australian Broadcasting Corporation, quando foi abordado o tema do cancelamento de um visto de outra pessoa por causa de comentários islamofóbicos.
“Se alguém argumentar que o antissemitismo é racional, eu não permitirei que venha para aqui [Austrália]”, disse Burke, abordando de seguida o caso de West que, como recordou o ministro, há vários anos que se desloca ao país, uma vez que é casado com a designer australiana Bianca Censori.
“Os meus funcionários analisaram novamente [o caso de West] quando ele lançou a música Heil Hitler, e ele já não tem um visto válido na Austrália”, esclareceu. Como destaca a BBC, não fica claro se o rapper foi banido permanentemente do país.
Questionado sobre se a proibição do visto de Kanye West a título permanente seria sustentável, Burke considerou “que o que não é sustentável é importar ódio”. “Já temos problemas suficientes neste país sem importar deliberadamente intolerância”, acrescentou o ministro.
Na semana passada, mais de cinco mil pessoas assinaram uma petição a exigir que o rapper norte-americano Kanye West seja impedido de atuar no festival Rubicon, em Bratislava, que se realiza entre 18 e 20 de julho. Os signatários acusam o artista de promover ideologias nazis e discurso antissemita, classificando a participação no evento como uma afronta à memória histórica da Europa e às vítimas do Holocausto.
A petição, que conta com o apoio de grupos como Peace for Ukraine e Cities for Democracy, apela ao presidente da câmara para cancelar a presença do artista norte-americano, uma vez que a atuação seria “um insulto à memória histórica, uma glorificação da violência em tempo de guerra e a degradação de todas as vítimas do regime nazi”.